quarta-feira, 11 de junho de 2014

Interior perde sete mil serviços e quase 200 mil pessoas


Desde 2000 que cerca de sete mil serviços públicos foram encerrados no interior do país. Ou seja, há um grande fosso entre o interior e o litoral que acaba por afastar os jovens, conta o Jornal de Notícias.
Cerca de sete mil serviços públicos encerrados no interior do país desde 2000, Desde escolas, unidades de saúde, postos da GNR ou Correios, junta-se também os tribunais e as repartições das Finanças.
“Quando o Estado retira escolas, tribunais ou as Finanças, é a própria legitimidade do Estado que também desaparece”, explica Giovanni Allegretti, especialista em Planeamento Territorial, acrescentando que “ninguém fica onde não existe nada”.
De 1974 a 2013, o interior já perder 197 mil habitantes.

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Fechar uma escola, um posto médico ou um tribunal no interior do país não é lutar contra a crise. É prolongá-la irreversivelmente para o futuro. O Estado, que tem a responsabilidade de promover a coesão social e garantir a coesão territorial, está a abandonar à sua sorte milhares de pessoas do interior do país, provocando assim a progressiva desertificação de vastas regiões, que, desta forma, deixarão de contribuir para a riqueza nacional. Daqui por uma dezna de anos, aquelas zonas serão terras de ninguém.

4 comentários:

Lia Trepa disse...

De facto a falta de investimento no interior é de tal forma gritante que qualquer dia ainda nos vamos deparar com a venda de mais tranches de território luso aos nuestros hermanos espanhóis.

E digo mais tranches porque a primeira tranche já foi vendida - http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viana%20do%20Castelo&Concelho=Melga%E7o&Option=Interior&content_id=3810711

Já agora... quando no post colocou "posto médico" deduzo que fizesse referência ao centro de saúde ou sua extensão. Certo?

É que longe vão os tempos em que esses "postos" tinham apenas médico. Hoje são compostos por equipas multidisciplinares da área da saúde que vão além do médico.

Alexandre de Castro disse...

Exato, Lia Trepa. Abreviei a designação. Trata-se, na realidade, de centros de saúde e das suas extensões, as unidades estruturantes do SNS e o seu pilar fundamental.
Obrigado, pelo seu comentário e pelo oportuno esclarecimento.

Lia Trepa disse...

A única defesa que esta "gente" faz do interior é ir lá de quando em vez comemorar o 10 de Junho.

Desta vez levaram para lá o material bélico obsoleto mas bem polido para encher os olhos da malta e fazer-lhes crer que somos uma nação cheia de recursos para manter a nossa soberania.

Esqueceram-se foi de dizer que tanques, aviões, balões e submarinos (esses não puderam ir porque o rio Diz não é navegável para esse tipo de instrumento) não nos livram da ocupação a que estamos sujeitos pela Troika.

Ai Portugal, Portugal

Alexandre de Castro disse...

Lia Tepa:
Na realidade, Portugal é um país ocupado e com a sua soberania mutilada. Trata-se de um colonialismo de novo tipo, em que o colonizador já não necessita de proceder à ocupação militar e ao domínio territorial. Ao capitalismo financeiro internacional basta-lhe utilizar a especulação bolsista e a chantagem da dívida. E o mundo gira a seus pés.