quarta-feira, 11 de junho de 2014

Interior perde sete mil serviços e quase 200 mil pessoas


Desde 2000 que cerca de sete mil serviços públicos foram encerrados no interior do país. Ou seja, há um grande fosso entre o interior e o litoral que acaba por afastar os jovens, conta o Jornal de Notícias.
Cerca de sete mil serviços públicos encerrados no interior do país desde 2000, Desde escolas, unidades de saúde, postos da GNR ou Correios, junta-se também os tribunais e as repartições das Finanças.
“Quando o Estado retira escolas, tribunais ou as Finanças, é a própria legitimidade do Estado que também desaparece”, explica Giovanni Allegretti, especialista em Planeamento Territorial, acrescentando que “ninguém fica onde não existe nada”.
De 1974 a 2013, o interior já perder 197 mil habitantes.

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Fechar uma escola, um posto médico ou um tribunal no interior do país não é lutar contra a crise. É prolongá-la irreversivelmente para o futuro. O Estado, que tem a responsabilidade de promover a coesão social e garantir a coesão territorial, está a abandonar à sua sorte milhares de pessoas do interior do país, provocando assim a progressiva desertificação de vastas regiões, que, desta forma, deixarão de contribuir para a riqueza nacional. Daqui por uma dezna de anos, aquelas zonas serão terras de ninguém.