quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cavaco convoca Conselho de Estado para 3 de julho


O Presidente da República convocou um Conselho de Estado para o dia 3 de julho, às 17h30, avança a SIC Notícias.
A Presidência da República anunciou a convocação de um Conselho de Estado para o dia 3 de julho, às 17h30, de acordo com o avançado pela SIC Notícias.
Os temas a discutir serão a situação política, económica e social na sequência do fim do programa de ajustamento e também a relação de parceria entre Portugal e a União Europeia, no Âmbito do programa 2020 da União Europeia.

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Esperemos que, desta vez, Cavaco não leve as conclusões do conclave, já previamente escritas, tal como aconteceu na última reunião do Conselho de Estado. Isto faz-me lembrar aquele médico que, mal o doente entrou no gabinete de consulta, já tinha o impresso da receita preenchido, antes de lhe ouvir as queixas e de o observar clinicamente.
Para serem coerentes, os conselheiros não podem deixar de reconhecer a progressiva degradação da situação política portuguesa, cujo epicentro se encontra na falta de legitimidade política do atual governo, claramente evidenciada  pelos resultados das eleições europeias, o que exige, como saída limpa, uma proposta para que o Presidente da República provoque a sua imediata demissão e convoque eleições legislativas.
É urgente devolver a voz ao povo, se é que isto ainda é uma democracia.  

2 comentários:

Ana disse...

Não conto com novidade nenhuma do Presidente, Não vai dissolver coisa alguma. A cor é a mesma. Tem pactuado com todas as aberrações deste governo, que neste momento é tudo menos legítimo. Também já tenho dúvidas que isto ainda seja uma democracia. Aliás, não pode ser. Com tanta desigualdade, é impossível. Sabemos que o rico e o pobre sempre existiu e vai existir. Mas não é legitimo ficar na mísera porque roubaram direitos que supostamente eram dados como adquiridos.

Alexandre de Castro disse...

Eu também não acredito que o Cavaco dissolva o parlamento. Mas é importante recordar-lhe que a maioria dos portugueses já não se revê naquela maioria parlamentar, que já não tem suporte social.