terça-feira, 27 de maio de 2014

PS inseguro volta a sondar António Costa para líder


Com uma vitória a saber a pouco, os socialistas temem confiar em António José Seguro o futuro do partido. O nome de António Costa volta assim a ser posto em cima da mesa para uma possível candidatura à liderança do partido 'rosa' já nas próximas eleições legislativas, conta o jornal Público.
No domingo, a euforia socialista desdobrou-se entre gritos e abraços de vitória entre António José Seguro e Francisco Assis. A euforia passou rapidamente a preocupação com vários socialistas a lembrarem que a “vitória foi minguada”.

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Tal como afirmei ontem, a vitória mitigada do PS teve o condão de abafar a estrondosa derrota da coligação PSD/CDS. Politicamente, os três partidos do chamado arco da governação, aos quais eu chamo partidos do arco da traição, sofreram uma derrota monumental, se compararmos os valores percentuais obtidos no domingo passado com as eleições europeias de 2009 e as legislaitivas de 2011. Estas foram as eleições, onde mais sobressaiu a desproporção entre a vitória política e vitória aritmética. No PS já se pensa em mudar de líder, para garantir ganhar folgadamente nas legislativas de 2015, e os partidos da direita, pressentindo as fragilidades do PS (é no que dá não ter uma proposta de alternativa, verdadeiramente de clara e honesta, que só vamos encontrar no PCP), já vislumbram uma possibilidade em perpetuarrm-se no poder, para além de 2015.
O PS foi subindo, em percentagem dos votos expressos, de 26,53%, em 2009, para 28,06, em 2011, e 31,5 em 2014. Crescimento magro que não beneficiou da hecatombe do PSD/CDS, que em 2009 obteve 40,07%, em 2011, 50,35% e em 2014, um humilhante resultado de 27,7%, o que deveria obrigar o Presidente da República a convocar eleições para a Assembleia da República.
Em parte, quem beneficiou com as perdas destes três partidos foi o PCP, que viu premiada a sua dedicação à causa pública, a sua coerência nas propostas apresentadas e a sua enorme determinação na luta política. Foi o único partido com assento parlamentar a subir em percentagem nas eleições de 2014, em relação às duas eleições anteriores.