domingo, 25 de maio de 2014

Não se pode falar em democracia, quando o maior partido é o da abstenção...


A incógnita da abstenção domina eleições portuguesas para o Parlamento Europeu

O apelo do Presidente da República, através das televisões, a que os portugueses não deixem de se pronunciar sobre a escolha dos seus representantes no Parlamento Europeu foi uma tentativa de prevenção de que haja uma elevada abstenção nas europeias que este domingo se realizam. Isto tendo em conta o histórico da abstenção nestas eleições que atinge percentagens de mais de cinquenta por cento, com o recorde de 64,46%, nas europeias de 1994, mas que há cinco anos atingiu 63,22%.
PUBLICO (de hoje)

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Se nas eleições de hoje, a abstenção dos portugueses ultrapassar o record de 64,46%, fica em causa a legitimidade política de todas as futuras decisões que venham a ser tomadas em relação à União Europeia. Será um abuso por parte dos dirigentes dos partidos europeístas - os do arco das capitulação, PS, PSD e CDS - caso, com um mínimo de honestidade, não ponderem equacionar seriamente um outro caminho que nos salve de um generalizado empobrecimento endémico. 
Durante a campanha, aqueles três partidos tentaram entreter os portugueses com discussões estéreis e acusações mútuas, quando se sabe que todos eles estão de acordo com a política de capitulação em relação à czarina Merkel, que é quem verdadeiramente manda na Europa. Por isso, não aceitaram o desafio de discutirem publicamente o euro, o resultado do Memorando de Entendimento com a troika e o tão ignorado, quanto perigoso, Tratado Orçamental. Se, nestas eleições, os eleitores voltarem as costas às urnas, fica em aberto para o futuro um caminho perigoso de insubordinação coletiva e de agitação social social e fica em causa a essência da democracia. É que não se pode falar em democracia, quando o maior partido é o da abstenção.

1 comentário:

Mar Arável disse...

Venceu a esmagadora minoria