sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

FNAM denuncia despedimento de dirigente sindical


MOÇÃO APROVADA PELO CONSELHO NACIONAL
 EM 14 DE DEZEMBRO

O Conselho Nacional da FNAM recentemente eleito no VIII Congresso, na sua primeira reunião efectuada em Coimbra, em 14.12.2013, tendo em conta
as perseguições que estão a ser alvo vários dirigentes e delegados sindicais em diversas instituições, que culminaram com o recente despedimento de uma dirigente do Sindicato dos Médicos da Zona Centro que, não obstante o Senhor Ministro da Saúde ter sido já pessoalmente alertado para as ilegalidades que estão a ser cometidas pelas diversas direcções por si nomeadas, continuam os processos disciplinares e a dirigente do SMZC mantém-se arbitrariamente afastada do seu local de trabalho, a que tinha acedido por concurso público,
o Conselho Nacional da FNAM decide:
Manifestar a sua total solidariedade para com os colegas alvo destas inaceitáveis perseguições de natureza político-sindical;
Encetar de imediato contacto com as administrações envolvidas em tão lamentáveis acontecimentos, que julgávamos pertencerem a um passado já longínquo, no sentido da sua resolução condigna com o Estado de Direito;
Solicitar desde já e com carácter de urgência uma audiência ao senhor Ministro da Saúde para a solução definitiva deste assunto.

Coimbra, 14.12.2013
O Conselho Nacional da FNAM

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A Federação Nacional dos Médicos e os seus três sindicatos regionais, que federa, são instituições malquistas para o Ministério da Saúde e para o seu atual titular. E isto, porque estas organizações sindicais, a par da sua vocação central, a da defesa dos interesses profissionais da classe médica, se apresentam publicamente como indefetíveis defensoras do Serviço Nacional de Saúde, que este governo pretende desmantelar, para abrir espaços de negócio ao setor privado da Saúde.
Tal como está a proceder com as organizações sindicais dos professores, este governo começa paulatinamente a mostrar as garras, que tinha escondidas, e a ensaiar a manobra repressiva e intimidatória, no sentido de instalar o medo e o desânimo neste importante setor profissional.
Ao solidarizarem-se com os médicos, os portugueses também estão a defender o Serviço Nacional de Saúde, cujas vantagens e benefícios nem os seus detratores conseguem negar em público.
AC

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