sábado, 8 de novembro de 2014

Isto é terrorismo administrativo!... Isto é terrorismo de Estado!...


Por cada professor que dispensarem, câmaras recebem 13 600 euros

Proposta apresentada aos municípios que vão integrar projeto-piloto da descentralização do ensino prevê corte de até 5% dos docentes necessários
Cada professor eliminado vale 13 594,71 euros. É esta a proposta - equivalente a metade do custo anual do docente pelo índice salarial 167 - que consta da cláusula 42 da última proposta que o Ministério da Educação e Ciência enviou há duas semanas aos municípios com os quais está a negociar um projeto-piloto para a delegação de competências em matérias de educação, incluindo edifícios, parte dos currículos e recursos humanos.

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Isto é terrorismo administrativo!... Isto é terrorismo de Estado!... O Ministério da Educação anda a recrutar capangas para "caçar" professores.
O ódio que o jihadista neoliberal, Nuno Crato, tem à escola pública e aos professores, e como se os professores fossem gado para vender e a escola um matadouro, leva-o a cometer a hedionda barbaridade de lhes estabelecer um preço por cabeça, pelo seu respetivo abate. Esta ofensa à dignidade dos professores ultrapassa os limites da decência e do pudor. Nem Salazar subscreveria uma medida deste tipo, tal é a sua chocante monstruosidade.
Nuno Crato arrisca-se a ficar na História, por um péssimo motivo: a falta de respeito pela dignidade de quem trabalha, tratando estes sacrificados profissionais como lixo para despejar num caixote.
Os portugueses não devem tolerar mais esta arrogância, esta desfaçatez e esta insensibilidade de um ministro paranoico, que transformou o seu ministério num antro da maldade e da indignidade institucionalizadas.
Com esta iniciativa obtusa, o governo pretende desresponsabilizar-se de um dos pilares fundamentais do Estado Social, a Educação, atirando o ónus dos prejuízos futuros e dos insucessos previstos para as câmaras municipais, e fraturando assim a unidade da sua gestão, que deixará de ser uniforme e comum.
Que seria das Forças Armadas, se lhes fossem aplicadas estas iniciativas descaracterizadoras, disfuncionais e radicalmente descentralizadoras?!
AC

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