domingo, 2 de novembro de 2014

A Fiscalidade Verde é uma manobra para enganar os contribuintes

Fiscalidade Verde

Nem cinco, nem sete. Combustível vai aumentar quatro cêntimos
O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Moreira da Silva, disse, em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, que os combustíveis deverão aumentar quatro cêntimos no próximo ano, como consequência da reforma da Fiscalidade Verde. A Galp apontava para valores superiores.

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A fiscalidade verde não passa de um estratagema para compensar as perdas de receitas com as benesses fiscais, ao nível de IRS, com que o governo vai contemplar os portugueses, em 2015. O descontentamento gerado com o aumento dos combustíveis vai diluindo-se ao longo do tempo, ao contrário do que aconteceria se os aumentos recaíssem sobre o IRS, cujo valor tem uma visibilidade marcada, ao fim do mês, no recibo do vencimento. Suavizando-se o IRS, ao longo do ano, e todos os meses, os contribuintes vão receber um salário líquido mais elevado, do que no ano anterior, devido à descida da importância cobrada com a retenção na fonte. 
À primeira vista, os portugueses irão julgar que vão ficar com mais dinheiro no bolso. Mas isso é uma ilusão. O aumento dos combustíveis e do IMI encarregar-se-á de demonstrar o contrário. É que o governo está a dar com uma mão o que vai tirar com a outra mão.
O governo parte da presunção de que os portugueses apenas vão dar conta do logro, depois das eleições.

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