sexta-feira, 21 de junho de 2013

Uma Justiça comprometida com o poder dominante...

Imagem retirada da página do Facebook de Valdemar Nascimento
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Apesar de não ser comparável a complexidade e, naturalmente, a morosidade dos dois processos judiciais, o da gigantesca fraude do BPN e o daquele cidadão justiçado por eventuais insultos(?) ao Presidente da República, o que nos choca é a extrema lentidão da Justiça, quando os suspeitos ou os arguidos são políticos ou individualidades ligadas ao sistema económico e financeiro.Nenhum processo chega ao fim e ninguém vai para a cadeia. Oliveira e Costa (BPN) passeia-se calmamente pelas ruas de Lisboa e Rendeiro (BPP) goza calmamente a sua fortuna, sem sequer ser investigado o esquema especulativo da sua atividade como banqueiro, esquema esse, idêntico ao que Bernard Madoff montou nos Estados Unidos, mas de maiores proporções, e que lhe custou uma condenação a 150 anos de prisão. O contraste entre o sistema judicial americano e o português é esclarecedor e chocante.
Mas em Portugal é assim. Abusando da ingenuidade, da complacência e da ignorância dos portugueses, a democracia à portuguesa apoiou-se em mais um pilar, este não não institucional, mas de uma grande eficácia: a impunidade dos poderosos.