domingo, 23 de junho de 2013

Autárquicas: Combate PS ao PCP tão ou mais importante que luta à direita - João Ribeiro


O porta-voz do PS defendeu hoje que o combate ao PCP "é tão ou mais importante" que o combate à direita, acusando os comunistas de castrarem a liberdade política e serem exemplos de "atavismo" e de "sectarismo".
João Assunção Ribeiro, candidato socialista a presidente da Câmara de Setúbal fez um cerrado ataque aos comunistas no discurso que proferiu perante a Convenção Nacional Autárquica do PS, em que também usou o humor ao definir os "acordos" locais PCP/PSD como sendo "vodka com laranja".
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Por mim, estou esclarecido sobre o posicionamento do Partido Socialista no atual momento político. O facto de ter assinado o memorando da traição, juntamente com o PSD e o CDS, e perante a sua recusa em assumir, com uma manifestação de firmeza, a sua denúncia, evidencia bem a sua íntima ligação ao capitalismo financeiro europeu e ao seu braço político, as instituições europeias. As próximas eleições autárquicas não devem servir apenas para mostrar um cartão vermelho ao PSD e ao CDS. O cartão vermelho também tem de ser mostrado ao PS, pela sua responsabilidade na grave situação em que o país se encontra. Foram os três partidos do arco da traição que governaram o país durante estes trinta e oito anos. Não foi o PCP nem o BE. 
A linha divisória já não se situa entre o PS e o PSD, que aparentemente só funciona para o circo político da alternância, que é a melhor maneira de prosseguir sempre na mesma política, em defesa do capital. A linha passa agora à esquerda do PS. E as trincheiras dessa linha têm de começar a ser construídas.

2 comentários:

Casimiro Gonçalves disse...

https://www.facebook.com/pages/Por-uma-Uni%C3%A3o-das-Esquerdas-%C3%A0s-pr%C3%B3ximas-Elei%C3%A7%C3%B5es/218332028181446

Sérgio Ribeiro disse...

Boa, Alexandre!

Unidade à esquerda? Claro que sim!, mas com a prévia definição de umas coisinhas básicas para se saber quem é de esquerda. Que muitos (a maioria dos) eleitores no PS sejam de esquerda ninguém duvida, como se pode ter a certeza que os seus dirigentes... têm dias! E a maior desses dias passam-nos virados para a direita e de costas para os seus eleitores, contra a esquerda.

Um abraço