sábado, 29 de junho de 2013

Contradições de um primeiro-ministro


No discurso do jantar de encerramento do segundo dia da Universidade de Verão do European Ideas Network, que decorre no Porto, Passos Coelho, no seu discurso, começou por referir que “É preciso dizer que não partilho a opinião de que a Europa se limitou a ficar de braços cruzados desde que a crise do euro se fez sentir. Demos passos importantes no aprofundamento da coordenação económica”, para mais à frente, num outro contexto discursivo, se desdizer, afirmando que considera necessário que os europeus reconheçam que foram “demasiado complacentes com as insuficiências da arquitetura institucional do euro e muitos displicentes na preparação das economias e das sociedades para as exigências do novo regime económico e monetário".
Há uma contradição insanável entre as duas afirmações.
Em que ficamos?
Os problemas na União Europeia e, particularmente, em Portugal são tão graves, que os dirigentes políticos já não sabem o que dizer para esconder a verdade.

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