quarta-feira, 14 de novembro de 2012

GREVE GERAL


A Greve Geral de hoje tem todas as condições para marcar um ponto de viragem na estratégia da contestação às políticas do atual governo e à ditadura da troika, em função da ampla convergência de vários movimentos e organizações de protesto à iniciativa da CGTP-Intersindical, que assim se constitui no centro aglutinador das forças de esquerda que pretendem uma radical mudança em relação às violentas políticas de austeridade. Sem se diluirem e sem perderem a sua matriz identitária, esses movimentos aderiram à iniciativa da central sindical, percebendo que só um grande movimento unitário poderá provocar a queda do governo e liquidar as nefastas políticas da direita.
Seria importante e desejável que, a partir de hoje, uma nova dinâmica do movimento de contestação e de protesto, assente num amplo consenso de posições e reforçado pelo estabelecimento de objetivos e processos comuns, pudesse conferir à data a marca da divisória entre dois tempos: O antes e o depois da Greve Geral. O povo português reconheceria aí um obejetivo sinal de mudança, condição necessária para poder continuar a acreditar na existência de alternativas consistentes ao estabelecimento de uma nova política para Portugal.