sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A grande lição da Islândia

Amabilidade da Dalia Faceira
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Sendo o crédito um pilar fundamental da economia, eu não entendo por que razão os bancos não são todos nacionalizados. Ou melhor, compreendo. Retirar os bancos da esfera privada era o mesmo que retirar as armas às Forças Armadas. O acionistas dos bancos desapareciam como classe e perdiam todo aquele seu poder, que lhes garante o domínio planetário.
A Islândia deu uma grande lição à Europa e ao mundo. Demonstrou que os bancos não precisam de banqueiros capitalistas. Eles exercerão melhor a sua função, se ficarem na órbita do Estado. Pela sua importância na economia e na sociedade, eles não podem ficar nas mãos pouco escrupulosas de agentes privados, sobre quem recai a culpa da eclosão desta crise profunda, que se iniciou nos EUA, em 2008, e que vai abalar o mundo inteiro. Passados quatro anos, há quem diga que a crise ainda só agora está a começar. O horizonte está a ficar sombrio e já se avistam as nuvens da tempestade, que não tardará a desabar sobre todos nós. Ninguém consegue prever as revoltas, as revoluções e as guerras. Mas a História ensina-nos que as grandes crises só se resolvem com radicais mudanças de paradigmas. A maior parte das vezes, com mudanças violentas.