terça-feira, 1 de abril de 2014

Por vezes, paga o justo pelo pecador


Universidades vão receber verbas cortadas em excesso

O secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, enviou uma carta ao presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, onde refere que irá devolver a verba que foi cortada em excesso, no Orçamento do Estado (OE), às universidades (…)

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Eu também escrevi uma carta ao secretário de Estado da Segurança Social a pedir-lhe a devolução da verba que "foi cortada em excesso" na minha pensão de reforma, mas, até à data, ainda não recebi a devida resposta. Espero que seja respeitado o princípio constitucional da equidade, que é como quem diz, em linguagem popular, ou comem todos ou não come ninguém. 
É a segunda vez que o conselho de reitores das Universidades Públicas consegue fazer recuar o governo, na sua intenção de fazer cortes no ensino universitário. Em 2012, numa reivindicação semelhante daquele conselho, o ministro da Educação resolveu o problema, transferindo a verba reclamada do orçamento do ensino secundário para o orçamento do ensino universitário, o que para mim constituiu uma injustiça e uma leviana arbitrariedade. Agora, tenho receio de ser eu a ter de pagar, através de um novo corte na minha pensão de reforma, parte daquela verba.
Eu compreendo a gravidade da situação por que passam as universidades públicas (tão importantes para o desenvolvimento do país), quando começam a escassear os meios financeiros para poderem cumprir a sua nobre missão. É um pilar do nosso Estado Social, que a todo custo devemos defender da voragem desta política neoliberal, que o pretende destruir. Mas também sei que aqueles 50 milhões de euros vão evitar o cancelamento de muitas viagens ao estrangeiro, destinadas à frequência de congressos científicos, que alguns professores utilizam mais para fazer turismo. Turismo científico, claro.