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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Os grandes burlões da economia virtual (especulativa)

Bernard Madoff
O investidor que protagonizou a maior fraude de sempre em Wall Street tem sido uma das principais notícias dos últimos tempos, e vai passar o resto da vida na prisão. Se vivesse em Portugal seria ilbado, e, ao fim de dez anos, seria condecorado. Sabe-se agora que esteve para ser nomeado, em 2005, presidente do regulador do mercado norte-americano, a Securities and Exchange Commission, o equivalente à nossa Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)


Kerviel
Fez dezenas de milhões de negócios futuros, sem o conhecimento dos seus superiores. Quando o banco francês descobriu, Kerviel percebeu que os seus negócios obscuros já tinham gerado enormes prejuízos. Kerviel está à espera de julgamento e, se condenado, pode ficar preso três anos. Em Portugal, ser-lhe-ia aplicada a pena suspensa, para fazer crer que a justiça funciona.

Allen Stanford
Este homem, fundador do Stanford Financial Group, prometia elevados retornos em depósitos. O seu caso foi descoberto este ano. Estima-se que tenha prejudicado os investidores em oito mil milhões de dólares. Em Portugal, candidatava-se à Câmara Municipal de Oeiras ou à presidência do Benfica.

Ralph Cioffi e Matthew Tannin
Responsáveis do Bear Stearn. Mentiam aos investidores sobre o «estado de saúde» dos seus fundos. O caso de fraude foi conhecido em 2008. Estima-se que as consequências desta fraude tivessem atingido os 1,6 mil milhões de dólares. Com alguma sorte, estas duas personagens poderiam integrar a lista de deputados de Manuela Ferreira Leite.
(Fofografias do Portugal Diário)
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Obececados com a ocultação da origem das grandes fortunas e defendendo intransigentemente o paradigma da alta finança, os governos ocidentais, das chamadas democracias liberais, baixaram as defesas do interesse público, esvaziando as competências funcionais das instituições financeiras de regulação e de inspecção, permitindo, assim, que fosse impossível detectar preventivamente estas gigantescas fraudes. O Banco de Portugal é o exemplo típico desta inoperacionalidade permissiva.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Opinião: O PS de Sócrates é contra a liberdade

Eduardo Cintra Torres *


A decisão de censurar o Jornal Nacional de 6ª (JN6ª) foi tudo menos estúpida. O núcleo político do PS-governo mediu friamente as vantagens e os custos de tomar esta medida protofascista. E terá concluído que era pior para o PS-governo a manutenção do JN6ª do que o ónus de o ter mandado censurar. Trata-se de mais um gravíssimo atentado do PS de Sócrates contra a liberdade de informar e opinar. Talvez o mais grave. O PS já ultrapassou de longe a acção de Santana Lopes, Luís Delgado e Gomes da Silva quando afastaram a direcção do DN e Marcelo da TVI.A linguagem de Santos Silva e do próprio Sócrates na quinta-feira sobre o assunto não engana: pelo meio da lágrimas de crocodilo, nem um nem outro fizeram qualquer menção à liberdade de imprensa. Falaram apenas dos interesses do PS e do governo. Sócrates, por uma vez, até disse uma verdade: o PS não intervinha no JN6ª. Pois não, foi por isso que varreu o noticiário do espaço público.O PS-Governo de Sócrates não consegue coexistir com a liberdade dos outros. Criou uma central de propaganda brutal que coage os jornalistas. Intervém nas empresas de comunicação social. Legisla contra a liberdade. Fez da ERC um braço armado contra a liberdade (a condenação oficial do JN6ª pela ERC em Maio serviu de respaldo ao que aconteceu agora). Manda calar os críticos. Segundo notícias publicadas, pressiona e chantageia empresários, procura o controle político da justiça e é envolvido em escutas telefónicas. Cria blogues de assessores com acesso a arquivos suspeitos que existem apenas para destruir os críticos e os adversários políticos. Pressiona órgãos de informação. Coloca directa ou indirectamente “opiniões” e “notícias” nos órgãos de informação. Etc.O relato da suspensão do JN6ª, no Jornal de Notícias e no Diário de Notícias e outros jornais de ontem é impressionante, sinistro e muito perigoso. Provir de supostos “socialistas”, portugueses e espanhóis, em nada diminui a gravidade desta censura. Esta suposta “esquerda” dos interesses, negócios e não resolvidos casos de justiça é brutal.Intervindo na TVI, o PS-Governo atingiu objectivos fundamentais. Como disse Mário Crespo (SICN, 03.09), o essencial resume-se a isto: J.E. Moniz e M. Moura Guedes foram eliminados —e com eles as direcções de Informação e Redacção e um comentador independente como V. Pulido Valente. Este PS-Governo é muito perigoso para a liberdade. Até o seu fundador está preso nesta teia, por razões que têm sido referidas. Ao reduzir a censura anticonstitucional, ilegal e protofascista do JN6ª a um caso de gestão, Soares desceu ao seu mais baixo nível político. É vergonhoso que seja ele, o da luta pela liberdade, a dizer uma coisa destas. Será que em 1975 o República também foi calado só por “razões de empresa”?O PS-governo segue o mesmo caminho de Chàvez, ao perseguir paulatinamente, um a um, os seus críticos: e segue o mesmo caminho de Putin, ao construir uma democracia meramente formal, em que se pode dizer que a decisão foi da Prisa não dele, em que se pode dizer que os empresários são livres, que os juízes são livres, que os funcionários públicos são livres, que os professores são livres, que os jornalistas são livres, que a ERC é livre, etc — mas o contrário está mais próximo da verdade. Para todos os efeitos, Portugal é uma democracia formal, mas estas medidas protofascistas vão fazendo o seu caminho. Não dizia Salazar que Portugal era mais livre que a livre Inglaterra? Sócrates e Santos Silva dizem o mesmo.
PÚBLICO online 04/09/2009
*Eduardo Cintra Torres é crítico de televisão e escreve no PÚBLICO

No Plano Tecnológico da Educação também o iPOD será importante!...

O iPod acabará por se tornar mais excitante, à medida que o Plano Tecnológico da Educação avançar...

O Plano Tecnológico da Educação não pode retroceder...



O Plano Tecnológico da Educação (PTE), que não se resume à distribuição do computador Magalhães, não pode retroceder, pois desperdiçar-se-ia o enorme esforço financeiro efectuado. Aceitam-se as críticas da oposição às várias opções nesta matéria, mas não se pode desvalorizar o mérito deste governo em dotar as escolas e os alunos com computadores, a ferramenta básica necessária sem a qual não se poderia avançar para outras etapas, que aperfeiçoassem o plano com outra dinâmicas. É importante salientar que em 2005 havia nas escolas públicas um computador para 18 alunos, passando-se em 2009 para um rácio de 5,3 alunos por computador. Este investimento, que na sua fase inicial ascendeu aos 400 milhões de euros, vai ter consequências na formação da actual geração de estudantes do ensino básico ao secundário, possibilitando-lhes a aquisição de competências, que vão ser úteis à economia nacional quando eles começarem a integrar-se, daqui por una anos, no mercado de trabalho. Não se pode falar em revolução tecnológica na economia se não se constituir, a diversos níveis de formação, uma base alargada de trabalhadores que se adaptem com facilidade às constantes evoluções da tecnologia. O importante, é que os futuros governos não se deslumbrem com os planos elaborados e não se esqueçam da sua eficaz aplicação no terreno, nem cedam à tentação de fazer a fácil demagogia eleiçoeira, baseados apenas nas ilusões das aparências.

domingo, 6 de setembro de 2009

G20: O grande objectivo é restabelecer a velha ordem financeira

Para aqueles que ainda acreditam em bruxas, ou seja, para aqueles que ainda pensam na bondade das políticas neoliberais e que acreditam na exclusividade do mercado para se regular a si próprio, com eficiência, atrevo-me a aconselhar-lhes a leitura da notícia da hiperligação anexa. Talvez aí, ainda possam perceber quatro aspectos importantes, que vou assinalar, e extraídos das conclusões da reunião dos ministros dos negócios estrangeiros do G20, que se realizou este fim de semana, em Londres.
PRIMEIRO: Os países membros concordaram em manter o apoio à economia com o dinheiro dos contribuintes, o que prova que o mercado não conseguiu sair da situação de crise a que chegou.
SEGUNDO: Todas as medidas que foram discutidas, incluindo os bónus dos altos dirigentes bancários, destinam-se a restabelecer a velha ordem financeira, com os mesmos vícios, os mesmos erros e as mesmas injustiças.
TERCEIRO: A oposição dos governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha à redução desses bónus, motivada pelo receio de que as grandes fortunas, sediadas em Londres e Nova Iorque, fujam para outras paragens, mostra bem a natureza da dependência desses governos em relação aos detentores do capital financeiro, que são, na realidade, aqueles que governam o mundo.
QUARTO: O drama do desemprego, motivado pela crise, e que assola a maioria dos países, assim como as medidas para atenuar os seus efeitos, nem sequer foram discutidos, e, se o foram, não mereceram qualquer referência no comunicado final.

http://jornal.publico.clix.pt/noticia/06-09-2009/g20-sem-acordo-sobre-os-premios-na-banca-17727452.htm

A colonização da Cisjordânia avança impunemente...


Benjamin Netanyahu, o primeiro ministro de Israel, autorizou a construção de novos colonatos na Cisjordânia, numa violação clara da jurisprudência do Direito Internacional e das deliberações das Nações Unidas. Seja um governo de direita ou de esquerda, Israel vai paulatinamente consolidando a ocupação de um território que lhe não pertence e limitando a liberdade de movimentos dos palestinianos, que, nas suas deslocações diárias, têm de se submeter aos humilhantes controlos policiais.
Numa atitude de descarada duplicidade, a administração de Obama, repetindo a hipocrisia manifestada em relação ao golpe militar das Honduras, que depôs o presidente eleito, condenou timidamente a decisão do governo israelita, tentando enganar a opinião pública, quanto às suas verdadeiras intenções de não pretender a criação de um verdadeiro Estado palestiniano, sem a tutela humilhante de Israel. A União Europeia, que alinha pela mesma duplicidade, nem sequer se deu ao trabalho de emitir qualquer declaração, tal é o grau de dependência da sua política externa em relação ao seu poderoso aliado.
Com uma opinião pública anestesiada, os governos dos países ocidentais prosseguem uma política ambígua, que apenas visa ajudar Israel a controlar aquela zona estratégica. Mas o drama do martirizado povo palestiniano persiste, num conflito que dura há mais de cinquenta anos e que não tem fim à vista. Vítima inocente dos jogos de interesses do imperialismo britânico e americano, aquele povo tem sido massacrado com as bárbaras guerras sujas do exército israelita e humilhado no seu dia a dia com enxovalhos constantes à sua dignidade.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1354334

Vão indo, que eu não vou por aí...

Cortesia do amigo Jorge Ribeiro

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Este filme deveria ser visto por todos aqueles políticos, aspirantes a ditadores. Há sempre aquele trágico momento em que se sentem cercados pelas armas ou pelos escândalos.

sábado, 5 de setembro de 2009

A promoção ao "Jornal Nacional" da TVI censurada

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Segundo o Expresso, este vídeo promocional teria sido censurado, tendo desagrado à administração da Media Capital, que resolveu afastar Manuela Moura Guedes da apresentação do Jornal Nacional de 6ª feira. No entanto, outras fontes revelam que a drástica e polémica medida teria vindo directamente de Madrid, da administração da Prisa.

Portugal não pode ter um primeiro ministro sob suspeita!...

Se José Sócrates não fosse primeiro ministro, as provas e os testemunhos já recolhidos sobre o caso Freeport, teriam sido suficientes para justificar a sua audição pelo Ministério Público e, eventualmente, ser constituído arguido. Aí, ele não poderia recusar-se a responder àquelas perguntas incómodas, já formuladas, sem qualquer êxito, por alguns jornalistas, e que assentavam sobre as contradições e tergiversões das suas declarações públicas.

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Uma nova cara, a mesma notícia. O caso Freeport abriu o ‘Jornal Nacional’ da TVI de ontem. Sem Manuela Moura Guedes, foi a Patrícia Matos, uma estagiária, quem coube dar a novidade: há mais um primo de José Sócrates alegadamente envolvido no caso do outlet de Alcochete. Chama-se José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, mais conhecido por ‘Bernardo’ ou ‘Gordo’.
A notícia da TVI nasceu com base em depoimentos de dois arguidos do caso Freeport que pediram o anonimato. Os denunciantes falaram à estação de Queluz de um homem mencionado em e-mails apreendidos pela Polícia Judiciária e cujo nome de código terá sido utilizado por Charles Smith e outros intervenientes no negócio.

Já no famoso DVD divulgado há meses pela TVI Charles Smith afirmava ter entregue durante dois anos envelopes com subornos a um primo de José Sócrates que alegadamente os faria chegar ao então ministro do Ambiente.
Num dos e-mails, agora na posse da PJ, datado de 18 de Maio de 2002, e enviado por Charles Smith para o seu sócio na Smith & Pedro, Manuel Pedro, lê-se: "Temos que pedir ao Freeport para enviar 80 mil libras ainda esta semana para podermos pagar ao pinochio algo no dia 31 de Maio, conforme eu combinei com o Bernardo, para não arriscar nada."

DESMENTIDO DE MADRID MAL RECEBIDO EM LISBOA
O desmentido da Prisa sobre o papel de Cébrian no cancelamento do ‘Jornal de Sexta’ de Manuela Moura Guedes foi muito mal recebido na administração da Media Capital. Uma fonte do grupo espanhol fez saber à Lusa que o conselheiro-geral da Prisa nada tinha a ver com assunto e que a decisão tinha sido tomada pela administração da Media Capital, isto é, por Bernardo Bairrão. Acontece que, como o CM noticiou ontem, a ordem irreversível de cancelamento foi dada na terça-feira por Cébrian a Bernardo Bairrão, e este ainda tentou, face à ameaça de demissão da direcção de direcção da TVI e ao terramoto político que a decisão iria provocar em plena campanha eleitoral, adiar para depois das eleições o fim do ‘Jornal de Sexta’. Apenas depois de Cébrian se ter mostrado inflexível o processo seguiu os seus termos, com a direcção de Informação a dizer na quarta-feira Manuela Moura Guedes que ia ser afastada dos ecrãs. O CM contactou a Prisa em Madrid, e o gabinete de comunicação do grupo espanhol referiu apenas que não havia nadaa dizer sobre a matéria.
Correio da Manhã, 5 de Setembro de 2009

Sócrates ataca TVI e Manuela Moura Guedes [Entrevista 21-04-2009 @ RTP1]





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Portugal não pode ter um primeiro ministro que, deliberadamente, confunde uma crítica ou uma "suspeição fundamentada" com um insulto e que, da liberdade de imprensa, tem um conceito redutor, típico de um aprendiz a ditador. O condicionamento da liberdade de imprensa, invocando os mais variados pretextos, desde o da ameaça à segurança do Estado, como fez Salazar, até à necessidade de defender a honaribilidade de pessoas e das instituições, como defende José Sócrates, é sempre um recurso daqueles políticos obcecados com o pensamento único e com a necessidade de um Estado musculado, que limite as liberdades individuais.
José Sócrates, na sua cruzada de tentar abafar o seu envolvimento no caso Freeport e de desviar as atenções da opinião pública, assume o cínico papel de dama ofendida e acusa os jornalistas, que, através das suas investigações, referiram factos, que a justiça está a averiguar. É estranho que nunca lhe tenha ocorrido processar o Serious Fraud Office do Reino Unido, que foi a primeira entidade policial a considerá-lo suspeito do crime de corrupção passiva, num relatório enviado às autoridades judiciais portuguesas, e que, verdadeiramente, deu origem às posteriores investigações dos jornalistas, que, entretanto, num trabalho meritório, foram recolhendo novos factos comprometedores.
Se o lesse, José Sócrates iria considerar este pequeno apontamento como um insulto à sua pessoa, quando, na realidade, é apenas a expressão do exercício da liberdade crítica de um cidadão, que tem todo o direito, baseado na interpretação dos factos do seu conhecimento, de desconfiar da presuntiva inocência do actual primeiro ministro.

Psicologia com um cheirinho esotérico...


Curso de Auto-Massagem - 24 de Outubro (Sábado) das 14h30 às 18h, com Cátia Ferreira. Para saber mais sobre o curso vá ao nosso site: http://www.espaco-vida.com/cursos/cursos-workshops.html#auto


Fico sempre muito curioso, quando vejo anúncios desta natureza, principalmente em relação ao tema deste, tão velho quanto a humanidade, e que um qualquer adolescente já conhece de ginjeira. Penso que já tudo foi aprendido, não sendo necessário aprender mais nada!

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Workshop de Psicologia Positiva - dia 26 de Setembro (Sábado) das 10h às 18h, com Laura Sanches. Para ver o programa clique em: http://www.espaco-vida.com/cursos/cursos-workshops.html#positiva

Para saber o que é a Psicologia Positiva pode ler o artigo publicado no nosso blog: http://psiyoga.blogspot.com/2009/05/psicologia-positiva-ciencia-da.html


Já em relação a estes, fica-me a dúvida se não será mais uma peça da propaganda do Eng. Sócrates, uma vez que ele anda por aí a falar nas energias positivas do seu governo, enquanto acusa a oposição de apenas manifestar energias negativas.

Aumento do desemprego nos EUA desmente as previsões mais optimistas sobre o fim da crise


As principais organizações internacionais e os políticos e economistas hipotecados ao sistema têm andado a sustentar que a crise já bateu no fundo e que a economia começou a inverter o ciclo recessivo em que mergulhou. Para sustentar tais afirmações, recorrem aos mesmos indicadores, que, nitidamente, no ano transacto, evidenciaram flagrantemente a sua incapacidade de prever a gravidade e a profundidade da crise, o que lhes retira grande parte da sua credibilidade. E essa incapacidade deriva do facto de a maior parte deles reflectirem apenas variações de conjuntura e de sazonalidade, quando se sabe que esta crise é fundamentalmente uma crise estrutural, provocada pelo esgotamento do modelo de produção e de consumo dos países desenvolvidos, em consequência dos desequilíbrios induzidos pela globalização selvagem. As deslocalizações dos meios de produção industrial para os mercados de trabalho de baixo custo se, por um lado, aumentaram o consumo nos países ocidentais, vieram provocar, por outro lado, nesses mesmos países, a diminuição do crescimento do emprego, que não acompanhou o crescimento populacional. Com o eclodir da crise, esse movimento do mercado de trabalho descambou para o aumento persistente do desemprego de longo prazo.

O que está a acontecer neste domínio nos Estados Unidos, onde a taxa de desemprego continuou a subir em Agosto, atingindo os 9,7 por cento, e com o número de desempregados a subir para 14,928 milhões, o que representa mais 466 mil do que no mês de Julho, vem certamente arrefecer o optimismo de conveniência daqueles analistas encartados, cultivados no academismo do neoliberalismo, e cujas previsões parecem obedecer à intenção de travar qualquer espírito de revolta generalizada da população.

Não se pode afirmar taxativamente que a crise bateu no fundo, quando se está em presença do aumento da taxa de desemprego, pois este importante factor, que é estrutural, uma vez que a maioria dos desempregados não irá encontrar um novo emprego, provocará inevitavelmente uma diminuição do consumo e uma descida das receitas fiscais, com reflexos directos no PIB e no défice orçamental.

A ligeira melhoria dos indicadores económicos, relativos ao 2º trimestre, e que motivou o surgimento oportunista daquele optimismo, também pode ser explicado como sendo o resultado transitório dos gigantescos apoios financeiros dos Estados às empresas estratégicas e aos bancos em dificuldades, apoios esses que não podem manter-se indefinidamente.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Uma pandemia inventada?!...

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Cortesia do João Fráguas, seguidor deste blogue
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Começa a ganhar alguma consistência a tese da conspiração da gripe porcina, quer na vertente da manipulação laboratorial do vírus H1N1, quer na vertente mediática, onde se procura, a nível global, espalhar o pânico, a fim de provocar a venda massiva de vacinas.
De início, estas teses pareciam fantasiosas e desajustadas, mas, com o tempo, os testemunhos que as veiculavam começaram a abalar a credibilidade das multinacionais farmacêuticas envolvidas no negócio.
É sabido que a tentacular indústria farmacêutica não se move por pulsões altruístas, nem se deixa comover com os dramas provocados pelas doenças endémicas que assolam as populações dos países mais pobres, que não dispõem de recursos para alimentar a gula dos seus accionistas, a quem apenas interessa maximizar, a todo o custo, os fabulosos lucros. Das reuniões dos seus conselhos de administração a palavra de ordem que é proferida exaustivamente resume-se à exigência de mais vendas e de maiores lucros. E é essa exigência que determina a prioridade dos investimentos na investigação científica, que se encaminha para os segmentos de mercado com maior potencial de vendas, e que se resumem ao foro das patologias cardio-vasculares, infecciosas, reumatismais e da algesia.
Também temos presente a prévia e arriscada experimentação clínica de algumas drogas, levada a cabo por multinacionais americanas nos países mais pobres da América Latina, a fim de estudar o seu comportamento clínico num leque populacional mais alargado, antes de serem colocadas à venda com relativa segurança nos países desenvolvidos.
A investigação da guerra bacteriológica também não deixou de ser acusada de ter espalhado vírus patológicos no metro de Nova Iorque, para poder estudar no terreno os seus efeitos.
Alguém já afirmou que o crime está associado ao negócio da maioria das multinacionais norte americanas, não sendo pois difícil ter de admitir que a história relatada neste vídeo assuma foros de verdade.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O programa do PSD tem um objectivo: destruir o Serviço Nacional de Saúde - Mário Jorge Neves



A leitura do programa do PSD relativo ao sector da saúde permite verificar que há uma perspectiva assumida de proceder à liquidação integral do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Ao longo do seu texto não existe uma única referência ao SNS e às carreiras dos profissionais de saúde, havendo uma clara recuperação dos conceitos e da terminologia que presidiram à desastrosa reforma empreendida no final da década de 1980 por Thatcher na Grã-Bretanha e que conduziu à destruição do NHS britânico, até aí considerado como um modelo internacional de garantia da universalidade de cuidados de saúde.

A “liberdade de escolha pelo utente… dentro ou fora do sistema público”, “aumentando a competição e, consequentemente, a qualidade dos serviços prestados”, “uma separação funcional, e porventura orgânica, entre o financiamento, a prestação e a regulação da saúde que permita simultaneamente a maior abertura ao mercado concorrencial…” e o “retomar outras parcerias público-privadas”, são conhecidos conceitos que enquadraram a política do governo conservador de Thatcher e que, por sua vez, caracterizam desde há décadas o sistema de saúde americano.

Estes eufemismos pretendem, tal como já aconteceu no passado, esconder da opinião pública um objectivo bem definido e de consequências desastrosas que é a destruição gradual dos serviços públicos de saúde e a transformação deste direito constitucional num qualquer bem de consumo dependente da capacidade económica de cada cidadão, ou seja, quem tem dinheiro paga os cuidados de saúde que necessita e quem não o tem fica abandonado à evolução natural da doença.

Estas propostas mostram que a actual direcção do PSD não aprendeu nada com a actual e preocupante crise internacional, ao insistir em modelos que, de forma inquestionável, estão na sua origem.

É surpreendente que no nosso país sejam apresentadas estas propostas ao mesmo tempo que no país onde este modelo impera há décadas, o seu presidente, Barack Obama, esteja a desenvolver esforços para proceder à sua alteração no sentido de criar um sistema universal de cuidados de saúde, de modo a impedir que continue a crescer o número dos actuais 50 milhões de americanos que não têm acesso a quaisquer serviços de saúde.

O conceito apresentado nesse programa de separação funcional e orgânica entre o financiamento e a prestação constitui o elemento basilar que tem presidido em vários países à efectiva e integral privatização dos serviços públicos de saúde e à transformação deste direito humano e civilizacional num negócio a favor de grandes consórcios privados.

Quando esse programa estabelece que “reavaliaremos a possibilidade de celebrar novamente acordos de gestão de serviços de saúde com entidades do sector social ou do sector privado, bem como de retomar outras parcerias público-privadas”, estamos perante um novo facto clarificador das efectivas preocupações comerciais desta abordagem.
Depois do falhanço da experiência do acordo de gestão privada do Hospital Amadora/Sintra que levou à sua não renovação e consequente retorno à gestão pública, a actual direcção do PSD insiste neste modelo e até pretende alargá-lo.
Por outro lado, a posição assumida de retomar outras parcerias público-privadas ignora completamente a experiência existente na Grã-Bretanha desde há mais de 10 anos, onde este modelo tem conduzido a resultados desastrosos e a cortes sucessivos nos serviços prestados aos respectivos cidadãos.

O programa global da actual direcção do PSD aparece assumidamente subordinado à velha máxima do “menos Estado”, mas esconde que todos estes conceitos que apresenta só são viabilizados à custa dos dinheiros públicos.
Então, o “menos Estado” é para quem? Para os cidadãos ou para os interesses privados que são viabilizados pelo dinheiro dos contribuintes?

Relativamente à suposta “liberdade de escolha”, quem não tem recursos para pagar integralmente os cuidados de saúde de que necessita tem liberdade de escolher o quê?
Além disso, essa liberdade de escolha para outros cidadãos nunca esteve em causa no nosso país.
O relatório mundial da OMS sobre os sistemas de saúde referiu que em Portugal, em 2000, as despesas públicas de saúde no total das despesas nacionais de saúde eram de 57,5%, enquanto que, por exemplo, na Alemanha eram de 77,5%, na Bélgica de 83,2%, na França de 76,9% e na Suécia de 78%.
Neste contexto, é possível verificar que a existência do SNS no nosso país nunca foi sinónimo de qualquer perspectiva estatizante e que as pessoas que têm maiores recursos económicos sempre puderam escolher os serviços onde pretendem ser tratados
Assim, o que significa em termos práticos e objectivos a consigna neoliberal de “menos Estado”?
Naturalmente, que o ainda “menos Estado” do que estes números revelam seria a destruição integral do SNS.
É curioso que estes círculos ideológicos clamem por “menos Estado” quando se trata de assegurar a viabilização dos negócios privados, mas quando estão confrontados com os resultados desastrosos da sua gestão cheguem a ficar roucos de tanto apelar ao Estado para que evite a sua falência, como se tem assistido em vários países, incluindo o nosso, com múltiplas entidades bancárias e seguradoras.

Por último, uma referência à medida proposta no programa sobre “ aumentar a eficiência e reduzir o tempo médio em lista de espera…”.
É até irónico que apareça esta medida depois daquilo que foi a gestão das listas de espera para as cirurgias do governo anterior pela acção do então ministro Luís Filipe Pereira, que eliminou o programa de recuperação destas listas e substitui-o pelos chamados “vales-cirurgia”.
O resultado prático desta medida foi o contínuo agravamento destas listas e a criação destes vales, com o objectivo de encaminhar preferencialmente os doentes para as entidades privadas, nada resolveu.

Assim, a curto prazo, os eleitores terão a palavra decisiva em torno desta importante e crucial matéria: ou optam pela manutenção do direito constitucional à saúde corporizado pelo SNS ou aceitam que a sua saúde seja transformada numa mercadoria para viabilizar os negócios privados daqueles para quem a vida humana nada representa.

Mário Jorge Neves,
médico

Nota do editor:
É com muito prazer que o Alpendre da Lua publica este importante texto sobre o Serviço Nacional de Saúde, da autoria do médico Dr. Mário Jorge Neves, um homem que ao longo da sua vida tem pugnado pela defesa intransigente deste pilar importante do ideário da revolução de Abril.
A oportunidade desta publicação tem a sua plena justificação, em função das ameaças que se avizinham, por parte das forças políticas da direita, que, há muito tempo, sonham com a privatização dos sectores da saúde mais rentáveis, ao mesmo tempo que manifestam a intenção espúria de remeter o Serviço Nacional de Saúde para a condição de uma entidade pública, destinada à prestação de serviços mínimos.

Um acto censório inadmissível num regime democrático...


Quando José Sócrates, no último Congresso do PS, e numa atitude autoritária sem precedentes na democracia portuguesa, anatematizou grosseiramente o programa de informação Jornal Nacional de sexta feira da TVI, apresentado por Manuela Moura Guedes, deu um sinal claro à administração da TVI de que o programa deveria ser suspenso e de que toda a investigação sobre o caso Freeport, onde ele aparece envolvido, não deveria ser publicada. A equipa de investigação jornalística daquele programa deverá ter na sua mão material informativo, altamente explosivo, que, em virtude da aplicação do princípio do contraditório, será do conhecimento do primeiro ministro, sabendo-se agora que ele iria ser publicado na próxima sexta feira, em pleno período da campanha eleitoral e a três semanas da realização das eleições legislativas. A actual administração da TVI, já desenvencilhada da presença de José Eduardo Moniz, que não tinha a intenção de abdicar do exercício de um jornalismo livre e responsável, aguardou até ao último momento a possibilidade de domesticar a direcção de informação, o que não teria conseguido, tendo recorrendo in extremis à suspensão do programa.
É evidente que não vai ser possível demonstrar a interferência directa do governo nesta obscena e escandalosa decisão, que agride perigosamente a liberdade de informação. Mas a interferência indirecta do governo está mais que provada, e isso, além de obsceno e escandaloso, é também inadmissível, principalmente se se considerar que a atitude vem de um partido que se diz socialista e democrático.
José Sócrates pretende a todo custo abafar o caso do Freeport, que foi relançado por mérito da Serious Fraud Office, do Reino Unido, que o considerou suspeito do crime de corrupção passiva, e não pelo mérito das autoridades policiais e judiciais portuguesas, que, incompreensivelmente, mantiveram paradas as investigações desde 2005. A tentativa de intimidar os actuais magistrados, titulares do respectivo processo, um crime grave que parece que não vai ter consequências penais, tal é a impunidade reinante no país, foi o primeiro sinal de que José Sócrates iria arriscar tudo por tudo para ser considerado ilibado de qualquer culpa.
Perante este atentado à liberdade de informação, chegou a hora de clarificar definitivamente esta escabrosa situação, pois se os portugueses podem conviver com um primeiro ministro incompetente e demagogo, não podem, contudo, admitir um primeiro ministro eventualmente corrupto.

As teorias neoliberais são indiscutivelmente boas, mas só para alguns!...


Tal como uma boa imagem, este gráfico vale mais do que mil palavras. Ele espelha, sem rodeios, através da frieza dos números, a verdadeira natureza das aparentemente sedutoras teorias neoliberais, que começaram a ser postas em prática por Reagan, nos Estados Unidos, por Margarette Thatcher, no Reino Unido, e, timidamente, por Cavaco Silva, em Portugal. Nos Estados Unidos, a diferença de rendimentos entre os multimilionários (0,01% da população) e o resto da população nunca tinha assistido um desnível tão desmesurado e tão escandaloso. Este reduzido grupo teve, em 2007, um rendimento médo 1080 vezes superior ao do rendimento médio de 90% da população. Agora se compreende o verdadeiro significado da desregulamentação dos mercados, da flexibilização das leis laborais, do endeusamento do mercado livre, das virtudes da livre iniciativa, das vantagens da globalização total, da demissão do Estado em relação ao controlo da economia, e das políticas de privatização dos seus sectores estratégicos.
Não deixa de ser significativo o paralelismo entre o desnível de rendimentos verificado em 2007 e o de 1927. Ambos ocorreram antes da eclosão das duas maiores crises económicas e financeiras que assolaram o mundo nos últimos cem anos, o que levanta a questão da existência de um nexo de causalidade entre os dois fenómenos considerados, o súbito super-enriquecimento de uma pequena elite financeira e, como sua consequência, o eclodir de uma crise económica profunda.
Este súbito enrequecimento de uma pequena elite (banqueiros, accionistas das grandes multinacionais e grandes especuladores) só foi possível através do desvio dos investimentos para a economia virtual, baseada na especulação bolsista, e cujo valor, nos últimos vinte anos, suplantou o valor dos investimentos na economia real, afectando o crescimento do emprego. Numa euforia sem precedentes, assistiu-se a uma corrida desenfreada, à procura do lucro fácil, com os bancos e as bolsas a assumirem o centro deste sistema predador. A euforia acabou por contagiar médios e pequenos investidores, que, esquecendo as lições do passado, investiram as suas poupanças em tudo o que era papel, e que a recente crise veio a desvalorizar dramaticamenhte. O lucro ficou para a elite que gere o sistema, que, através do complexo funcionamento do mercado bolsista, conseguiu arrecadar o valor do investimento inicial, retirado da economia real, e pôr a circular a imaterialidade dos títulos (capital improdutivo), que a especulação bolsista hipervalorizou artificialmente até ao limite da sua própria insustentabilidade, tal como aconteceu recentemente com o colapso do crédito imobiliário.

Foi assim que os vi ontem, na televisão!...


Paulo Portas e José Sócrates são os dois maiores demagogos, produzidos pela política portuguesa, desde o 25 de Abril. Nunca dizem o que verdadeiramente pensam, mas aquilo que lhes convém no momento, para melhor poderem atingir os seus objectivos. Paulo Portas diz agora aquilo que, enquanto foi ministro, renegou. Sócrates desmente-se a si próprio, neste último percurso eleiçoeiro do seu mandato, procurando esconder, com um artificial discurso socializante, a perversidade da sua política, retintamente neoliberal, e marcada por um escabroso conúbio com o capital financeiro e com as grandes empresas. Ambos são uns verdadeiros animais políticos, possuidores de um feroz instinto de oportunidade e de um acutilante raciocínio instantâneo, o que os torna num verdadeiro perigo público, pois conseguem sempre fazer passar a mentira por verdade e transmitir alguma racionalidade à irracionalidade dos seus interesses políticos secretos. De comum, também, cada um deles tem o seu caso com a Justiça. Um já foi ilibado e o outro está a caminho de vir obter o mesmo estatuto, embora muitos portugueses, onde eu me incluo, não acreditem na sua inocência.
Desculpem-me os leitores mais conciliadores e de temperamento mais consensual, mas eu, metaforicamente, vejo-os assim, tal como as imagens os exibem.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Quando a obra não sobrevive ao seu autor...

A dança é um gesto efémero e evanescente, que o bailarino vive no momento. O coreógrafo enfrenta a ameaça de o seu processo criativo não ficar registado para a memória futura, pois para o manifestar bastam-lhe as tábuas do palco, como suporte. O recurso às novas tecnologias de captação da imagem é recente, e, mesmo que utilizadas para arquivo, não conseguem traduzir a potencialidade do acto criador, quando apresentado ao vivo. O drama dos coreógrafos centra-se na incapacidade de serem postumamente estudados, o que não acontece aos escritores, pintores e escultores, cujos livros, pinturas e esculturas lhes sobrevivem, materialmente.
A propósito da morte, este ano, de dois grandes vultos da dança e da coreografia, e que o Alpendre da Lua oportunamente registou, e da relativa incapacidade de podermos ver materializada a reprodução original das suas composições, remeto o leitor para para um artigo do jornal PÚBLICO, da autoria de Vanessa Rato.

Parque Escolar: Estado pagou a arquitectos mais de 20 milhões de euros sem concurso


Façamos votos para que não se repita a saga do Terminal de Alcântara. O subterfúgio da urgência para justificar o recurso ao ajuste directo, que uma lei espúria deste governo veio facilitar, deixa a porta aberta a todas as batotas e a todas as jogadas sujas, urdidas nos bastidores, onde políticos e empresários negoceiam as ilegais contrapartidas.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1396335&idCanal=62

My Lai: arrependimento tardio!...



O tenente William Calley, hoje com 66 anos, acabou por pedir desculpas públicas pelas suas responsabilidades no massacre de My Lai, ocorrido em 16 de Março de 1968, na fase mais violenta da guerra do Vietnam. Muitas vezes comparado, em brutalidade gratuita e perversidade criminosa, com os massacres de Oradour-sur-Glane e de Lídice, perpetrados pelos nazis, durante a II Guerra Mundial, o genocídio de My Lai escandalizou o mundo e marcou a viragem da opinião pública dos Estados Unidos contra a guerra do Vietnam.
O tenente William Calley foi condenado a prisão perpétua, em 1971, mas o presidente Nixon reduziu-lhe a pena para três anos de prisão domiciliária. Os outros responsáveis foram ilibados.
Assim se prova a duplicidade da justiça do império, que apenas admite a existência de criminosos no campo dos seus inimigos.

Quando a ética é uma batata!...

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Tempo de autocrítica

2009-08-28

É impossível não ver no programa eleitoral do PSD ontem apresentado, e no anúncio pela dra. Ferreira Leite de políticas de firme combate a medidas da dra. Ferreira Leite, a mão maoista (ou o que resta dela) de Pacheco Pereira, a da autocrítica.
Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros. No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".

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O tiro não poderia ter sido mais certeiro e demolidor. Recuperando a objectividade dos factos do passado, Manuel António Pina (é também um grande poeta) fustiga implacavelmente a hipocrisia política de Manuela Ferreira Leite, que se renega a si própria, cultivando agora políticas em flagrante contradição com que as que aplicou no passado, enquanto ministra de Educação de Cavaco Silva e ministra da Economia de Durão Barroso e Santana Lopes.

Agradeço ao Dr. Mário Jorge Neves a sugestão deste artigo de opinião.



A avaliação dos professores marcou decisivamente, pela negativa, o mandato de Maria Lurdes Rodrigues

Negar o óbvio, por estupidez ou por ignorância, já é dramático. Negá-lo por conveniência, além de dramático, é desonesto. E quando essa negação vem de um responsável ministerial, a atitude é abjecta. Maria de Lurdes Rodrigues sabe muito bem que, durante o seu mandato, como ministra da Educação do governo de José Sócrates, pouco fez para que a qualidade do ensino melhorasse. Nos últimos tempos, passou o tempo entrincheirada para salvar o seu absurdo modelo de avaliação dos professores, que se resumia unicamente a um vasto e confuso questionário, e a tentar defender-se dos ataques certeiros dos sindicatos, que também já demonstraram não estar interessados em nenhum modelo de avaliação.

Maria de Lurdes Rodrigues, no futuro, apenas irá ser recordadda como a ministra da avaliação. Nada mais.Se não houve alterações estruturais ao nível da política de ensino, e, as que se fizeram, (como aquela que visou, perseguindo o duvidoso conceito da escola inclusa, a integração de alunos com deficiência nas turmas com currículo normal) foram mal concebidas e mal executadas, como seria possível apresentar uma melhoria de resultados ao nível das retenções e do abandono escolar, no ensino básico e no secundário? Só por milagre! E Maria de Lurdes Rodrigues já não acredita em milagres, a não ser nos que ela própria promove para efeitos de pura propaganda.

O facilitismo foi, sem dúvida, o método escolhido para embelezar as estatísticas, tentando passar a ideia do acerto e da eficácia da política do PS na Educação. Os enunciados dos exames de Português e de Matemática apresentam-se cada vez mais fáceis. O grau de dificuldade de alguns problemas de matemática do 9º ano aproximava-se do grau de dificuldade de uma prova do 6º ano. Nas entrevistas televisivas, os alunos não escondiam o seu contentamento perante a facilidade evidenciada.

Quando as instituições internacionais vierem confirmar a diminuição da qualidade do ensino, nestes últimos anos, já ninguém se vai lembrar das declarações da actual ministra, que fez dopping para melhorar a performance da sua política educacional.

Bill Haley - Rock Around The Clock (1956)

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O Rock and Roll foi, talvez, a maior revolução da música ligeira de todos os tempos. Revolucionou a composição musical, introduzindo-lhe um acelerado ritmo, a letra, ao mesmo tempo que incorporou novos instrumentos e uma nova forma de dançar. Tinha todos os ingredientes para produzir a ruptura e seduzir a primeira geração de jovens americanos do pós-guerra, que começou a beneficiar da opulência do país e da massificação do consumo pelas classes médias. Constitui-se em matriz fundadora, inspirando todos os outros movimentos musicais posteriores.
No início da minha adolescência, ainda me lembro do sentimento de estranheza que despertou numa sociedade conservadora de uma cidade do interior.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O refinamento da mentira nas democracias ocidentais!...




El ex secretario de Seguridad Interior (en la era Bush), Tom Ridge, confesó en un libro que las alertas con las amenazas de ataque "terrorista" de Al Qaeda incrementaban el temor en la sociedad estadounidense y subían la popularidad de Bush, cuya administración las utilizaba con fines electorales. La revelación (más allá de ser una herramienta para publicitar el libro) trasciende la administración Bush, y pone sobre el tapete la utilización del terrorismo en operaciones psicológicas orientadas a generar consenso social y legitimación política a la "guerra contraterrorista" lanzada con la conquista militar de Afganistán e Irak tras el 11-S.

IAR- Notícias de 22 de Agosto de 2009

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O recurso à mentira e à demagogia, aproveitando a ingenuidade e a incredulidade dos cidadãos, cada vez mais manietados por uma informação tecnicamente dirigida por objectivos específicos, começa a ser uma imagem de marca da actuação dos políticos e dos governantes das democracias ocidentais, que, sem qualquer espécie de escrúpulos, tentam gerar impulsos de adesão às suas políticas, explorando o medo e a ignorância sobre os assuntos mais complexos, através da difusão de mensagens subliminares, que logo os meios de comunicação social amplificam junto da opinião pública, sem submeterem o seu teor ao crivo da veracidade.
No caso relatado pela IAR, a exploração do medo e da insegurança dos cidadãos americanos levou a administração Bush, nas eleições presidenciais de 2004, a retirar dividendos eleitorais e a conseguir uma legitimação política para as aventuras belicistas, através do recurso de informações falsas sobre a iminência de novos ataques terroristas da Al-Qaeda, e não se coíbiu de provocar a demissão do secretário da Segurança Interna, que se negou, com coragem e determinação, numa manifestação de elevado sentido de Estado, a pactuar com aquela abjecta farsa.

Imitação: Isaltino Morais estreia Programa de Culinária



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Sugestão do Pedro Frias, um seguidor deste blogue

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Uma imitação perfeita! Na caricatura, não falta o presunto vindo da Suíça, presume-se que enviado pelo sobrinho, e as referências aos amigos empreiteiros, a quem apelida de porcos. E na caldeirada, não poderiam deixar de ser incluídos o major, a Fátima Felgueiras e o Avelino Ferreira Torres, todos eles fadistas do mesmo fado.

Na UE e em Portugal as desigualdades e a pobreza persistem...

Gráfico do Jornal de Negócios

Se, em relação à pobreza, a situação em Portugal se encontra sensivelmente próxima da que se verifica na União Europeia, o mesmo não se poderá dizer em relação às desigualdades sociais, aferidas pela diferença de rendimentos entre os 20 por cento da população mais rica e os 20 por cento da população mais pobre, e que o índice de Geni enquadra, como indicador sintético. Quanto maior for esse índice, numa escala de pontuação de zero a cem, maior será a desigualdade da distribuição do rendimento.
Portugal é o país mais desigual da zona euro e, em relação aos 27 paises da UE, apenas a Roménia apresenta resultados mais desfavoráveis. Em 2008, a situação era idêntica à de 1999, tendo sofrido um agravamento durante os governos do PSD, de Durão Barroso e Santana Lopes. Com a gestão socialista de José Sócrates, verificou-se uma ligeira melhoria, passando o índice de Geni de 38 para 36. Em 2005, os 20 por cento de pessoas com mais elevados rendimentos ganhavam 6,9 vezes mais que os 20 por cento mais pobres. Em 2008 essa diferença caiu ligeiramente para 6,1 vezes.
No indicador da pobreza e do risco de pobreza, a situação em Portugal melhorou gradualmente ao longo da década, revelando uma tendência que o aproximava do patamar da UE, mas que, provavelmente, a actual crise irá inverter.

Linha de Saúde 24: Onde está a eficiência dos operadores privados?!...

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Reportando a uma conferência de imprensa de 20 de Agosto, a ministra da Saúde, Ana Jorge, veio confirmar o que já se sabia: a total falência do serviço da Linha de Saúde 24, assegurada por uma empresa privada, a Linha de Cuidados de Saúde (LCS), que, nos dias anteriores, apenas tinha respondido a 30 por cento das chamadas recebidas, quando o objectivo a que se comprometera ascendia a 85 por cento. Em cada dia, cerca de seis mil pessoas, que recorreram a esta linha de atendimento, não obtiveram resposta. A capacidade de resposta esgotou-se ao nível das três mil chamadas atendidas.

Quer seja em regime de outsourcing, quer seja em regime de parceria público-privada, está demonstrado que os utentes do Serviço Nacional de Saúde ficam sempre prejudicados, já que, nestes casos, o interesse dos lucros sobrepõe-se ao legítimo interesse público. E se, na eficiência, os resultados são desastrosos, ainda está por demonstrar se os respectivos custos para o erário público serão inferiores aos resultantes de uma gestão directa por parte dos organismos públicos competentes.

Alguém está a mentir! Não sou eu...


Imagens retiradas do blogue abnoxio


Quando alguma tragédia ocorre em Portugal, em situações que reportam para a responsabilidade do Estado, os políticos apressam-se a sacudir a água do capote. Nunca assumem qualquer culpa. Foi assim em Entre-os-Rios e continuou a ser assim na praia Maria Luísa, em Albufeira. Actuar atempadamente, nas situações de risco, já anteriormente identificadas, a fim de evitar tragédias previsíveis, poderá não render votos. Mas, seguramente, quando a tragédia ocorre, a ceifar vidas humanas, muitos votos irão perder-se. Antes de fazer aquelas declarações levianas, José Sócrates deveria ter tido a precaução de certificar-se se o risco de desabamento daquela falésia já teria sido identificado pelos organismos públicos competentes, o que, a ser verdade, terá de conduzir à responsabilização de alguém.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

SARDEGNA CANTA - "In Trese" di Elena Ledda

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Elena Ledda, a voz da Sardenha no mundo, aqui numa interpretação do folclore local.

Jerónimo de Sousa saúda o mais jovem militante do PCP


E ensina-lhe a letra do "Avante, camarada... Avante!"

Vieira da Silva sofre de amnésia!...


Quando Vieira da Silva, recorrendo ao estafado argumento da "campanha negra", vem condenar as declarações de Aguiar Branco, do PSD, quando este afirma que o governo do PS é um governo sob suspeita, não se sabe se ele já se esqueceu do teor da carta rogarória do Serious Fraud Office, enviada para o Ministério Público português, onde explicitamente se considera José Sócrates como suspeito do crime de corrupção, no caso Freeport.
Para avivar a memória do actual ministro do Trabalho, aqui se reproduz a parte do texto, onde essa referência é feita, não sem antes anotar que o Serious Fraud Office é uma polícia do Reino Unido, altamente especializada na investigação dos crimes financeiros mais complexos e, que se saiba, não se lhe conhece nenhuma actividade ao nível da montagem de campanhas negras contra dirigentes políticos:

"Além disso, os cidadãos abaixo indicados, que não são do Reino Unido, são considerados como estando sob investigação no sentido de terem solicitado, recebido ou facilitado pagamentos que sejam relevantes aos crimes indicados no Anexo”1”.
7. José Sócrates
8. José Marques
9. João Cabral
10. 10 Manuel Pedro"

Ainda não percebi que raio de urinol é este!...


Mamas à conquista de votos!...

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A Alemanha tem sido um dos países da Europa, além dos civilizados países nórdicos, a resistir à americanização das campanhas eleitorais, enquadrando-as sobriamente, tanto quanto possível, no estricto patamar da acesa discussão política e evitando o recurso ao gratuito e fútil espectáculo mediático, através do qual se procura promover a estupidificação do eleitorado. Os alemães aprenderam a lição com Hitler e Goebbels, que os punham constantemente a marchar pela ruas, para que não tivessem tempo para pensar.
Mas, no melhor pano cai a nódoa, e, agora, em meados do mês passado, a candidata da União Democrata-Cristã, Vera Lengesfeld, resolveu fazer-se aparecer num cartaz de campanha, ao lado da sua camarada, Angela Merke, em que ambas exibiam, sob um largo decote, umas nutridas mamas, ilustradas com a legenda «Nós temos mais para oferecer», o que provocou uma grande polémica na opinião pública e no próprio partido a que pertencem.
Se a moda chegar a Portugal, não sei como é que José Sócrates, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e, também, Manuela Ferreira Leite irão encontrar um par de mamas daquela envergadura.
http://diario.iol.pt/internacional/alemanha-cdu-seios-merkel-vera-lengesfeld-tvi24/1081502-4073.html

Não se lembraram de espetar a baioneta no cavalo!...

Cortesia do João Fráguas

O Exército do Reich foi sempre considerado estúpido. Foi uma das facturas da derrota, que os alemães tiveram de pagar.

A jogar aos berlindes, ninguém nos ganha!...

Cansados com a humilhação de vermos Portugal a ocupar sempre os último lugar em todos os indicadores europeus, eis que surge uma notícia a salvar a nossa honra e a espevitar o nosso decadente patriotismo. Temos o maior casino da Europa, o Casino Estoril-Sol. Espero que o engenheiro Sócrates não se esqueça de reivindicar para si, para o seu governo e para o seu PS este emblemático troféu, que faz a inveja de toda a Europa.
Só falta saber se Portugal também irá destacar-se, positivamente, no número de bordéis por quilómetro quadrado.
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398399&idCanal=57

domingo, 30 de agosto de 2009

Fotografias de João Fráguas


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Duas perspectivas da Ponte Europa, na Croácia, captadas pela objectiva de João Fráguas, um seguidor do Alpendre da Lua.

O Pink Floyd Roger Waters narra filme sobre o muro israelense

O Muro da Vergonha, o muro que Israel está a construir na Cisjordânea, isolando completamente populações palestinianas, que vivem em territórios sem contiguidade, e manietando a sua liberdade de movimentos, continua a suscitar protestos contra o estado judaico e a aumentar a solidariedade pelo povo da Palestina.
Desta vez, foi Roger Waters, o lendário líder do Pink Floyd, a associar-se corajosamente a este movimento, integrando-se numa iniciativa das Nações Unidas, o Walled Horizons, levada a cabo em Jesuralém, tendo participado numa curta-metragem, onde se referiu aos sofrimentos dos palestinianos.
O relato desta iniciativa pode ser lido no Pink Floyd my life, editado pela Súh, uma seguidora do Alpendre da Lua.

Sócrates seria condenado a prisão perpétua!...


Um homem foi condenado a seis meses de prisão por bocejar em tribunal. Este insólito caso ocorreu em Chicago.

http://diario.iol.pt/internacional/tvi24-internacional-bocejar-prisao-julgamento-eua/1081741-4073.html

Caso Freeport: Incompetência ou conivência?



Ehud Olmert também começou por negar tudo, clamando, ofendido, a sua cândida inocência. Só que, pelos vistos, a polícia israelita não está hipotecada aos governos.
Ainda alguém terá de explicar por que razão as investigações sobre o caso Freeport estiveram paradas de 2005 a 2008, e não se respondeu em tempo útil às primeiras solicitações do Serious Fraud Office.


http://arquivogeralpress.blogspot.com/2009/08/jose-socrates-mantido-fora-da-acusacao.html

http://jornal.publico.clix.pt/noticia/29-08-2009/situacao-de-socrates-ainda-esta-dependente-dos-peritos-ingleses-17675544.htm

Ehud Olmert, ex-chefe de Governo israelita acusado de fraude



Se Ehud Olmert tivesse sido primeiro ministro de Portugal, não passaria por este enxovalho. As "forças ocultas", que tentassem atacar o seu "carácter", teriam sido irreversivelmente vencidas.

Desta vez, os Estados Unidos não perderam a guerra!...

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Vídeo no YouTube gera acusações de brutalidade policial nos EUA
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A polícia da localidade de Columbus, no Ohio, já recebeu centenas de chamadas devido a um vídeo colocado no YouTube, onde se vê uma idosa de 84 anos, que empunhava uma faca de cozinha, a ser desarmada à força.
PÚBLICO 15AGO09

O Homem supera-se sempre a si próprio...

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Sempre que é estabelecida uma nova marca na corrida dos 100 metros, pensa-se que será impossível ultrapassá-la. O jaimaicano Usain Bolt, em Berlim, desmontou o mito, como já outros atletas, anteriormente, o tinham feito, demonstrando que o Homem supera-se sempre a si próprio.
Em Berlim, em 2009, sem Hitler na tribuna, fez-se História.

Thousand-Hand Guan Yin


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Reproduzo o texto explicativo de Rubem Alves, publicado no abnoxio:


Esta é uma impressionante dança chamada de "Guan Yin das Mil Mãos", que está fazendo um enorme sucesso em vários países.Considerando a exigência de coordenação absoluta, a apresentação já seria de "deixar cair o queixo", mesmo que todos os 21 dançarinos não fossem surdos-mudos.Considerando a sua deficiência, os dançarinos se valem de sinais feitos pelos treinadores nos quatro cantos do palco.. Sua primeira apresentação maior foi em Atenas, na cerimónia de encerramento das paraolimpíadas de 2004. A dançarina-líder é Tai Lihua, de 29 anos.O vídeo foi gravado em Beijing, durante o Festival da Primavera, este ano de 2009.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Poema: Carta a Picasso (no flickr)

Les Demoiselles d’ Avignon


Foi com surpresa, durante uma pesquisa que estava a fazer na internet, que deparei com o meu poema, "Carta a Picasso", num blogue brasileiro. O poema já tinha sido publicado no blogue Ponte Europa, onde colaboro regularmente, e, posteriormente, no blogue dos Antigos Alunos do Liceu de Lamego, encontrando-se programado para também ser incluído na colectânea "Anotação do Tempo", deste blogue.
Não resisto a antecipar a sua publicação, tal como o blogue flickr o editou.
Julgo conveniente esclarecer que "Les Demoiselles d' Avignon", a célebre pintura que inaugura a corrente cubista da pintura, nada tem a ver com a cidade francesa de Avignon. Picasso ter-se-ia inspirado nas bailarinas que, todas as noites, actuavam num cabaret, situado numa rua das Ramblas da Catalunha, em Barcelona, e que se designava pelo mesmo nome daquela cidade francesa, tal como se pode ler num comentário ao poema, inserto no Ponte Europa.
Com esta tela, Picasso imprimiu à pintura o seu génio criador, revolucionando os conceitos de espaço pictórico e da representação dos elementos figurativos. E foi precisamente na genialidade deste acto criador que me inspirei para escrever este humilde poema, que agora ofereço aos leitores do Alpendre da Lua. (Ver os links)
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