quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Regresso aos mercados "mais difícil" com chumbos do TC


A Comissão Europeia alertou hoje que novos chumbos do Tribunal Constitucional a medidas propostas pelo Governo podem complicar o regresso do país aos mercados em meados de 2014, tornando-se "significativamente mais difícil".

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É preciso aprender a dizer não, para se poder dizer não aos agiotas institucionais (vulgarmente designados por credores institucionais). A comissão europeia, campeã da agiotagem institucional, ultrapassando já, em perversidade e crueldade, o comportamento de um outro predador, o FMI, com este discurso chantagista pretende obter dois efeitos: influenciar as decisões do Tribunal Constitucional e, por outro lado, lançar dúvidas alarmistas sobre a situação financeira portuguesa nos mercados de capitais, principalmente no seu segmento dedicado à dívida pública, para que estes subam especulativamente os juros da dívida pública portuguesa nos mercados secundários. Por outro lado, com este processo chantagista, a comissão europeia já está a organizar o álibi para descartar as suas culpas no insucesso do atual programa de ajustamento a Portugal, que ela promoveu, criou, acarinhou, e que aprovou ao longo das sucessivas avaliações da troika. 
O governo, de cócoras, faz das declarações da comissão europeia a sua bíblia, e a única coisa que está agora a fazer, além da promoção dos cortes nos salários e nas pensões, em sede do OE 2014, é instalar os privados, enquanto é tempo, nos setores mais rentáveis da economia social do Estado (Saúde e Educação) e no seu setor empresarial (CTT), ao mesmo temp que aproveita também o álibi do provável chumbo do Tribunal Constitucional para atirar para outros as suas próprias culpas no desastre que se avizinha.
É preciso dizer não à corja institucional. É preciso paralisar o país! É preciso perder o medo! É o momento em que as lideranças e as vanguardas têm de se afirmar, não só na mobilização dos protestos, mas também através da apresentação das alternativas credíveis e mobilizadoras. O povo português só dará o salto decisivo, quando perceber que há um projeto de esperança. E o único projeto de esperança é dizer não ao euro e à troika. Quem anda a dizer que a solução não é esta, e que a esperança está na Europa, anda a enganar-se a si próprio e a enganar os outros. Estes são os agentes passivos da crise.
É pegar ou largar!
AC