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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Inquilinos denunciam Lei dos Despejos!...


MOÇÃO

Exmo Senhor Presidente da República

Inquilinos concentrados na Praça de Alvalade em 26 de Novembro de 2012 vêm expressar a V. Ex.ª a sua profunda indignação perante os valores de renda que os proprietários estão a apresentar aos seus inquilinos. Esses valores chegam a ultrapassar os 900 euros em prédios com mais de 50 anos. Os inquilinos em questão têm idade superior a 70 anos, na generalidade. .
Mesmo que alguns desses inquilinos venham a poder beneficiar de taxas de esforço durante o período de transição de 5 anos, a certeza de um despejo a prazo constitui uma ameaça que não mais os vai abandonar e que envenenará o resto dos seus dias.
Os inquilinos solicitam a V. Exª uma intervenção junto do Governo a fim de que sejam prontamente criados mecanismos que ponham termo a esta escalada galopante das rendas, que não só não restituirá o dinamismo ao mercado da habitação como acentuará o nível especulativo em que as referidas rendas se situam, completamente desadequadas dos salários e pensões que se pagam em Portugal e do rendimento disponível das famílias.
Lisboa, 26 de Novembro de 2012
Aprovada por unanimidade e aclamação
***«»***

Moção

Inquilinos de Lisboa, concentrados na Praça de Alvalade em 26 de Novembro, considerando

1) Que as taxas de esforço previstas na nova lei para a fixação das rendas durante o período de transição de cinco anos são aplicadas sobre os rendimentos brutos dos agregados familiares, representando uma fatia cada vez maior do rendimento disponível dada a pesadíssima carga fiscal a que os contribuintes estão sujeitos;

2) Que os inquilinos com um rendimento bruto do agregado superior a 2425 euros mensais não dispõem de uma taxa de esforço que atenue o aumento durante o período de transição, passando de imediato a renda a ser calculada em função dos valores actualizados dos fogos;

3) Que os inquilinos sempre denunciaram que a taxa prevista de 6.7 % sobre esses valores, usada para o cálculo da renda, vai conduzir a rendas elevadíssimas, como já se está a constatar;

4). Que, por conseguinte, se vai assistir a um crescimento exponencial das situações em que os inquilinos não vão conseguir suportar as novas rendas, ficando na iminência, no período da sua vida em que estão mais vulneráveis, de ter de abandonar as casas em que vivem há décadas

Exigem à AR e ao Governo:

1.Que, à semelhança do que vai ser feito para o IMI, seja estabelecida uma cláusula de salvaguarda para os anos de 2013 e 2014 relativamente à taxa que incide sobre o valor actualizado do fogo, fixando-a em 4% de forma a obterem-se rendas mais acessíveis aos inquilinos.

2. Que o RABC, para além de ser corrigido com a suspensão dos subsídios de férias e de Natal, ou equivalentes, verificada este ano (ponto 4 do artº 11 da lei 31/2012) tenha também em conta as reduções resultantes de impostos que venham, excepcionalmente, a incidir sobre os rendimentos do agregado em 2013.

3. Que seja dada a possibilidade a todos os inquilinos, independentemente dos seus rendimentos, de fazerem prova anual dos mesmos, para que as rendas possam justificadamente reflectir reduções em determinados casos, como por exemplo devido ao falecimento de um dos cônjuges.

Lisboa, 26 de Novembro de 2012
Aprovada por unanimidade e aclamação.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

I HAVE A DREAM...

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Amabilidade do Carlos Campos de Sousa

Três momentos de humor...

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O Zé.jpg .jpg
Amabilidade de Mário Jorge Neves
Um problema de incompatibilidade poderá afetar
a visualização da primeira imagem

Amabilidade de Olímpio António Alegre Pinto
 
Amabilidade de Jorge Manuel Magalhães Ribeiro
***«»***
Três situações "caricatas" que nos levam aos confins do "absurdo" de vida: um povo que, depois de um longo percurso histórico, caminha para o desastre; o desastre provocado pela falência do processo comunicacional; e, como remate, a apoteose da recuperação do expressivo jargão popular, para traduzir o desalento. Em todas elas, o humor arrasador e demolidor. É esta a força da eloquência da caricatura, que, ao condensar a sua abrangente mensagem humorística numa simples imagem e num curto texto, se substitui com eficácia a um qualquer discurso verbal ou escrito, que pretendesse afirmar a mesma coisa. Seriam necessárias resmas de papel ou muitas horas de oratória para se chegar à triste conclusão que a vida é mesmo filha da puta! E que há um grande filho da puta a provocar isto tudo! 
***«»***
Discurso do filho da puta

O pequeno filho da puta
é sempre
um pequeno filho da puta;
mas não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho da puta.

no entanto, há
filhos-da-puta que nascem
grandes e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho da puta.
de resto,
os filhos da puta
não se medem aos
palmos,diz ainda
o pequeno filho da puta.

o pequeno
filho da puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho da puta.

no entanto,
o pequeno filho da puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho da puta.
todos os grandes
filhos da puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.

dentro do
pequeno filho da puta
estão em ideia
todos os grandes filhos da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.

o pequeno filho da puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho da puta.

é o pequeno filho da puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
de resto,
o pequeno filho da puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho da puta:
o pequeno filho da puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho da puta.

II
o grande filho da puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho da puta,
e não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.

no entanto,
há filhos da puta
que já nascem grandes
e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho da puta.

de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.

o grande filho da puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho da puta.

por isso
o grande filho da puta
tem orgulho em ser
o grande filho da puta.

todos
os pequenos filhos da puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.
dentro do
grande filho da puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos da puta,
diz o
grande filho da puta.
tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos da puta,
diz
o grande filho da puta.

o grande filho da puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho da puta.

é o grande filho da puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho da puta,
diz o
grande filho da puta.
de resto,
o grande filho da puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho da puta:
o grande filho da puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho da puta.
Alberto Pimenta

sábado, 24 de novembro de 2012

Gasóleo: É tudo igual ao litro e a diferença apenas está no preço

A Deco diz que há uma “acção enganosa” e “prática comercial desleal”

Deco diz que gasóleo premium ou low cost é todo igual
Associação de Defesa do Consumidor testou quatro marcas de gasóleo em quatro automóveis. Os consumos foram “muito idênticos”.
O gasóleo vendido em Portugal é todo igual. Não há diferença entre as gamas premium e as mais baratas. A conclusão é da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, que anunciou que vai denunciar o caso às autoridades e enviar um abaixo-assinado ao Ministério da Economia.
PÚBLICO
***«»***
Esta indecorosa história, reveladora da mentalidade cleptocrata e cleptomaníaca dos grandes capitalistas portugueses, faz-me lembrar uma outra, posta em prática nos anos seguintes ao da privatização da banca, e que, embora não possa ser considerada formalmente ilegal, evidencia bem a imoralidade de certas práticas comerciais, destinadas, à custa dos clientes, a engordar as receitas e os lucros das empresas que as concebem e põem em prática.
Os bancos, a troco de um insignificante prémio anual, começaram, a partir de um determinado momento, a vulgarizar os seguros de acidentes pessoais, associados à abertura de contas por particulares, e aos quais os clientes facilmente aderiam, por, nessa altura, ainda ingenuamente, acreditarem na bondade daquelas instituições. Distraído como sou, dei-me conta que já tinha uns cinco seguros de acidentes pessoais, dois associados às minhas duas magras contas bancárias, e os outros três agregadas à minha condição de membro de três associações. Resolvi acabar com todos aqueles seguros, acreditando que a divina providência me protegeria dos riscos associados à minha própria existência. Só que a divina providência não conseguiu proteger-me da manhosice do banco, que teimou em não abdicar daquela módica receita anual, a que já estava habituado. Para minha surpresa, no ano seguinte, num extrato bancário, apareceu-me debitada, sob a designação de uma comissão qualquer, uma importância do mesmo valor da do prémio do seguro, do qual já desistira, e que estava prefigurada para ser cobrada anualmente. Reclamei, puxando pelos meus galões de cliente modesto. Ameacei, dizendo que ia mudar de banco. Aquela importância foi-me creditada, embora saiba que ela acabou por vir a ser integrada em posteriores comissões criadas, sob várias designações (recentemente descobri que o banco onde tenho domiciliada a minha conta ordenado começou a cobrar-me trimestralmente trinta euros por despesas de manutenção).
Lembro-me de, na altura, ter feito um pequeno exercício. Multipliquei o valor daquela comissão, abusivamente cobrada, por um milhão de contas de clientes particulares, abertas naquele banco. Sem dúvida, uma pequena fortuna para o banco, mas que, para mim, seria grande, pois poderia vir a fazer a minha felicidade vitalícia, se é que é verdade que o dinheiro traz felicidade.
Aproveite o leitor o exemplo, se consome gasóleo para a sua viatura, e faça as contas. Eu não as vou fazer porque o empresário da oficina, que presta assistência à viatura em que ando montado, a uma pergunta minha, aconselhou-me a consumir gasóleo normal. E acrescentou, "anormais são eles", referindo-se aos donos e administradores das empresas petrolíferas nacionais. E ladrões também, acrescento eu, agora.   

danse_des_heures_Liceu.avi


Amabilidade do João Fráguas

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Notas do meu rodapé: Ninguém pode dizer que não sabia...


Os riscos da redução do défice
Uma vaga de austeridade orçamental varre a Europa e os EUA. A magnitude dos défices orçamentais tomou muita gente de surpresa, no entanto, a maioria dos economistas acredita que foi a despesa pública que evitou uma nova Grande Depressão.
A curteza de vistas da banca ajudou a criar esta crise, porém, não podemos deixar que a curteza de vistas dos governos - incitada pelo sector financeiro - se prolongue no tempo. O crescimento rápido e o retorno sobre o investimento público geram maiores receitas fiscais. Ora, um retorno na ordem dos 5% a 6% é mais do que suficiente para compensar os aumentos temporários na dívida pública. Uma análise custo-benefício social torna essas despesas, ainda que financiadas pela dívida, particularmente atractivas.
Joseph Stiglitz
Diário Económico
13 de Março de 2010 
***«»***
Guardei em arquivo estas palavras do economista nobilizado, Joseph Stiglitz. por, na altura, elas me parecerem premonitórias (quase proféticas) e corresponderem, de certa maneira, ao que eu pensava sobre as causas da grande crise económica e financeira, que se abateu sobre os Estados Unidos e, depois, por contágio, sobre a Europa, assim como em relação às opções políticas que, principamente em Portugal, deveriam ter sido tomadas, para rapidamente a ultrapassar.
A minha discordância com a aceitação do Memorando da Troika baseou-se muito no pensamento deste ilustre economista, assim como de outros autores de referência, que não embarcaram na mistificação das correntes neoliberais, tão do agrado (porquê?) dos agentes do capital financeiro, que, depois de terem procedido à financeirização da economia, acabaram por também procederem à  "financeirização" da política e dos políticos, através da organização sofisticada de uma complexa rede de influências, em que a corrupção (por dinheiro ou por promessas de auspiciosas carreiras), ocupa um lugar destacado, tendo atingido um grau elevado, como nunca antes tinha acontecido. Hoje, é fácil identificar essa promiscuidade entre os dirigentes políticos e os grandes lobies da alta finança e das grandes empresas, quer ao nível internacional, quer ao nível doméstico.
A partir do último quartel do século XIX, não há registo de que as várias crises económicas e financeiras, entretanto ocorridas, tenham sido ultrapassdas com o recurso exclusivo à austeridade e à aplicação de medidas recessivas sobre a economia. As crises foram sempre resolvidas, num período curto de alguns anos, recorrendo à aplicação de políticas de crescimento económico, ancoradas no investimento público, a fim de promover o emprego e aumentar o consumo interno e as receitas fiscais, gerando-se assim meios suficientes para poder pagar os juros e amortizar a dívida pública, entretanto contraída para sustentar aquele investimento inicial. Uma política deste tipo funciona, pois, com dívida elevada e défices orçamentais pronunciados, mas com um horizonte visível a prazo, para a sua resolução, em face das expectativas do aumento da riqueza produzida. Um pequeno comerciante, que fracassou numa determinada área de ngócio, não põe a família a passar fome e não deixa de investir no futuro dos seus filhos, a fim de perseguir o obejetivo de amealhar dinheiro para aplicar noutro negócio com melhores perspetivas de sucesso, tal como preconizam os neoliberais, em relação às opções que apresentam para os endividados países do sul da Europa. Não. Aquele comerciante vai a um banco, apresenta garantias, demonsta a viabilidade e sustentabilidade do novo negócio, e perante as expectativas geradas, pede um empréstimo. No entanto, toma as devidas cautelas para não repetir os erros anteriores, que foram fatais. O negócio, agora bem gerido, floresceu, gerou receitas, com que vai pagando os juros e amortizando a dívida, nos prazos estabelecidos. Passados algns anos, uma vez paga a dívida, a pequena empresa cresceu, dando lucros compensadores.
Não foi isso que ocorreu com a Grécia e com Portugal. A União Europeia, sob a influência totalitária da Alemanha, Holanda e Finlândia, optou por pôr os gregos e os portugueses a passar fome.  
http://economico.sapo.pt/noticias/os-riscos-da-reducao-do-defice_84042.html

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Papa reafirma virgindade de Maria e diz que o burro e a vaca não estavam no presépio


A virgindade da mãe de Jesus Cristo é uma verdade “inequívoca” da fé. Os católicos já o sabiam, mas a doutrina é reafirmada pelo Papa Bento XVI que, num livro posto à venda esta quarta-feira, afirma também que não havia burro nem vaca no presépio de Belém.
... No local do nascimento de Jesus “não havia animais".
PÚBLICO
***«»***
Ah! Assim está bem! Sem burro e sem vaca, também eu já posso converter-me à Fé. Só me resta ainda uma dúvida, que não é metafísica nem celestial, mas que é uma dúvida anátomo-fisiológica. Como é que uma virgem pode parir?! Sim, já sei o que me vão responder! Que deus, com o seu poder infinito, pode alterar as leis da Física, da Química e da Biologia, ao ponto de até ter conseguido fazer de um coelho um primeiro-ministro e de um cavaco, um presidente.

Adenda: Pareceu-me oportuno acrescentar um comentário que deixei no Facebook:
"Virgem é que a senhora não era, pois não há referências à falta de virilidade do marido José, o carpintero. Com um hímen mais elástico ou menos elástico, a pergunta intrigante é como o espermatozóide divino foi parar ao útero da senhora. Eu sei que estas perguntas irritam os católicos. Mas têm que ser feitas, sendo obrigatório dar-lhes resposta, para que as questões da Fé e das crenças não sejam mais irracionais do que já são. E o papa também deve compreender que o ridículo mata, quando reduz as suas preocupaçõs teológicas à presença ou à ausência do burro (ou seria burra?) e da vaca (ou seria boi?)".

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Tolerância religiosa em Veneza...


Como não há mesquitas em Veneza, o governo italiano está a permitir aos mulçumanos orar nas ruas.
Até agora já se afogaram 573...
João Fráguas

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Hoje, senti o fogo a rondar-me a casa...

Incêndio  num prédio na Av. Almirante Reis
**
Um dia acontece-(nos) a nós o que acontece aos outros. Todos os dias nos esquecemos desta verdade elementar. Não fui vítima, mas senti a ameaça do fogo devorador, a quinze metros de distância. Se não fosse a rápida e eficiente intervenção dos bombeiros (ainda há coisas boas no nosso país), o fogo teria alastrado para o prédio onde habito, que, no vídeo, e em contiguidade, se vê à direita do prédio em chamas.
Toda a minha vizinhança entrou em pânico, e é curioso ver a disparidade de comportamentos das pessoas nestas situações aflitivas, em que se faz um apelo dramático ao instinto de sobrevivência. Poucas pessoas mantêm intacta a racionalidade e exibem um sangue frio exemplar. Houve pessoas que gritavam histericamente; pessoas que ficaram paralisadas pelo choro, e que se mostravam incapazes, tal era a inação, de, sozinhas, obedecerem à ordem de retirada. Pessoas houve que entraram novamente em casa para ir salvar anéis, colares de ouro e poupanças, aí amealhadas; outras que fugiram precipitadamente em pijama e descalças. Foi necessário fazer insistentes apelos à calma e ao bom senso. 
No prédio sinistrado, pelo menos uma família ficou sem teto, a que vivia no último andar. Mais uma família que vê somar uma desgraça à desgraça que a crise financeira está a provocar.

O saque da Argentina


Amabilidade do Diamantino Silva
**
Texto que acompanhava o vídeo:
Muito interessante e, ao mesmo tempo, preocupante.Depois do descalabro descrito, a Argentina está agora a tentar sair do enorme buraco em que a meteram, com as dificuldades próprias de quem parte de um país destroçado.O problema é que os crimes se vão repetindo por diversos países e a globalização, neste caso, não ajuda à recuperação.Aqui temos a antevisão do que já está a acontecer em Portugal e o que acontecerá de certeza se não mudarmos de políticas.
João Sequeira
***«»***
Esclarecedor! O imperialismo está a implementar à escala global um colonialismo de novo tipo, que não necessita da ocupação territorial: o colonialismo financeiro. E nós, portugueses, a viver a nossa década mafiosa, iremos passar para a condição de povo colonizado.

sábado, 17 de novembro de 2012

O rosto da violência!


Ministro deu autorização para carga policial
A decisão de avançar sobre os manifestantes que lançaram pedras contra a barreira policial que protegia o Parlamento teve luz verde do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, escreve o 'Expresso'.
De acordo com o semanário, ao contrário do que aconteceu noutras ações de protesto, o Governo deixou de pedir ao comando policial "contenção" e deu o 'ok' à entrada em ação do corpo de intervenção.
A autorização foi dada depois de informações recolhidas pela PSP no local darem contra da existência de engenhos explosivos entre os manifestantes. Quando rebentou o primeiro cocktail-molotov foi dada a ordem de avançar, escreve o 'Expresso'.
Diário de Notícias
***«»***
... E parece que também havia um canhão, três metralhadoras e um submarino do Paulo Portas.

A radiografia do desastre!...

Clicar na imagem para a ampliar
Imagem retirada do blogue Ladrões de Bicicletas
A equipa está a perder e vai descer de divisão. E não há maneira de mudar de treinador nem de estratégia. E ainda há por aí quem acredite em mlagres!...

CORPORATOCRACIA: UMA TRAGÉDIA GLOBAL...

Amabilidade de Pilar Vicente

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Trinta e sete por cento dos portugueses pedem aos outros para pagarem a crise

Imagem retirada da página do facebook do José Madley

Os resultados das sondagens eleitorais correspondem sempre, numa proporção direta, aos níveis da rigidez do cérebro dos inquiridos, bem como do seu grau de estratificação. Só que, um dia, ao acordármos, ficaremos a saber que já não temos cérebro. Aparecem, então, uns sicários, a dizer-nos que vão pensar por nós.

Bastonário denuncia obstáculos a advogados de detidos


O bastonário da Ordem dos Advogados (OA) disse hoje que os defensores dos nove detidos na manifestação de quarta-feira junto ao parlamento debateram-se com "obstáculos e impedimentos muito graves" no exercício das suas funções.
Lembrando que "isto acontecia noutros tempos de má memória", Marinho e Pinto considerou que "os obstáculos e impedimentos" constituem "um conjunto de irregularidades, algumas delas graves, muito graves mesmo".
Diário de Notícias
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Já denunciámos no post anterior este grave atropelo ao direito dos cidadãos detidos para interrogatório policial, na sequência dos incidentes ocorridos ontem, junto da Assembleia da República, e a quem um comissário político do governo (um comandante da PSP) dificultou a assistência jurídica, obstaculizando a ação dos advogados constituídos.
Trata-se de um tique fascizante deste governo, que, por se encontrar desnorteado e moribundo, é muito bem capaz de promover um golpe de Estado constitucional, instituindo uma democracia musculada (ditadura disfarçada), com o apoio de militares de direita, a fim de, e uma vez anulada a ação da oposição, levar a cabo a tarefa da destruição do país, que o capital financeiro lhe exige, através da UE e do FMI. O que se passou ontem no Largo da Assembleia da República foi um ensaio geral da tragédia que irá ser representada em próximas manifestações.
Destaca-se aqui a posição corajosa do bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, que contrastou flagrantemente com o silêncio comprometedor de outros agentes políticos.
Já aqui falámos que o governo está a utilizar os ensinamentos da CIA, aplicando a tática de, primeiro, assustar, para, depois, desmoralizar. Assim aconteceu com a imposição das medidas de austeridade, e assim irá acontecer com a aplicação de medidas de repressão e o consequente cerceamento das liberdades.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Amnistia Internacional Portugal condena carga policial


A Amnistia Internacional Portugal condenou hoje o "uso excessivo e desproporcional de força" da polícia na carga policial para dispersar os manifestantes que protestavam "pacificamente" em frente ao parlamento na quarta-feira e pediu um inquérito ao Governo.
"Com base em testemunhos recolhidos pela Amnistia Internacional Portugal e informação obtida junto de meios de Comunicação Social e através das redes sociais, a AI considera que elementos do corpo de intervenção da PSP actuaram de forma desproporcional".
A Aministia Internacional Portugal acusa as forças de segurança de recorrerem "indiscriminadamente ao bastão, não só para dispersar, mas, também, para perseguir manifestantes que protestavam pacificamente, tendo atingido várias pessoas com violência, sobretudo na cabeça, no pescoço e nas costas", salienta-se no documento.
A Amnistia Internacional Portugal não deixa, porém, de assinalar a ocorrência, reprovável, de comportamentos violentos por parte de um pequenos grupo de manifestantes, como o arremesso de pedras e de petardos contra elementos das forças policiais", acrescenta-se, requerendo-se ao Ministro da Administração Interna que ordene a abertura de um inquérito às circunstâncias em que decorreu a actuação policial.
A AI Portugal pretende ainda que sejam apurados "os termos em que foram efectuadas detenções, nomeadamente se foram observados todos os direitos constitucionalmente garantidos dos detidos, como o esclarecimento sobre os motivos da detenção e o acesso imediato a um representante legal".
Diário de Notícias
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Começou a época do terror. Pressentindo que os próximos tempos vão ser marcados por muitas manifestações espontâneas de protesto e de revolta, devido às políticas assassinas que vai continuar a aplicar, o governo aproveitou bem o incidente das pedradas, que um pequeno grupo de jovens protagonizou ontem, junto ao edifício da Assembleia da República. Tal como vem procedendo em relação à enorme crise financeira, que é incapaz de debelar, o governo, também aqui, no domínio da sublevação social, vai seguir a tática de primeiro amedrontar e, depois, desmoralizar. É de estranhar que os jovens que arremessaram pedras à polícia (sem terem provocado qualquer dano às forças de segurança), tenham vindo a ser presos na estação do Cais do Sodré, como se fosse possível a sua correta identificação, depois de toda aquela grande confusão. A urgência de cumprir imperativas ordens superiores, para que a farsa parecesse credível, a polícia acabou por prender pessoas que não tiveram nada a ver com o que se passou na manifestação e que apenas estavam no Cais do Sodré para apanhar o comboio, como afirmou ao Diário de Notícias a advogada Lúcias Gomes, a quem foi negado por um comandante da polícia, e à revelia da lei, o acesso aos presos, para a correspondente assistência jurídica.
Como se pode ver, é a própria polícia a arremessar pedras à lei. E com total impunidade! 
Nota: Declarações de uma advogada ao DN: Segundo Lúcias Gomes, dos 15 detidos, há pessoas "que não têm nada a ver com o que se passou junto ao Parlamento e apenas estavam no Cais do Sodré para apanharem o comboio". A advogada referiu que "um comandante da PSP já disse aos advogados que teremos acesso aos clientes, mas até agora nada".
Amnistia Internacional condena carga policial - Economia - DN
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2886765

Notas do meu rodapé: A violência dos Hunos...


Ontem, escrevi aqui que esta Greve Geral poderia marcar a viragem para um novo tempo. Parece que não me enganei. Pelo menos, ao nível do perfil da contestação popular. A manifestação de protesto, no Largo da Assembleia da República, transformou-se no cenário dantesco de uma batalha campal, com a violência instalada, entre a polícia e os manifestantes. E houve feridos! E, quanto a mim, isto é apenas o princípio. Em 2013, quando começar a fazer sentir-se o impacto das medidas do Orçamento de Estado, talvez comece a haver mortos, e a violência epidérmica se transforme em violência endémica. É que, quando o impulso detonador do protesto e da revolta passa da cabeça para o estômago, atinge-se aquele perigoso limiar em que não há nada a perder. E depois, chamem-lhes vândalos ou provocadores profissionais, uma vez que, pelo continuado desgaste do infame insulto, já não podem chamar-lhes comunistas.
Não aprovo a violência, mas não me peçam para a condenar, quando os motivos são justos e a razão está do lado dos mais fracos. Não alinho no discurso do politicamente correto. A violência de ontem, junto à Assembleia da República, foi a resposta de jovens desesperados, a quem lhes é negada a esperança no futuro, e que reagiram à violência, esta sim, de cariz criminoso, que está a abater-se sobre o povo português. E entre esses jovens estava o meu filho, com três anos de procura infrutífera de trabalho, a juntar ao seu curriculo, e que ontem foi barbaramente agredido por um gorila, enquanto ajudava uma rapariga, caída ferida, naqula fuga precipitada. E o meu filho não lançou pedras à polícia!
Não me esquecerei disto!...
Nota: É evidente que estas amargas palavras não pretendem ofender os agentes políciais, envolvidos na violência, pois eles estão a executar o seu trabalho, o trabalho de que vivem. A minha indignação visa atingir quem, lá bem no topo, os comanda

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Notas do meu rodapé: Serviço Nacional de Saúde britânico ameaçado depois de meio século de existência


O ex-ministro Tony Benn, da ala esquerda do Partido Trabalhista, faz, neste depoimento, uma defesa acalorada e veemente do Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha, descrevendo o contexto do pós guerra, em que ele foi instituído, e a sua ligação à força da democracia socializante, aquela democracia que, segundo ele afirma, deposita no cidadão livre a irrenunciável capacidade de escolha.
Perante a impossibilidade, mesmo nos países mais ricos, da maioria dos cidadãos poder suportar, individualmente, os enormes, e sempre crescentes, custos da saúde, compete ao Estado providenciar o acesso de toda a população aos cuidados médicos e aos de enfermagem. A Saúde deixa de ser uma mercadoria, sujeita às leis do mercado, às oscilações da oferta e da procura e às práticas fraudulentas ao nível dos diagnósticos e das terapêuticas (práticas frequentes nos hospitais privados, a fim de aumentarem receitas) para passar a ter o estatuto de um direito e constituir-se num pilar importante de uma sociedade que privilegia a coesão social e o bem comum. 
Atualmente, e tal como em Portugal, o Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha encontra-se no centro de uma ofensiva liberalizante do governo conservador, o que está a provocar um grande descontentamento da população, principalmente a da classe média baixa. Os argumentos e os objetivos são sempre os mesmos: maior eficiência operacional e financeira dos privados (ainda não demonstrada em nenhuma parte do mundo), liberdade de escolha por parte do utente (uma falácia, apoiada no efeito sedutor da respetiva palavra), alívio orçamental, o que permitiria baixar impostos (outra falácia, já que, provavelmente, os impostos a reduzir seriam os do capital).
No atual contexto internacional, caracterizado por uma profunda crise económica, financeira, principalmente nos países ocidentais, começam a desenhar-se cenários preocupantes  de aviltramento do Estado Social, tentando denegri-lo aos olhos da opinião pública, para melhor poder esvaziar e destruir os seus pilares, onde a saúde tem um importante lugar. Compete aos povos defender os seus direitos sociais, que fazem parte da sua matriz civilizacional.

Miguel Macedo diz que a polícia vai continuar a gravar imagens dos protestos

O superpolícia
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou nesta terça-feira no Parlamento que as forças de segurança vão continuar a utilizar câmaras de vídeo portáteis para monitorizar as manifestações sempre que necessário e repetiu que não irá fundamentar essa utilização junto da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) por isso implicar a quebra de informação sigilosa protegida por lei.
Instado duas vezes por uma deputado do Bloco de Esquerda a precisar qual a norma que o impedia de transmitir informações reservadas à CNPD, que por lei tem que dar um parecer sobre a utilização de câmaras de vídeo portáteis pelas forças de segurança, Miguel Macedo não respondeu.
A PSP utilizou câmaras portáteis para monitorizar a vigília realizada durante o Conselho de Estado, que decorreu em Outubro em frente ao Palácio de Belém, e a manifestação de 29 de Setembro organizada pela CGTP contra as medidas de austeridade, tendo, no entendimento da CNPD, violado a lei que regula a gravação de imagens pelas forças de segurança em locais públicos.
... O ministro precisou que os orçamentos das forças de segurança para 2013 vão ser reforçados, em conjunto, em 10,8% . A verba destinada à PSP é de quase 797 milhões de euros (mais 13,2% que neste ano), enquanto a GNR receberá 938 milhões de euros (mais 9,9%).
PÚBLICO
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Nem podia responder, o ministro das polícias, à pergunta do deputado bloquista. A aparente bondade do  falacioso argumento, enunciado antes, de querer proteger "a quebra de informação sigilosa protegida por lei", não esconde a intenção danosa, já consumada, de provocar o efeito contrário e de querer continuar a infringir a lei. E um governo que capciosamente infringe a lei é um governo fora de lei. É a própria Comissão Nacional de Protecção de Dados a afirmar que foi violada a lei que regula a gravação de imagens pelas forças de segurança em locais públicos.
O governo sente-se acossado por todos os lados, e já percebeu que o refúgio nos bunkers já não é suficiente, se não tiver uma polícia caninamente domesticada. Daí, aqueles aumentos suspeitos, atribuídos às forças de segurança, e que, certamente, não se destinam a promover o aumento da segurança dos cidadãos.
Esta explicação tortuosa do ministro das polícias, sobre as garantias da preservação da privacidade dos cidadãos em locais públicos, é um típico tique do autoritarismo fascizante das forças políticas de direita, que facilmente deixam cair a máscara de democratas, torpedeando a lei, quando as situações lhe são adversas. 

GREVE GERAL


A Greve Geral de hoje tem todas as condições para marcar um ponto de viragem na estratégia da contestação às políticas do atual governo e à ditadura da troika, em função da ampla convergência de vários movimentos e organizações de protesto à iniciativa da CGTP-Intersindical, que assim se constitui no centro aglutinador das forças de esquerda que pretendem uma radical mudança em relação às violentas políticas de austeridade. Sem se diluirem e sem perderem a sua matriz identitária, esses movimentos aderiram à iniciativa da central sindical, percebendo que só um grande movimento unitário poderá provocar a queda do governo e liquidar as nefastas políticas da direita.
Seria importante e desejável que, a partir de hoje, uma nova dinâmica do movimento de contestação e de protesto, assente num amplo consenso de posições e reforçado pelo estabelecimento de objetivos e processos comuns, pudesse conferir à data a marca da divisória entre dois tempos: O antes e o depois da Greve Geral. O povo português reconheceria aí um obejetivo sinal de mudança, condição necessária para poder continuar a acreditar na existência de alternativas consistentes ao estabelecimento de uma nova política para Portugal.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Metade dos ministros de Passos formou-se no privado


Há uma espécie de coligação entre ensino superior público e privado no seio do Governo: metade dos 12 ministros do Executivo PSD/CDS-PP formou-se em universidades não estatais. E o mesmo aconteceu com quase um terço dos secretários de Estado (12 em 37).
Diário de Notícias
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Fica assim explicada a "merda" que este governo anda a fazer!...
Com tantos ministros e secretários de Estado com licenciaturas "compradas" nos supermercados das privadas (uma licenciatura fantasma foi obtida com o célebre cartão Relvas), existe o perigo real de o Estado ser totalmente privatizado.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2880376

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Empresários alemães pedem paciência aos portugueses


O presidente da Confederação da Indústria Alemã (BDI) pediu esta segunda-feira aos portugueses para terem «paciência» porque o crescimento da economia vem do «esforço» e não de «transfusões de sangue».
Hans-Pieter Keitel, que falava na abertura do encontro empresarial Luso-Alemão no âmbito da visita da chanceler Angela Merkel, dirigindo aos empresários do ambos países, solicitou «um pouco de paciência» e acrescentou que Portugal está «no bom caminho do correto crescimento», cita a Lusa.
O representante dos empresários alemães referiu também que a austeridade dará frutos «daqui a cinco anos», altura em que a União Europeia vai estar «num ponto em que haja uma convergência de crescimento».
TVI 24
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Empresários e políticos alemães apresentaram-se em Portugal muito concertados na capciosa argumentação da austeridade. Nem aquela tirada, badalada há dias, por Angela Merkel, de que seriam necessários mais cinco anos de dura austeridade, passou despercebida ao patrão dos patrões da indústria alemã, que a citou sem que a placa dentária lhe tivesse saltado da boca.. Eles querem fazer-nos acreditar que a melhor maneira de reconstruir uma casa é incendiá-la.
Oxalá que Hans-Pieter Keitel não venha um dia a precisar de uma transfusão de sangue.
http://www.tvi24.iol.pt/151/economia/empresarios-alemanha-paciencia-austeridade-crescimento/1391966-1730.html

Orçamento de 2013 passa no Parlamento grego com maioria confortável


Pensionistas e funcionários públicos são os que mais contribuem para o novo quadro de austeridade de quase 10 mil milhões.
O Parlamento grego aprovou este domingo à noite o Orçamento de Estado para o próximo ano, um documento fundamental para obter um acordo com a troika que permita a libertação de uma nova tranche de ajuda, no valor de 31,5 mil milhões de euros.
PÚBLICO
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Lá como cá, os pensionistas é que pagam as favas.
Trata-se de um inqualificável esbulho e de um grave atentado ao contrato social. O dinheiro das pensões não é dinheiro do orçamento de Estado. É dinheiro que os pensionistas e as empresas empregadoras confiaram ao Estado, para que este garantisse a sobrevivência dos trabalhadores na velhice. Deste modo, não pode ser desviado para outros fins.
Aos governos sem escrúpulos, como é o caso dos governos de Portugal e da Grécia, é mais fácil atacar os direitos dos reformados e pensionistas, uma vez que se trata do grupo social mais fragilizado. E uma sociedade, que não sabe tratar dos seus idosos e das suas crianças, não merece existir.
http://www.publico.pt/Mundo/orcamento-de-2013-passa-no-parlamento-grego-com-maioria-confortavel--1572041#.UKBAfW3t0Xg.blogger

domingo, 11 de novembro de 2012

Alemanha recusa exibir filme sobre Portugal proposto por Marcelo

Ver aqui 
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Autoridades alemãs recusam exibir publicamente filme sobre Portugal idealizado por Marcelo Rebelo de Sousa.
E ideia partiu de Marcelo Rebelo de Sousa e o social-democrata Rodrigo Moita de Deus deu-lhe corpo. Fazer um filme que mostrasse aos alemães a realidade portuguesa. As autoridades alemãs recusaram a exibição pública da obra.
Segundo revelou a TVI, o filme, chamado “Eu sou um berlinense”, foi proposto às autoridades alemãs para que fosse exibido em locais públicos este fim-de-semana, antes da visita de Angela Merkel a Portugal.
A resposta foi clara. “Não”, disserem as autoridades alemãs, alegando razões políticas.
PÚBLICO
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Caiu a máscara a Angela Merkel, que não resistiu em assumir mais um tique imperial, recusando liminarmente, nos espaços públicos da Alemanha, a exibição do filme de Rodrigo Moita de Deus. 
Antes de desencadear a guerra financeira, em articulação com os países mais ricos da Europa, o governo de Angela Merkel intoxicou a opinião pública do seu país, inculcando a ideia de que os portugueses e os gregos viviam acima das suas possibilidades, o que é uma mentira, facilmente desmontada pelas estatísticas da UE. O salário mínimo, em Portugal, é dos que mais se afasta da média dos salários mínimos da UE. As despesas da Saúde e da Segurança Social evoluem abaixo das da média da UE, quando reportadas à evolução dos respetivos PIB's. Apenas a Educação esteve acima desta linha, mas, com as medidas da austeridade dos últimos três anos, o seu valor percentual em relação ao PIB passou para um patamar inferior, o que vai comprometer a formação dos atuais jovens para enfrentar os problemas do futuro.
São estas verdades objetivas, que contrariam as mentiras postas a circular, que Angela Merkel quer ocultar ao seu povo. E é esta mulher, farisaica e demoníaca, que o subserviente governo português vai receber amanhã, com todas as honras.   
http://publico.pt/Política/alemanha-recusa-exibir-filme-sobre-portugal-proposto-por-marcelo-1571970

sábado, 10 de novembro de 2012

CIDADANIA pelo ESTADO SOCIAL - por Mário Jorge Neves



FORÚM CIDADANIA pelo ESTADO SOCIAL

Fundação Calouste Gulbenkian, 10/11/2012

Intervenção relativa à síntese do Seminário Preparatório sobre o
SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS), realizado a 27/10/2012

Há alguns anos atrás poucos acreditariam que passados mais de 38 anos após a restauração da Democracia, na sequência da Revolução do 25 de Abril, estaríamos confrontados com uma situação grave de ameaça à continuidade do SNS por via de uma acção governamental profundamente hostil às políticas sociais.
É habitual ouvirmos o argumentário neoliberal a nível nacional e internacional contra os serviços públicos, apregoando que eles geram enormes desperdícios, são despesistas, não rentabilizam os recursos e são maus gestores.
No nosso país, esta campanha ideológica relativa à Saúde constitui um descarado exercício de desonestidade política.
O SNS, como instrumento operacional de garantia do direito constitucional à saúde, é a mais sólida realização social, humanista e gestionária do nosso regime democrático.
Com menores recursos e menores gastos do que a grande maioria dos países mais desenvolvidos, o nosso SNS atingiu excelentes indicadores de saúde que o colocaram nos primeiros lugares mundiais.
Há cerca de 10 anos, o relatório mundial da OMS colocou o nosso país em 12º lugar a nível do índice de desempenho global, embora fosse um dos países desenvolvidos com uma das menores despesas públicas em saúde.
Há cerca de 2 anos, um relatório da OCDE veio afirmar, de forma muito clara, que Portugal tinha uma despesa pública em saúde sem grandes desperdícios e que seria difícil ser muito mais eficiente.
Por outro lado, esse relatório referiu ainda que para os ganhos em saúde da população os gastos não dispararam e confirmou que a percentagem da despesa pública nos gastos em saúde por parte dos cidadãos era das mais baixas entre os 30 países então comparados, bem como sublinhou o facto de que os custos da burocracia dos sistemas de saúde são maiores onde predomina o recurso a seguros privados.
Já no final do ano passado, a OCDE voltou a divulgar um relatório sobre os sistemas de saúde, agora dos 34 países que a integram. Dos dados aí contidos, importa sublinhar as seguintes questões:
• Portugal é o 5º país com melhor evolução na esperança de vida.
• É o 1º no declínio da mortalidade infantil.
• No indicador global para resultados em saúde, Portugal está acima da média da OCDE, sendo o 2º com melhor evolução entre 1970 e 2009.
• Portugal é o 2º país com menor crescimento da despesa total em saúde entre 2000 e 2009.
• Na despesa pública em saúde é o 3º país em que ela menos cresceu.
• Os custos administrativos representam apenas 1,7% da despesa, claramente abaixo da média de 3% da OCDE.
Neste contexto, as várias intervenções dos convidados no Seminário preparatório sobre o SNS, bem como a discussão que suscitaram, sublinharam múltiplos aspectos relativos à Saúde, nomeadamente:
• A actual situação de crise tem um preocupante impacto na saúde, com o crescimento das situações de depressão e ansiedade, de suicídios e de comportamentos de risco com o correspondente aumento de algumas doenças contagiosas como é o caso da SIDA.
• Existem falsas taxas moderadoras que são pagamentos efectivos, copagamentos, e que introduzem graves limitações no acesso aos cuidados de saúde.
• Existe uma clara negação das políticas públicas, que devem ter características prospectivas, interactivas, adaptativas, participativas e sustentáveis, bem como assentar no diálogo social.
• As políticas de austeridade conduzem a uma degradação acelerada de todos os indicadores de saúde e dos níveis de bem-estar de amplos sectores da população, a começar pelos mais idosos.
• Os Cuidados de Saúde Primários são o instrumento fundamental de qualquer sistema de saúde e devem ser objecto de adequado desenvolvimento.
• O SNS tem sido capturado pelas nomeações para os órgãos de gestão assentes nas clientelas político-partidárias.
• Aquilo que o SNS tem de pior são a gestão e a organização e o que tem de melhor são os seus profissionais e a sua elevada qualidade formativa técnico-científica.
• Não se assiste há largos anos a qualquer processo de mudança organizacional nos hospitais.
• A acção das administrações é caracterizada por uma completa ausência de responsabilização.
• É cada vez mais notória uma resistência à inovação, o que numa organização é um factor claro de decadência.
• Actualmente, a centralidade do cidadão na saúde é uma mera concepção retórica.
• A necessidade de uma articulação entre a Saúde e o chamado Apoio Social.
• Os custos de gestão estão a aumentar e essas verbas são retiradas à prestação dos cuidados de saúde.
• O processo de regulação na saúde é quase inexistente e tem hoje uma importância acrescida que exigia a sua dinamização, até pela implementação de várias PPP.
• Os objectivos da equidade estão globalmente em perigo, não só no nosso país como no contexto europeu.
• É preocupante que a produção nacional de medicamentos tenha sido, na prática, liquidada no nosso país.
• Existe uma clara ligação entre o estado da saúde e o nível sócio-económico de uma população.
• Há a necessidade de proceder a uma reconfiguração da infraestrutura da saúde, promovendo uma cooperação estratégica e uma acção sinérgica entre os vários níveis prestadores de cuidados.
• É fundamental implementar instrumentos de base local para a garantia dos cuidados e para a correcção dos desvios.
• Impõe-se o desenvolvimento de medidas tendentes à promoção de uma maior proximidade dos cuidados de saúde.
• É decisiva a manutenção da matriz constitucional no acesso aos cuidados de saúde.
• A participação cidadã nos serviços de saúde é um factor regulador na garantia da prestação adequada dos cuidados de saúde.
• É significativo que as principais estruturas de participação previstas na legislação nunca tenham sido constituídas, a começar pelo conselho nacional de saúde.
• É urgente dinamizar a participação cidadã no sistema de saúde.
• É notória a activa resistência dos gestores nomeados politicamente à participação dos cidadãos na saúde.
• Importa aprofundar a discussão se a participação cidadã deve ser um processo consultivo ou deliberativo, e em que matérias.
A discussão efectuada no seminário sublinhou que a Saúde é, desde há largo tempo, um elemento presente e imprescindível no fortalecimento da coesão social e um factor de equidade indispensável para um desenvolvimento sustentável.
Verifica-se que a aversão primária do actual Governo ao Estado Social leva-o a percorrer caminhos cada vez mais perigosos para a própria estabilidade do regime democrático.
Ao contrário daquilo que deve ser a construção de uma sociedade solidária assente em princípios e valores humanistas e de progresso social, o actual Governo recupera conceitos de caridadezinha aviltantes da condição humana, semelhantes aos que existiram em plena ditadura, onde era necessário solicitar um atestado de indigência às juntas de freguesia para ficar isento do pagamento integral dos cuidados prestados nos hospitais.
A própria retórica de diversos meios político-ideológicos de que não existem meios económicos para assegurar a manutenção do Estado Social, está integralmente desmentida pela história mais recente da própria Europa quando nos lembramos que após a II Guerra Mundial, numa altura em que as economias dos vários países estavam destroçadas, foi à custa das políticas sociais e da criação do Estado Social que essa mesma Europa conseguiu recuperar e colocar-se como um dos principais pólos mundiais.
Permitam-me que termine esta intervenção com algumas das últimas palavras do Presidente chileno Salvador Allende difundidas pela rádio quando os aviões já bombardeavam o Palácio de la Moneda:
“ … muito mais cedo que tarde, abrir-se-ão de novo as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor”.
É fundamental que este importante Fórum ajude a construir essa grande alameda.

Mário Jorge Neves
Presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul e vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).
10/11/2012
Amabilidade do autor

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Carta aberta: “Acordámos, senhora Merkel. Seja mal-vinda a Portugal”


Carta aberta dirigida a Angela Merkel contesta a visita da chanceler alemã a Portugal no dia 12 de Novembro e lamenta que o Governo português, “fraco e débil, a receba entre flores e aplausos”.
Com 109 assinaturas de cidadãos portugueses e estrangeiros, a mensagem baseia-se num fundamento muito claro: Angela Merkel não foi eleita por nenhum português, ou, como seja, por nenhum outro europeu que não o povo alemão. Por essa razão, os subscritores não aceitam que a chanceler alemã venha a Portugal no dia 12 de Novembro para interferir nas decisões do Estado, principalmente quando a acompanhá-la viaja uma comitiva de grandes empresários alemães, que sob o “disfarce de ‘investimento estrangeiro’”, vêm comprar “a preço de saldo” o património português privatizado.
PÚBLICO
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Ao associar-me a esta iniciativa, julgo que, além de manifestar individualmente a minha oposição categórica em relação à aplicação cega das políticas de austeridade, também estou a interpretar o sentimento de frustração dos milhões de portugueses que estão a sentir na carne os devastadores efeitos daquelas bárbaras políticas.
Angela Merkel é a inspiradora desta política assassina, É a alma e o rosto da austeridade. Cínica e extremamente cruel, com um distorcido perfil teutónico, a lembrar antigas selvajarias das idades medievas, Angela Merkel recupera os tiques imperiais da Alemanha. Está a condenar à extrema miséria milhões de pessoas, com a mesma insensibilidade que Hitler revelou, ao enviar judeus, comunistas e ciganos para os campos de concentração e para os sofisticados fornos crematórios. A sua vinda a Portugal é um insulto à nossa dignidade. E o governo que a recebe de joelhos, e que vai sair do seu bafiento bunker, onde se refugiou, para subservientemente lhe prestar uma humilhante vassalagem, ofende a memória histórica dos portugueses, que sempre lutaram, ao longo de séculos, pela independência do seu país. 

A grande lição da Islândia

Amabilidade da Dalia Faceira
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Sendo o crédito um pilar fundamental da economia, eu não entendo por que razão os bancos não são todos nacionalizados. Ou melhor, compreendo. Retirar os bancos da esfera privada era o mesmo que retirar as armas às Forças Armadas. O acionistas dos bancos desapareciam como classe e perdiam todo aquele seu poder, que lhes garante o domínio planetário.
A Islândia deu uma grande lição à Europa e ao mundo. Demonstrou que os bancos não precisam de banqueiros capitalistas. Eles exercerão melhor a sua função, se ficarem na órbita do Estado. Pela sua importância na economia e na sociedade, eles não podem ficar nas mãos pouco escrupulosas de agentes privados, sobre quem recai a culpa da eclosão desta crise profunda, que se iniciou nos EUA, em 2008, e que vai abalar o mundo inteiro. Passados quatro anos, há quem diga que a crise ainda só agora está a começar. O horizonte está a ficar sombrio e já se avistam as nuvens da tempestade, que não tardará a desabar sobre todos nós. Ninguém consegue prever as revoltas, as revoluções e as guerras. Mas a História ensina-nos que as grandes crises só se resolvem com radicais mudanças de paradigmas. A maior parte das vezes, com mudanças violentas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Notas do meu rodapé : É urgente sair do euro...

Moeda de um escudo de 1940

Nesta primeira década do século XXI, a década perdida, Portugal cometeu, entre outros, dois erros estratégicos, tal como já assinalámos em artigo recente, há dias aqui publicado, a saber: a adopção da moeda única e a assinatura do memorando da troika (FMI-BCE-UE).
Embora reconhecendo, a fim de explicar  as debilidades do país para enfrentar as dificuldades de um mundo globalizado, a existência de graves disfunções no aparelho de Estado, que não foram atempadamente corrigidas e o raquitismo de uma economia que perdeu, nas décadas anteriores, a grande oportunidade de ganhar competitividade, através de um significativo aumento da produtividade, e sem esquecer a elevada prevalência da corrupção e do nepotismo entre o mundo da política e mundo empresarial, o que é certo, é que foi a adoção do euro e a aceitação das condições gravosas, impostas do exterior, que vieram desencadear a grave crise financeira, económica e social, que se abateu sobre os portugueses. Uma verdadeira tragédia, que irá perdurar se, entretanto, não se mudar de rumo de uma forma radical e absoluta. E os protagonistas políticos, envolvidos naquelas duas decisões, não podem invocar ignorância ou ingenuidade, como justificação para os seus erros. Algumas vozes, não alinhadas com a cacofonia dos discursos delirantes e apologéticos dos neoliberais, lançaram sérios avisos, bem fundamentados na ciência económica, sobre os perigos que o país iria enfrentar com a escolha daquelas opções.
Ora, se, na realidade, a adoção do euro e a assinatura do memorando da troika são a causa da nossa desgraça e da nossa tragédia, a única solução é, precisamente, denunciar o memorando, renegociando a dívida e exigindo condições aceitáveis em relação ao equilíbrio do défice orçamental, e sair pacificamente do euro (antes que seja o euro a sair de Portugal).
É esta a posição que temos vindo a defender, desde a assinatura do memorando da traição.
Hoje, a renegociação da dívida já faz parte do discurso de muita gente. O Conselho Económico e Social foi o primeiro organismo oficial a reconhecer esta evidência, sustentando que a austeridade tem efeitos perversos na economia, afetando o crescimento, o emprego a as políticas sociais. Falta agora reconhecer as vantagens da saída do euro, como o único caminho de promover crescimento, através de um significativo aumento das exportações. 
Portugal vai ficar mais pobre com a  saída do euro, mas não tão pobre como ficará, se a política de austeridade continuar, sem um fim à vista (Merkel já vem falar de mais cinco anos de austeridade!). Com uma moeda nacional, e com as exportações a crescer, Portugal necessitará de três ou quatro anos para inverter este infernal ciclo de empobrecimento.
No final do próximo ano, sobre os destroços de uma economia intencionalmente destruída, haverá, certamente, muito mais pessoas a concordar com esta opção, que é inevitável. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

GEORGE SOROS - O EURO CRIOU DIVERGÊNCIA EM VEZ DE CONVERGÊNCIA


Verdade seja dita que a Alemanha tem vindo a resgatar os países altamente endividados para proteger o seu próprio sistema bancário. Estas medidas fazem lembrar as da crise bancária internacional de 1982, quando as instituições financeiras emprestaram aos países endividados dinheiro suficiente para o serviço das suas dívidas até que os bancos conseguissem reunir reservas suficientes para trocarem as suas «dívidas más» por títulos (Brady Bonds) em 1989. Isto gerou uma década perdida para a América Latina. Efetivamente as medidas atuais penalizam os países endividados ainda mais do que nos anos 80, porque estes terão que pagar prémios de risco significativos depois de 2013. Como resultado a União Europeia vai sofrer algo pior do que uma década perdida; vai enfrentar uma divergência crónica na qual os países com excedentes avançam enquanto os países com défice são arrastados para o fundo com o fardo das dívidas acumuladas, Os requisitos de competitividade serão impostos num campo de jogo desequilibrado, colocando os países com défice numa posição insustentável.
George Soros
In Democracia Participativa 
Nota do editor: Para quem não saiba, informa-se que George Soros não é marxista. É um multimilionário. Formou-se em Economia na London School of Economics.

Saída de Portugal do euro teria impacto de 2,4 biliões de euros no crescimento global



Um estudo de um "think tank" alemão, citado pelo "Spiegel Online", prevê perdas de 17 biliões de euros caso os países do sul da Europa abandonassem a moeda única.
Caso a Grécia, Portugal, Espanha e Itália abandonassem a Zona Euro, o crescimento global teria de absorver perdas na ordem dos 17 biliões de euros. As contas partem de um novo estudo de um think tank germânico, o Prognos, citado ... pelo "Spiegel Online".
 Se Portugal seguisse a Grécia e abandonasse a região, as perdas sentidas a nível global seriam de 2,4 biliões de euros até 2020. 225 mil milhões de euros seriam suportados pela Alemanha, que teria de reconhecer imparidades na ordem dos 99 mil milhões de euros, segundo o "Spiegel Online". Os Estados Unidos teriam perdas de 365 mil milhões de euros, enquanto a China sofreria um impacto de 275 mil milhões de euros.
Jornal de Negócios
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A austeridade imposta aos gregos e aos portugueses está a pagar a recapitalização dos bancos alemães, que deveria ser paga pelos próprios alemães. A situação é, pois, muito vantajosa para a Alemanha, mas tragicamente devastadora para Portugal e para a Grécia. E o atual governo é o servil e fiel executor desta política imposta, através da UE, por Angela Merkel.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=584839