terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sequestro da TROIKA - para garantir o pagamento dos empréstimos bancários (fraudulentos)

Amabilidade de Olímpio Alegre Pinto
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Paulo Morais tem vindo a destacar-se na firme denúncia da grande armadilha da dívida.
Nesta apresentação, a primeira desmistificação centra-se na clarificação dos conceitos entre o resgate de uma dívida e o sequestro de um Estado. Em princípio, um resgate de uma dívida ocorre quando existe incumprimento, o que não foi o caso de Portugal.
Depois, e isto é muito importante, detém-se na explicação da organização do sistema bancário internacional, com os bancos nacionais das economias das periferias a subordinarem-se, para se alcançar o mesmo objetivo comum, aos grandes bancos dos países centrais, os mais ricos.
Por fim, Paulo Morais interroga-se sobre os motivos que levaram os partidos, que aqui temos vindo a qualificar de partidos do arco da traição, a submeterem-se a um sequestro, acionado por três instituições internacionais - que, indesmentivelmente, defendem os interesses do capitalismo financeiro, e que atuaram no sentido de reforçar, por este processo, a garantia de que Portugal iria desenvolver políticas restritivas, inimigas da economia e da população, para arranjar dinheiro para pagar as dívidas e os seus juros - quando, na realidade, havia alternativas mais favoráveis para a economia portuguesa e menos dolorosas para  a população.