segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Notas do meu rodapé: Tudo em nome da Fé!...

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Amabilidade de Joaquim Pereira da Silva
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Grande lição, a da socióloga Wafa Sultan! Só faltou uma coisa: a denúncia da ocupação da Palestina pelo Estado judaico, uma ocupação vergonhosa, que contrariou a tradicional postura pacifista dos judeus, ao longo de séculos. Desde o tempo da ocupação romana da Palestina, os judeus nunca mataram ninguém por questões religiosas, até porque o judaísmo não tem pretensões expansionistas, ao contrário das religiões cristãs e da muçulmana. Os judeus, na sua Diáspora, foram sempre vítimas, mesmo em Portugal. Mas também é certo que os judeus (os seus grandes banqueiros) todos os dias matam silenciosamente muita gente, através da especulação desenfreada, no mercado de capitais, e da manipulação do mercado da dívida, práticas que levam a fome e a morte a muitas partes do mundo, sendo também Portugal uma das suas recentes vítimas.
Também estão a matar por questões políticas, na Palestina, para sustentarem o mito falacioso do Grande Israel, sustentado numa historicidade, intencionalmente mal interpretada, de um livro escrito na Idade do Ferro (metáfora do meu amigo, o escritor Carlos Esperança).
O Islão, cujas práticas remontam aos tempos da Idade Média, não esconde a sua vocação expansionista, que sempre o caracterizou e que o Profeta decretou, no seu livro sagrado, onde também consta que os infiéis, os apóstatas e os ateus devem ser condenados à morte. Se o Islão é extremamente pacifista para com os seus fiéis, é barbaramente violento para os que lhe contestam os fundamentos. Concebe-se matar em nome da Fé, assim como se prescrevem penas bárbaras e selvagens para as mulheres adúlteras e para os criminosos do delito comum. Totalitário na sua matriz fundadora, fundamentalista na doutrina e radical nos seus métodos de persuasão, o islão fechou-se sobre si mesmo, não evoluindo para a modernidade civilizacional, que assenta principalmente nos conceitos da liberdade de pensamento, na democracia política e económica, na laicidade do Estado e numa justiça independente de um qualquer poder civil ou religioso. 
Também o catolicismo, o ramo preponderante do cristianismo, nunca abandonou a sua natureza totalitária, expansionista e fundamentalista, nos tempos atuais mais camuflada num discurso conciliador, que a evolução das sociedades ocidentais obrigou a adotar. Na Idade Média, as guerras e as chacinas em nome de Deus foram constantes. O Papa arvorava-se como o suserano dos suseranos, confirmando e apeando reis, usando e abusando dos poderes da excomunhão. Durante a colonização, serviu-se da evangelização dos novos povos, para melhor facilitar a sua exploração pelos colonizadores.
A Inquisição deixou marcas e feridas profundas nos países onde foi instalada, tutelando, com poderes absolutos, a justiça divina, num conúbio vergonhoso com os poderes politicos. A condenação à morte, pela fogueira, até envergonhou o próprio Diabo, que não conseguia fazer melhor, lá no inferno.
As três religiões do Livro contribuíram, de forma decisiva, para o desenho da história dos povos de grande parte do mundo, mas atrás de si deixaram um rasto de violência, de alienação e de escândalos de toda a ordem. 
É necessário reduzi-las à dimensão dos seus templos. Nada mais uma República laica lhes deve permitir.