quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Citação de um poema de Maria Azenha e o anúncio de uma valiosa colaboração...


Por onde vou
sou um hóspede que aprende
a despedir-se
da escuridão dos livros.
Maria Azenha
Excerto de um poema

Maria Azenha é uma excelente “poeta” portuguesa, já com uma vasta obra publicada (quinze títulos), dispersa por várias editoras. O seu nome aparece também associado na colaboração de várias Antologias de Poesia.
Entre os vários prémios, que lhe foram atribuídos, destacam-se a Menção Honrosa do Prémio Eça de Queiroz e o 1º Prémio do Concurso de Literatura Portuguesa e Artes Plásticas “Os Descobrimentos Portugueses”.
Como registo curioso, anota-se o facto de Maria Azenha ser uma "poeta", vinda da área das matemáticas (é licenciada em Ciências Matemáticas pela Universidade de Coimbra), o que, não sendo inédito, é todavia raro. Isto vem confirmar um meu juízo, já formulado várias vezes, de que construir e resolver uma equação é também escrever um poema.
De uma grande sensibilidade, e refugiando-se no seu “sentir” mais íntimo, Maria Azenha, em cada poema, galvaniza e emociona o leitor, com a riqueza e a amplitude das suas metáforas, acordando as palavras do seu sono secular, para lhes acrescentar novos sentidos e ressonâncias e dilatando-lhes o seu significado.
O Alpendre da Lua, por gentil amabilidade da autora, vai publicar alguns dos seus poemas, acompanhados pela visualização de vídeos com as respetivas declamações.
Naturalmente, esta colaboração da “poeta” Maria Azenha é uma honra para o Alpendre da Lua e para o seu editor.
Alexandre de Castro