quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Notas do meu rodapé: Em Portugal, são os mais pobres que estão a pagar a crise...

Percentagem de mudança no rendimento familiar disponível devido a medidas
de austeridade - Retirado do resistir.info e reportando a um relatório do
Observatório da Situação Social da Comissão Europeia
Já aqui foi denunciado que as medidas de austeridade impostas ao país, quer através dos sucessivos PEC`s do governo de José Sócrates, quer através da aplicação cega do memorando da troika, pelo atual governo, elegeram como vítimas os grupos sociais mais vulneráveis, os desempregados e os pensionistas, precisamente aqueles que, no conjunto da população, têm menores rendimentos e onde se aloja a bolsa da pobreza e a de todos aqueles que se encontram em risco de pobreza. E é isto que a própria União Europeia, no seu estudo, vem confirmar. De todos os países, sujeitos a políticas de austeridade, Portugal foi aquele que mais sacrificou os pobres e protegeu os ricos, o que revela a cruel e abjeta insensibilidade deste governo para com os problemas sociais emergentes. 
Durante o período de tempo da aplicação das medidas de austeridade regressivas, em Portugal, o segmento dos mais pobres e o dos que se encontram em risco de pobreza perdeu entre seis a a quatro por cento dos seus rendimentos, enquanto que os mais ricos apenas perderam dois por cento. Todos os outros países considerados no estudo, Estónia (EE), Irlanda (IE), Grécia (EL), Espanha (ES) e Reino Unido (UK), ou sobrecarregaram mais os maiores rendimentos ou distribuiram equitativamente os sacrifícios por todas as classes sociais. 
Estes números envergonham Portugal. E é esta vergonha que os dirigentes europeus mais ortodoxos, como a senhora Merkel, elogiam hipocritamente, classificando Portugal como um bom aluno da Europa.
http://www.socialsituation.eu/research-notes/SSO2011%20RN2%20Austerity%20measures_final.pdf