domingo, 8 de agosto de 2010

À terceira será de vez...


É a segunda vez que Cândida Almeida iliba José Sócrates de suspeitas da prática de ilegalidades
Foi aquela procuradora quem, em 2007, arquivou
o inquérito sobre a licenciatura em Engenharia Civil
do primeiro-ministro. No despacho de Julho de
2007, Cândida Almeida concluiu não haver prática
de crime de falsificação do documento da Universidade
Independente. Três anos depois, Cândida Almeida
arquiva os indícios da alegada prática de corrupção
no Freeport, que envolveram Sócrates. O governante
do PS nem sequer foi ouvido.
Correio da Manhã
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Já estou como o Procurador Geral da República. Em toda a minha vida nunca vi um inquérito judicial chegar ao fim, sem que todas as partes envolvidas fossem formalmente ouvidas. Espanta-me que a senhora procuradora Cândida Almeida tenha afirmado recentemente, em relação ao processo de inquérito do Freeport, que a audição do primeiro ministro, José Sócrates, referido como suspeito do crime de corrupção passiva pelas autoridades policiais inglesas, tenha sido considerada dispensável, já que não iria alterar o sentido do despacho final dos procuradores titulares do processo, o que me leva a levantar a hípótese de admitir que aquela magistrada sabe mais do que aquilo que diz saber.