quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Confissão televisiva de iraniana condenada à morte - ONG dizem que declaração foi lida após tortura e temem uma execução


Uma iraniana cuja condenação à morte por lapidação
causou indignação mundial confessou ontem à
noite numa entrevista televisiva (o seu rosto estava
coberto por um chador que apenas deixava entrever
o nariz e um olho) ter sido cúmplice da morte do marido.
O seu advogado e ONG receiam que a confissão tenha
sido feita sob tortura e que poderá indicar que o regime
se prepara para executar a pena.
Numa emissão destinada a denunciar a “propaganda
dos media ocidentais” na televisão do Estado,
apareceram imagens de Sakineh Mohammadi Ashtiani,
que tinha sido condenada em 2006 por adultério e recebido
um castigo em chibatadas. Mas mais tarde a acusação foi
alterada para assassínio e Ashtiani foi então condenada à
morte por lapidação.
PÚBLICO
***
Não pode haver condescendência alguma para quem comete os crimes mais hediondos em nome da fé. As três religiões abraâmicas espalharam a demência, enxovalharam a verdade, construindo mentiras monstruosas sobre os seus deuses omnipotentes e omnipresentes, semearam a guerra e a violência, em nome da superioridade da sua fé, e aprisionaram os povos na cegueira das suas espúrias crenças. Não se pode pactuar, através do cúmplice silêncio, com aqueles que utilizam a violência mais bárbara em nome de hipotéticas vontades divinas e não hesitam em condenar à morte todos aqueles que infringem, pela sua conduta ou pelo simples exercício do livre pensamento, os códigos obsoletos em que apoiam o seu poder.

3 comentários:

João Simões disse...

Jesus foi para o Monte das Oliveiras.De madrugada, voltou outra vez para o templo e todo o povo vinha ter com Ele. Jesus sentou-se e pôs-se a ensinar. Então, os doutores da Lei e os fariseus trouxeram-lhe certa mulher apanhada em adultério, colocaram-na no meio e disseram-lhe: «Mestre, esta mulher foi apanhada a pecar em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou-nos matar à pedrada tais mulheres. E Tu que dizes?»
Faziam-lhe esta pergunta para o fazerem cair numa armadilha e terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se para o chão, pôs-se a escrever com o dedo na terra.
Como insistissem em interrogá-lo, ergueu-se e disse-lhes: «Quem de vós estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra!» E, inclinando-se novamente para o chão, continuou a escrever na terra. Ao ouvirem isto, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher que estava no meio deles.
Então, Jesus ergueu-se e perguntou-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?» Ela respondeu: «Ninguém, Senhor.» Disse-lhe Jesus: «Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar.» (Jo 8, 1-11)

João Simões disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alexandre de Castro disse...

Caro João Simões:
Tal como saudei a sua inscrição como seguidor (amigo) deste blogue, também não deixarei de o saudar como comentador. Todos os contributos dos leitores serão bem-vindos e considerados úteis neste espaço de discussão, que se pretende aberto a todas as opiniões ideológicas, políticas e religiosas, ficando apenas interdito à promoção das ideologias fascistas e xenófobas.
O Alpendre da Lua é um espaço de liberdade, onde não se discriminirá nenhum leitor que pretenda manifestar a sua opinião.
Muito obrigado.
Cumprimentos
Alexandre de Castro