quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Delitos papais. A vida sexual nada santa dos papas



Na história da Igreja há Papas violadores, homossexuais,
fetichistas, incestuosos e até zoofílicos.
São mais de 300 páginas com centenas de histórias pouco
santas sobre a vida sexual dos Papas da Igreja Católica.
O livro do jornalista peruano Eric Frattini, recém-chegado
às livrarias portuguesas e editado pela Bertrand, percorre,
ao longo dos séculos, a intimidade secreta de papas e
antipapas, mas não pretende causar "escândalo". Apenas
"promover uma reflexão sobre a necessária reforma da
Igreja ao longo dos tempos".
O escritor admite, aliás, que alguns dos relatos possam ter
sido inventados, nas diferentes épocas, por inimigos políticos
dos sumos pontífices. Lendas ou verdades consumadas, no
livro "Os Papas e o sexo" há de tudo. Desde Papas violadores
e zoofílicos a Papas homossexuais e fetichistas, além de Santos
Padres incestuosos, pedófilos ou sádicos, passando por Papas
filhos de Papas e Papas filhos de padres.
Jornal "i"
***
A história dos Papas é a história da infâmia e do crime. Os escândalos sexuais praticados pelos representantes de deus, mataram o próprio deus, se é que ele, realmente, alguma vez existiu. O opróbrio manchou irremediavelmente as paredes do Vaticano. Não admira, pois, que a igreja católica esteja pejada de padres pedófilos, que passaram impunes à justiça canónica e à justiça secular. A ignomínia chegou ao ponto de ter existido um Papa,Urbano II, que criou uma lei que permitia aos padres terem amantes, desde que pagassem um imposto.
http://www.ionline.pt/conteudo/78038-delitos-papais-vida-sexual-nada-santa-dos-papas

2 comentários:

João Simões disse...

Não desmentindo nem omitindo os crimes cometidos pela Igreja, acho leviano alguém escrever seja o que for sem contextualizar! A Igreja é uma instituição milenar, constituída e governada por homens, homens esses produto do seu tempo, da sua época!
Ao comentarmos ou condenarmos as atitudes de homens ou instituições, teremos sempre de ter em conta o contexto histórico, social e político! A Igreja não é nenhuma ilha nem um mundo á parte, faz parte da sociedade!
Todos os crimes da Igreja são acima de tudo crimes da sociedade contemporânea aos acontecimentos!!

Alexandre de Castro disse...

Caro João Simões:
É evidente que todo o acontecimento histórico tem sempre de ser analisado à luz do contexto histórico em que ocorreu. Mas também a contextualização de qualquer acontecimento não pode servir para proceder à desculpabilização de comportamentos condenáveis, como os que são imputados a muitos Papas,e que já agridiam a própria moral nas diferentes épocas em que ocorreram.
Se aplicássemos o princípio do valor absoluto da contextualização histórica, subtraíamos ao julgamento público as principais referências das leis normativas que regem as sociedades e o comportamento de cada ser humano.
Por outro lado, estamos a falar da manifesta hipocrisia de alguns Papas que praticaram as montruosidades mais abjectas, e que sem apelo nem agravo as condenavam aos seus fiéis e seguidores, ameaçando-os com as penas do inferno e o julgamento final.
É sempre um prazer ter a sua presença neste espaço.
Obrigado