sábado, 23 de março de 2013

Notas do meu rodapé: No Chipre, a subserviência canina à ditadura do Eurogrupo voltou a vencer.


Chipre aprova medidas para satisfazer troika
O Parlamento de Chipre aprovou a imposição de restrições aos movimentos de capitais, a criação de um fundo de solidariedade e a reestruturação do banco Laiki numa tentativa de cumprir as exigências feitas pela troika ao país. A votação sobre a imposição de uma taxa próxima de 15% sobre os depósitos superiores a 100 mil euros foi deixada para este sábado, informava o canal público de televisão cipriota.
… Entre as medidas está a possibilidade de converter depósitos à ordem em depósitos a prazo, a imposição de restrições ao uso de cartões de crédito e débito e a criação de limites aos levantamentos. (ver aqui)
... Uma das medidas do “plano B”, que permitirá o apoio da troika através de um empréstimo de 10 mil milhões de euros, poderá passar por uma taxa de 25% sobre os depósitos acima dos 100 mil euros. (ver aqui)
PÚBLICO
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A partir de agora, qualquer cidadão da União Europeia ficou a saber que, de um momento para o outro, o seu governo poderá vir a saquear, a seu belo prazer, as suas poupanças.
À tentativa fracassada de fazer um saque aos depósitos bancários, segue-se o seu sequestro, que é uma forma mais elaborada desse mesmo saque. Não tenhamos dúvidas: os pequenos aforradores cipriotas não perdem agora o seu dinheiro, mas irão perdê-lo amanhã, pois está escrito nos astros que a situação, com estas aberrantes medidas, vai obrigar o governo do Chipre a somar medidas restritivas sobre medidas restritivas, até ao desastre final. Tal como aconteceu na Grécia e tal como está a acontecer em Portugal, com as medidas de austeridade que se traduziram no aumento brutal dos impostos e no saque direto aos salários dos trabalhadores, aos subsídios dos desempregados e às pensões dos reformados.
A máquina trituradora da União Europeia prossegue com a sua ação devastadora e predadora, negando a ideia da sua matriz, que pretendia ser, dizia-se hipocritamente, um espaço de solidariedade, quando não é mais do que um espaço de negócio, cada vez mais obsceno e escabroso.
As hienas e os chacais voltaram a atacar. O capitalismo triunfante arreganha a dentuça e mostra o esplendor da sua vilania.

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