quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Notas do meu rodapé: A Al-Qaeda e o Estado Islâmico serão uma grande burla histórica?...


A história da Al-Qaeda e a do Estado Islâmico ainda está por descobrir e por contar. Para já, começam a surgir algumas peças de um complexo puzzle de cumplicidades políticas várias, que nos levam a acreditar que estamos perante uma grande burla histórica de grandes proporções, nunca antes ensaiada, e destinada, através da intoxicação mediática, a instalar o medo nas opiniões públicas, que assim ficam preparadas para aprovar as guerras de punição contra falsos e inventados inimigos, guerras estas que, entretanto, e secretamente, são consideradas estratégicas para os governos dos países que querem dominar o mundo, começando, em primeiro lugar, por tentar exercer o domínio exclusivo sobre as principais fontes de petróleo. Não esqueçamos que a instabilidade política e ou a instabilidade militar estão instaladas - através de sofisticados meios artificiais, que passam pelo financiamento, apoio e mobilização de oposições minoritárias - nos países que possuem grandes reservas de petróleo no seu subsolo (países do Médio Oriente e do norte de África, aos quais se junta a Venezuela), ou na sua Zona Económica Exclusiva (ZEE), como é o caso da Grécia, e, no futuro, provavelmente, será o caso de Portugal. 
O que se sabe, até aqui, é que Bush e Blair escavacaram um país, o Iraque, porque confundiram as caixas de fósforos, que os iraquianos traziam nos bolsos para acender cigarros, com armas secretas e perigosas, de destruição maciça. Já antes, a destruição das Torres Gémeas deu o pretexto (falso, segundo algumas teorias de conspiração, que denunciam uma grande intimidade e cumplicidade entre a CIA e Bin Laden), para lançar uma impiedosa guerra contra os talibãs e a Al-Qaeda, no Afeganistão, um país que faz fronteira com a China, e que, por isso, é ideal para lá instalar rampas de lançamento de mísseis para domesticar o único país que poderá vir fazer frente às ambições hegemónicas dos EUA. Na Líbia, o rebelde Kadafi ousou, tal como Saddam Hussein, no Iraque, quebrar a regra da exclusividade do dólar, como meio de pagamento do petróleo vendido, começando também a aceitar outras moedas, principalmente o euro, e, por isso, viu o seu país invadido por mercenários do Qatar, treinados e armados pela CIA e disfarçados de opositores ao regime, e que foram transportados para o cenário de guerra por barcos da Marinha francesa. Saddam e Kadafi pagaram com a vida a ousadia, embora tivessem tido o privilégio de serem televisionados nos momentos das suas execuções. Nada melhor para cortar qualquer devaneio insurrecional aos dirigentes políticos renitentes.
A Síria, cujo governo dos Assad (do pai e do filho) tem sido o opositor mais coerente ao regime sionista de Israel, que lhe anexou os Montes Golã, é o último obstáculo para que os EUA exerçam um total domínio do Médio Oriente, já que fica desimpedida a via terrestre que liga a Turkia à Arábia Saudita e aos emiratos árabes. Não estranhemos, pois, a assassina, hedionda e avassaladora onda invasora das forças do Estado Islâmico contra a Síria, forças estas que estão a praticar um autêntico genocídio, destruindo tudo por onde passam, lançando o pânico e provocando o maior êxodo da História Contemporânea.
Deixo, finalmente algumas perguntas, que só no futuro, quando se reescrever a História, terão a devida resposta:
Primeira: Por que razão o governo dos EUA e os das potências europeias foram tão lestos a desencadear uma guerra de punição no Iraque, por causa das tais caixas de fósforos dos iraquianos (repare-se que as tais armas de destruição massiva nunca apareceram e nunca mais se falou delas), e não se mobilizaram para destruir o grupo terrorista do Estado Islâmico (uma autêntica aberração nos tempos modernos)?
Segunda: Quem é que financia e promove, com grande facilidade, a aquisição de sofisticadas armas de guerra por parte do Estado Islâmico?
Terceira: Como é que foi possível aos agentes do Estado Islâmico (ou seriam os agentes de uma outra coisa qualquer?) fazerem um recrutamento massivo de jovens árabes radicados na Europa para as suas fileiras no Médio Oriente, mesmo nas barbas das eficientes polícias secretas europeias?
Quarta: Por que razão a Alemanha já lançou a bisca exploratória de pretender uma gestão integrada, centralizada na comissão europeia, de todos os mares que banham a Europa e de querer constituir um Exército europeu? Será que nos planos secretos dos verdadeiros patrocinadores do Estado Islâmico, escondidos na sombra, a invasão da Península Ibérica está mesmo prevista e caucionada, para depois fazer nascer um estado totalmente colaborante com o imperialismo alemão e com o imperialismo americano, após o extermínio e o êxodo da população autóctone? É que pelas costas dos outros podemos ver as nossas e, por outro lado, na política internacional não há amigos, mas apenas interesses hegemónicos. E, no caso de Portugal, esses interesses estão concentrados na rapina das potenciais riquezas da maior ZEE do mundo
Quinta: Porque será que Bin Laden está vivo e em liberdade, a acreditar na notícia da Hispan.TV (ver aqui), com base na informação do insuspeito Snowden?