quinta-feira, 25 de julho de 2013

Poema: INTERVALO - por maria azenha

óleo - Samuel Wade
Imagem selecionada pela autora

INTERVALO

Sou uma mulher livre 
Cuido das palavras como quem cuida de um filho
Estão agora abertas as hortências para que me sirvam de portas
Escrevo a branca violência porque sou de longe 
Cada palavra na boca é um fósforo aceso 

***«»***
Nota: "A paz é algo que procuro todos os dias, mas é algo tão difícil como o estilo de vida sereno, em silêncio, longe da vida mundana. Embora pense que o artista não é nenhum monstro isolado da realidade, também penso que para criar, deve isolar-se como o investigador no seu laboratório. " 
D.P.

A "poeta" Maria Azenha colabora neste blogue, publicando-se um poema de sua autoria, às quintas-feiras. 
Na próxima semana, publicar-se-á o poema “ A uma mulher de nome Joana”.