quarta-feira, 17 de julho de 2013

Europa já não necessita do Fundo Monetário Internacional (FMI) para apoiar países economicamente fragilizados


A comissária europeia Viviane Reding, vice-presidente da Comissão liderada por Durão Barroso, defendeu hoje que “o tempo da ‘troika’ acabou”, sustentando que a Europa já não necessita do Fundo Monetário Internacional (FMI) para apoiar países economicamente fragilizados.
“O facto de nos últimos anos termos pedido ajuda ao FMI foi uma solução de emergência. A partir de agora, nós, europeus, devemos ser capazes de resolver os nossos próprios problemas”, afirmou a comissária europeia responsável pela pasta da Justiça, durante um debate com cidadãos europeus em Heidelberg, Alemanha.
Segundo a vice-presidente da Comissão, cujas declarações foram divulgadas em Bruxelas pelo executivo comunitário, “os cidadãos têm a sensação de que a ‘troika’ trabalha na sombra, sem qualquer tipo de controlo, e que os tecnocratas do FMI não estão sujeitos a qualquer controlo democrático”.
“A Comissão é o governo económico da Europa. Juntamente com o Banco Central Europeu e os Estados Membros, podemos velar por que os países economicamente fragilizados procedam a reformas em troca de solidariedade. Para isso, não precisamos da ‘troika’; o tempo da ‘troika’ acabou”, disse.
Atualmente, a UE presta assistência financeira em conjunto com o FMI a Grécia, Irlanda e Portugal, estando previsto que a Irlanda saia do programa este ano e Portugal no próximo.
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A partir de agora, ou seja, a partir da assinatura do acordo patriótico, passará a funcionar a troika indígena (PS/PSD/CDS), que reportará à Comissão Europeia e ao Conselho Europeu.