quarta-feira, 18 de abril de 2012

1/3 dos portugueses chumba desempenho de Paulo Macedo - Portugal - DN

Um terço dos mais de 600 portugueses inquiridos para um barómetro sobre "Os Portugueses e a Saúde" classifica o ministro Paulo Macedo de "mau ou muito mau" e quase metade considera a sua gestão "muito má".
Diário de Notícias 
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Um terço dos portugueses já compreendeu tudo. Um outro terço já compreendeu alguma coisa. O terço restante, o da aristocracia política, empresarial, económica e financeira, mais os seus numerosos lacaios, há muito tempo que compreendeu tudo, mas não quer dizer, porque a crise é só para os outros...
Quando vejo e ouço alguém, na televisão, afirmar que é necessário fazer sacrifícios, tiro a conclusão imedita de que o tipo ganha mais de três mil euros por mês.
No entanto, a parte final da notícia, respeitante ao inquérito, é alarmante. O país divide-se ao meio entre as opções da existência do atual sistema de saúde pública ou da criação de um sistema de saúde, gerido por privados, na base da constituição de um seguro de saúde. Aconselho aqueles portugueses, que ainda acreditam na eficácia da mercantilização da saúde, a fazerem uma reflexão mais aprofundada sobre o que se passa nos EUA, onde cerca de cinquenta por cento dos americanos não têm rendimentos para sustentar a utilização de um seguro de saúde, tendo de se entregar aos cuidados dos medíocres e desacreditados serviços públicos, não sendo, pois, por acaso que o país mais rico do mundo ocupe uma humilhante e vergonhosa posição no ranking da Organização Mumdial de Saúde, emparilhando ao lado de países africanos subdesenvolvidos. Em relação à mortalidade infantil, Portugal, no espaço de trinta anos, conseguiu alcançar os melhores índices, a nível europeu e mundial (ver hiperligação). Também será aconselhável observar o comportamento dos hospitais privados portugueses, onde a avaliação da carteira dos doentes ombreia com a sua avaliação clínica e com o respetivo tratamento.   

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