domingo, 5 de fevereiro de 2012

Notas do meu rodape: Numa guerra não há vitórias antecipadas, tal como num desafio de futebol

Amabilidade do Diamantino Silva, que enviou este vídeo.
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As guerras não são pré-anunciadas. Mas a História demonstra que são previamente preparadas. Só que alguns não dão conta. E já não subsistem dúvidas que os Estados Unidos e as potências europeias estão a preparar, desde o final da última década do século passado, uma guerra global, que subjugue aos seus interesses a China e a Rússia, as únicas potências que ainda lhe poderão opor alguma resistência. A guerra do Iraque, a invasão da Líbia e as recentes provocações ao Irão inserem-se nessa estratégia. Percebendo que lhes escapa, a curto prazo, o poderio económico, que está a ser construído pela China, o ocidente procura manter, através de uma guerra, a supremacia militar e o controle total sobre as principais jazidas de petróleo, na Península Arábica.
Mas a História, principalmente a do século XX, também demonstrou que as guerras, concebidas para serem breves e vitoriosas, nunca acabam nos prazos previstos e que o grau de destruição que provocam acaba sempre por se multiplicar numa incontrolável espiral de horrores inarráveis. Antes de deflagar a Primeira Guerra Mundial, os generais franceses e alemães, medindo-se arrogantemente entre si e confrontando as suas respetivas forças militares, julgavam que eliminavam o inimigo numa questão de dois ou três meses. A guerra durou quatro anos, deixando atrás de si milhões de mortos e um rasto de destruição. Hitler, antecipadamente, pensava que a União Soviética não resistiria às suas divisões. Os americanos nunca admitiram nos seus cálculos a humilhante derrota infligida pelos guerrilheiros maltrapilhos do Vietnam do Norte. Tal como num desafio de futebol, numa guerra não há vitórias antecipadas, embora haja favoritos. E nem sempre são as equipas favoritas a ganhar. Além disto, numa guerra não existe árbitro, simplesmente porque não há regras para matar e para destruir.