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O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa
(CEP) referiu que a tolerância de ponto concedida
pelo Governo aos funcionários públicos no dia 13
de Maio, devido à visita de Bento XVI, é um
serviço ao povo português, maioritariamente católico,
adianta a Lusa.
Portugal Diário
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Mas é um grave atentado contra a laicidade do Estado, que a Constituição consagra. As autoridades apenas devem assegurar as honras devidas a Bento 16, na sua qualidade de chefe de Estado (um pequeno Estado de alguns hectares, não reconhecido pela ONU), e não podem associar-se às cerimónias de uma qualquer religião, seja ela qual for. O argumento esgrimido pelos bispos, de que a maioria da população portuguesa é católica, não colhe, já que ofende a consciência dos não crentes e dos crentes de outras religiões, e não tem cabimento no ordenamento jurídico da Constituição da República.
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