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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Quem se f... é sempre o mexilhão!...


General Nélson dos Santos sai do Comando-Geral da GNR
O comandante-geral da GNR, o general Nélson dos Santos, está de saída da GNR, avançou a Antena 1. O general passa à reserva a 11 de Janeiro mas a sua saída terá outros motivos além deste.
A saída de Nélson dos Santos não colheu totalmente de surpresa os oficiais superiores da GNR, os quais vinham alertando, há meses, para a situação de quase ruptura dos serviços, um problema que preocupava o comandante-geral. Esta situação deve-se aos cortes orçamentais, os quais se reflectem não só nos meios disponíveis, mas também na progressão nas carreiras.
Esta semana os soldados da GNR ficaram a saber que não há verba disponível para proceder às suas promoções, apesar de existirem alguns milhares de militares em condições legais de ascenderem a postos superiores. Apesar de não ter sido autorizada a promoção dos soldados, efectuaram-se promoções em relação a todas as restantes patentes.
PÚBLICO
***

É o que se chama nivelamento por baixo, uma nova especialidade política patenteada pelo governo de José Sócrates.
Além da flagrante injustiça cometida, registe-se a ruptura dos serviços desta força militarizada, o que inevitavelmente conduzirá à sua inoperacionalidade. Idêntica situação está a ocorrer silenciosamente em muitos departamentos do Estado, devido aos cortes cegos e irracionais ao nível do Orçamento de Estado, desenhado sob pressão da necessidade de reduzir o défice.
Devido a este orçamento, além da estagnação da economia e da fragilização do Estado Social, agiganta-se no horizonte o fantasma da paralisia do próprio aparelho de Estado. No entanto, o governo prepara-se para injectar mais 500 milhões de euros no BPN, sem que faça mea culpa pelo erro cometido em ter avançado para a sua nacionalização, servindo assim de guarda chuva aos seus accionistas institucionais e particulares, muitos deles envolvidos nas manobras financeiras ilegais, que levaram este banco à insolvência.

Era digital

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Um Poema ao Acaso: O fogo do sorriso - Anthero Monteiro

O fogo do sorriso

continua a sorrir
pode ser que desponte
também uma fogueira
nos meus lábios
mas fá-lo discretamente
não quero que te prendam
por incendiária
.
Anthero Monteiro

(Praça da Poesia)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Agradecimento

O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento ao Rui Santos, um distinto enfermeiro e um activo dirigente sindical, pela sua decisão de se inscrever como amigo deste blogue.

Pé na Terra - ESCADAS DE LUAR (oficial video)



Não posso deixar de referir a minha emoção de ouvir a Cristina Castro, minha prima, a cantar um poema da autoria do meu avô, João de Castro, seu bisavô, e que está incluído no segundo álbum do grupo musical Pé na Terra.

Governo nega "qualquer incapacidade de controlo do OE"


Ministério das Finanças nega haver "qualquer incapacidade de controlo orçamental por parte da Direcção-Geral do Orçamento" e isso é "atestado pela divulgação mensal da execução orçamental".
Estas declarações surgem numa nota enviada ontem às redacções, em resposta a uma notícia publicada no Domingo pelo PÚBLICO, em que, extensamente, se descreveu as actuais vicissitudes da DGO e se concluía que as anunciadas medidas de controlo das despesas por metas trimestrais escondiam as dificuldades estruturais da DGO - nomeadamente as dificuldades em 2009 e 2010 de consolidação das contas dos diversos serviços no fecho da conta geral do Estado.
Nos dez dias anteriores à publicação do artigo, o Ministério das Finanças esteve dez dias sem responder às questões colocadas pelo PÚBLICO. Agora, após a publicação, reagiu.
PÚBLICO
***
A resposta do Ministério das Finanças lembra-me a história daquele aluno que, tendo tirado a nota de Bom num exame, à custa da cópia integral da prova escrita de um seu colega, se ofendeu por alguém lhe ter chamado ignorante naquela matéria.
O facto de apenas ter articulado uma resposta, depois da notícia ter sido publicada, ignorando dar seguimento às perguntas que anteriormente lhe foram dirigidas, evidencia a má consciência dos máximos responsáveis do Ministério das Finanças.

http://economia.publico.pt/Noticia/governo-nega-qualquer-incapacidade-de-controlo-do-oe_1471748

Os efeitos da escola romântica!...


Agradecimento


O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento à Firmani Cléo, pela sua decisão de se inscrever como amiga deste blogue.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Correia dos Santos: Morreu o último violino do hóquei em patins

Fotografia do Correio da Manhã

Fotografia de A Bola

Era o tempo em que meio Portugal colava o ouvido ao aparelho de rádio de válvulas (o outro meio não tinha o luxo de captar as ondas hertezianas) para ouvir os famosos relatos dos campeonatos do mundo ou da Europa em hóquei patins. Mas era todo um Portugal que vibrava com a magia dos cinco violinos, cujos nomes eu nunca mais esqueci, por tanto os citar nos meus relatos de fantásticos jogos imaginários: Emídio Pinto, Edgar, António Raio, Jesus Correia e Correia dos Santos. Correia dos Santos foi o último morrer. Morreu hoje aos 84 anos, e com a sua morte também morre um pedaço daquela minha alegria da minha infância, que se manifestava quando Portugal marcava um golo ou quando se sagrava campeão.

O hóquei patins era a única modalidade desportiva que puxava o lustro ao orgulho dos portugueses, e que se extremava quando derrotávamos a Espanha. Nas outras modalidades, Portugal, apenas ganhava moralmente, o que valia zero pontos.

Presto aqui a minha sentida homenagem a Correia dos Santos.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/morre-ultimo-violino-do-hoquei
http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=237989

A doença do país é hereditária...

Clique na imagem para a amplia

Incúria, desleixo, incompetência, e, talvez até, corrupção!...


Governo esconde degradação do controlo da despesa pública
O Governo anunciou medidas de controlo trimestral da despesa pública. Mas esse é o sinal de que o descontrolo é estrutural e passa pela incapacidade da DGO.
Segundo diversas fontes contactadas, essa degradação reflecte o frágil controlo de como é contabilizada a despesa pública, a incoerência das instruções dadas aos serviços e, desde 2007, a ausência de auditorias da DGO aos serviços para verificação dos números comunicados.
A consequência - frisa-se - é verificarem-se empolamentos artificiais da despesa e da receita, o que tem efeitos no controlo da despesa pública por parte dos responsáveis do Ministério das Finanças.
PÚBLICO
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Afinal, a situação é muito mais grave do que aquela que referi no comentário do post anterior, e que se baseou numa notícia do Diário de Notícias, de há três dias. A notícia publicada hoje, no PÚBLICO, que li posteriormente, e sobre a qual se deve referir o exemplar trabalho de investigação jornalística do jornalista João Ramos de Almeida, veio confirmar o pior cenário que se poderia prever - o generalizado caos da gestão das contas públicas, da responsabilidade da Direcção-Geral do Orçamento (DGO).
A DGO deixou de fazer auditorias, verificou-se uma sangria de quadros, em nome da redução de despesas, os funcionários que classificam os movimentos contabilísticos não sabem, em algumas situações mais complexas, distinguir uma receita de uma despesa, o software desenvolvido pela empresa adjudicada não é compatível (intencionalmente?) com outros sistemas mais eficazes e até mais baratos, existentes no mercado! Um autêntico desastre, de uma gravidade alarmante, pois os dados referentes aos orçamentos de Estado deixaram de ser credíveis.
Os mercados financeiros irão anotar esta incapacidade do governo em gerir as contas públicas, e passarão a exigir mais garantias para a compra da dívida. A comissão europeia vai dar o respectivo raspanete e aplicar sanções e a chanceler Merkel vai arrepelar os cabelos de desespero, por ter de aturar no seio do clube do Euro um país tão desorganizado, como é Portugal.
O descontrolo contabilístico das contas públicas é o primeiro sintoma visível de um Estado falhado. E eu não tenho dúvidas que, com o avolumar dos problemas, com a economia a entrar em recessão e o aparelho de Estado a desagregar-se, caminharemos irreversivelmente para o desastre total.
Ninguém pode acreditar num país assim!

Finanças querem controlar tudo de três em três meses

Controlar a execução orçamental em todos os níveis da administração pública (dentro e fora do Estado, incluindo Madeira, Açores e municípios), impondo metas para a despesa e para a receita em todo o sector público, e responsabilizar os dirigentes que violem os limites dos seus défices.
Segundo o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o novo sistema de controlo, vigilância e de punição "vai ser dotado de mecanismos adicionais em matéria de informação, fiscalização e responsabilização, que deverão ser observados pelos serviços integrados, pelos serviços e fundos autónomos, pelas empresas e pelas restantes entidades que integram o universo das administrações públicas".
Diário de Notícias
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A sensação com que se fica, ao ler esta notícia, leva-nos a admitir que o governo já não consegue controlar a máquina do Estado. Era suposto que um ministério das finanças, digno desse nome, exercesse um rigoroso controlo sobre as contas do Estado, não sendo necessário recorrer a todas estas urgentes medidas excepcionais, há dias anunciadas pelo titular da pasta das Finanças, e que incluem o estabelecimento de mais mecanismos para executar a todos os níveis da administração pública um controlo apertado da despesa. Por analogia, e ao nível da caricatura, a carga ridícula desta decisão apresenta-se-nos mais claramente se a comparássemos com uma hipotética decisão do ministro da Administração Interna, de pretender formar um corpo policial para policiar os agentes da PSP.
Se o Ministério das Finanças não está, de forma permanente, a exercer o controlo da despesa, não está, seguramente, a cumpir a sua missão. A função de avaliação e controlo dos resultados é obrigatória na disciplina de gestão, seja ela pública ou privada, e não pode ficar desligada das duas funções formalmente antecedentes, a do planeamento e a da execução.
Fica assim explicada a inoperância do Ministério das Finanças em relação às constantes derrapagens orçamentais dos últimos anos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Notas do meu rodapé: O Estado Social está ameaçado!...

*
Alegre diz-se descansado com Cavaco em Belém, mas o Estado social pode acabar
Questionado sobre se dormirá descansado caso Cavaco Silva seja reeleito para a Presidência da República – disse que sim em 2006 -, Manuel Alegre mantém a resposta, mas não dá como garantido que Cavaco Silva defenda o Estado social “contra o projecto estratégico da direita que visa a sua destruição”, afirmando que é por isso que a sua vitória é "necessária".
PÚBLICO
***
Se Cavaco Silva for reeleito, a direita irá tomar de assalto o poder do Estado, concretizando, deste modo, o almejado objectivo, expresso no antigo slogan "Uma maioria, um presidente", pois é previsível que, perante o doloroso cenário, marcado pela continuada deterioração da situação económica do país e pelo progressivo descontentamento popular, o PSD provoque, em 2011, eleições antecipadas, e obtenha a maioria para ser governo.
O epicentro da vida política transferir-se-ia assim para o palácio de Belém, com Cavaco a governar verdadeiramente o país por uma interposta pessoa, a exercer as funções de primeiro-ministro. Não tenho dúvidas, se esta vier a ser a realidade, que Cavaco Silva irá desmantelar o Estado Social, reduzindo-o ao mínimo.
Formatado pelo pensamento da escola do neoliberalismo, que a sua tacanhez intelectual não consegue ultrapassar (ele não percebe que a origem da crise se encontra precisamente na aplicação cega nos países ocidentais das teorias económicas daquela doutrina), Cavaco Silva promoveria a entrega aos privados dos sectores mais lucrativos dos pilares da Saúde, da Educação e da Segurança Social, o que provocaria a acentuação das desigualdades económicas e sociais e a marginalização das franjas populacionais mais desfavorecidas. Cavaco Silva e o seu cinzento primeiro-ministro acabariam o trabalho que José Sócrates deixou a meio.
É pois necessário que o palácio de Belém seja ocupado por uma pessoa, assumidamente defensora do Estado Social. Não sei se Manuel Alegre, se for eleito numa segunda volta, poderá deter o revanchismo de uma direita, que não gosta de ouvir falar de direitos sociais. Também não sei como é que o eleitorado do BE, na primeira volta, vai digerir um candidato que tem de se abster de criticar a política do seu próprio partido, o PS, cuja prestação política, enquanto governo, tem contribuído para a fragilização desse mesmo Estado Social.
http://publico.pt/Política/alegre-dizse-descansado-com-cavaco-em-belem-mas-o-estado-social-pode-acabar_1471423

Cantico Negro - poesia de José Régio declamada por João Vilaret

O ridículo mata!...

Ministro Vieira da Silva (Fotografia do PÚBLICO)

Vieira da Silva disse que o Governo “leva em conta os riscos que existem sobre a economia portuguesa”, mas acredita que se todos trabalharem é possível “evitar uma queda tão significativa como a Comissão Europeia prevê”.
PÚBLICO
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Senhor ministro: Comunico a V. Exª o meu propósito de tudo fazer para trabalhar com o máximo empenho possível, a fim de evitar a queda da economia portuguesa. Arranje-me um emprego!...

Esta poderia ser a missiva que cerca de 700 mil portugueses poderiam enviar ao ministro Vieira da Silva.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Imagens ternurentas da última cimeira dos líderes da UE

Fazes lembrar-me a a Carla Bruni

De uma escova destas, é que eu precisava lá em casa

Meninas vamos a Murta

Não teria sido um milagre divino?...

Lágrimas de sangre: médicos habrían descubierto qué provoca este extraño fenómeno
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Calvino Inman tem 17 anos e sofre de hemolacria, que faz com que o adolescente chore sangue. Televisão americana vai exibir um documentário sobre o rapaz e a, muito rara, doença.
EXPRESSO
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Se este rapaz tivesse vivido na Idade Média, teria sido promovido à categoria de santo.

http://clix.expresso.pt/rapaz-norte-americano-chora-sangue=f621563

Miguel Torga: O Homem, o Escritor, o Tempo e a Democracia (6)...














FIM

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Uma medida que se impunha: Novos médicos obrigados a pagar se saírem do SNS


Para estancar a saída de médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para os privados, o Conselho de Ministros aprovou ontem uma medida já equacionada por vários ministros mas que nunca chegou a avançar.
Os internos (médicos a fazer a especialidade) passam a ter de assinar um contrato de fidelização com o SNS. Caso optem por ir para o sector privado, terão de indemnizar o Estado, devolvendo a verba gasta na sua formação.
PÚBLICO
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Tal como a situação se encontrava, com os médicos especialistas, formados pelos hospitais públicos, a desertarem do Serviço Nacional de Saúde (SNS), transferindo-se para as actividades privadas, conduzia à situação bizarra de serem os contribuintes a pagar grande parte dos custos da prestação dos cuidados e saúde dos estabelecimentos de saúde privados (hospitais e clínicas). Ou seja, os pobres e os remediados, que só utilizam o SNS, estão a pagar, através dos seus impostos, a saúde dos ricos, que, por grosseira ignorância ou por estúpido preconceito, ainda acreditam na superioridade qualitativa, em termos de cuidados médicos e de enfermagem, dos estabelecimentos de saúde privados.
Não falando já do custo per capita de uma licenciatura em Medicina, a licenciatura mais cara para o Estado, já que exige o funcionamento de um hospital universitário, com todas as valências médicas e cirúrgicas, a formação de um médico especialista, durante o internato complementar, atinge um valor exorbitante, suportado exclusivamente pelos hospitais públicos. Há especialidades, cujo currículo é de cinco anos.
É certo que esses médicos do internato complementar, enquanto se formam na sua especialidade, também prestam serviços de saúde à comunidade, mas a prestação desse serviço é paga através de um vencimento fixo, continuando gratuitos, no entanto, os custos da respectiva formação.
É dessa gratuitidade que os estabelecimentos de saúde privados e os médicos especialistas. que neles trabalham, escandalosamente beneficiam. Se a medida for aplicada correctamente, em termos de equidade, os estabelecimentos de saúde privados serão obrigados a formar os seus próprios especialistas, formação para a qual não têm capacidade, em obediência à regulamentação exigente da Ordem dos Médicos, entidade que supervisiona este pelouro, ou, então, para compensar o valor da indemnização, a pagar ao Estado, terão de elevar o valor remuneratório dos médicos especialistas do SNS, que venham a contratar. Em qualquer dos casos, os custos de exploração dessas unidades de saúde privadas, algumas delas de duvidosa idoneidade, vão disparar, encarecendo, em consequência, os preços dos serviços prestados.
http://www.publico.pt/Sociedade/novos-medicos-obrigados-a-pagar-se-sairem-do-sns_1471210

CGTP isolada nas críticas à Iniciativa para a Competitividade e o Emprego


A CGTP foi a única estrutura sindical a criticar abertamente o conjunto de propostas hoje apresentado aos parceiros sociais, ficando isolada na crítica às linhas gerais da Iniciativa para a Competitividade e o Emprego, aprovada em Conselho de Ministros esta quarta-feira.
PÚBLICO
***
O governo já castigou os desempregados. Agora prepara-se para fazer a cama aos desempregados potenciais, se estas medidas, enquadradas pela pomposa designação, "Iniciativa para a Competitividade e o Emprego", forem executadas. As empresas vão receber de mão beijada uma belíssima prenda de Natal, que lhes vai permitir lançar para o desemprego milhares de trabalhadores, principalmente os dos grupos etários mais elevados, que, nas condições actuais, em caso de despedimento, receberiam uma melhor compensação remuneratória, que lhes suavizaria um pouco as suas dificuldades futuras. Com uma indemnização mais baixa e com as restrições, já em vigor, ao nível da concessão do subsídio de desemprego, esses trabalhadores mais velhos, que não vão encontrar um novo posto de trabalho, nem podem pedir a reforma, vão rapidamente entrar no limiar da pobreza.
Os desempregados constituem a classe mais fragilizada da sociedade, pois não têm meios de fazer ouvir o seu protesto nas ruas e nos meios de comunicação social, o que para o governo é um seguro de vida. Por outro lado, estas perversas medidas amedrontam os que ainda têm emprego, fragilizando-os na sua capacidade reivindicativa a favor dos seus direitos laborais.
Não se percebe como é que se pode promover o emprego, aprovando medidas que facilitam os processos de despedimento e vêm aumentar o desemprego de longa duração. É certo que as empresas acabam por admitir, em substituição dos trabalhadores despedidos, trabalhadores mais jovens, que vão aceitar o emprego com um salário menor e em condições de maior precariedade.
Tudo isto somado, percebe-se a grande manobra do governo para tentar ganhar competitividade para a economia, que será tentada exclusivamente à custa dos sacrifícios dos trabalhadores, continuando, porém, a proteger os bancos e os grupos económicos, excluindo-os de qualquer contributo para a solução da crise. Portugal será um país cada vez mais pobre e mais desigual.
Neste jogo da concertação social, a UGT mostrou uma vez mais os interesses que defende. Nos momentos decisivos, alia-se ao governo e ao patronato. Para iludir os trabalhadores, que representa, alinhou na greve geral, mas encarou-a sempre como se estivesse a participar no festival da canção da Eurovisão.
http://economia.publico.pt/Noticia/cgtp-isolada-nas-criticas-a-iniciativa-para-a-competitividade-e-o-emprego_1471175

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"MENINA DAS TRANÇAS LOIRAS" poema de Manuela Fonseca lido por: Vóny Ferreira

Um Poema ao Acaso: As putas da avenida - Fernando Assis Pacheco

As putas da Avenida
.
Eu vi gelar as putas da Avenida
ao griso de Janeiro e tive pena
do que elas chamam em jargão a vida
com um requebro triste de açucena
vi-as às duas e às três falando
como se fala antes de entrar em cena
o gesto já compondo à voz de mando
do director fatal que lhes ordena
essa pose de flor recém-cortada
que para as mais batidas não é nada
senão fingirem lírios da Lorena
mas a todas o griso ia aturdindo
e eu que do trabalho tinha vindo
calçando as luvas senti tanta pena.
.
Fernando Assis Pacheco

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Diplomatas revelam que Sócrates permitiu aos EUA utilizar as Lajes para repatriar presos de Guantánamo


Diplomatas dos EUA em Portugal referem que o primeiro-ministro português José Sócrates permitiu aos Estados Unidos utilizar a base aérea das Lajes para repatriar presos de Guantánamo, revela o El País.
O diário espanhol cita os telegramas da embaixada dos EUA em Lisboa enviados ao Departamento de Estado, que constam da documentação da Wikileaks.Num telegrama de Setembro de 2007, a embaixada norte-americana congratula-se pelo primeiro-ministro “ter permitido aos Estados Unidos utilizar a Base das Lajes nos Açores para repatriar presos de Guantánamo”. Esta autorização foi avaliada pelos próprios diplomatas “como uma decisão difícil que nunca foi tornada pública”. Pelo que, de acordo com o jornal, o teor da comunicação é de agradecimento. Quatro meses depois, a 30 de Janeiro de 2008, Sócrates asseverou no Parlamento que o Governo “nunca” tinha recebido qualquer pedido dos EUA “para sobrevoo do nosso espaço aéreo ou para aterragem na Base das Lajes de aviões que se destinassem ao transporte ou à transferência de prisioneiros”. E acrescentou: “Nenhum membro do Governo faltou à verdade sobre este caso.”
PÚBLICO
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Sócrates já está a elaborar com o seus assesores de imagem e comunicação, pagos a peso de ouro pelo erário público, a sua estratégia de defesa, perante este infame ataque ao seu carácter, e que se vai apoiar nas seguintes linhas de força:

1º - O El Pais está a montar uma cabala contra o primeiro-ministro, por causa da questão de Olivença e por ele, nos seus dicursos, falar um português espanholado (vulgo portunhol).

2º- O primeiro-ministro não conhece o senhor Julian Assange, o fundador da WikiLeaks, nem nunca teve nenhuma reunião com qualquer representante daquele site.

3º- O seu tio nunca lhe telefonou a pedir que recebesse o senhor Julian Assange.

4º- Na Assembleia da República nunca mentiu em relação a esta questão. Apenas se limitou a não dizer a verdade, o que é muito diferente.

5º- Fundamentado no Código do Processo Penal (naquele célebre artigo que proíbe qualquer tipo de escutas aos três mais altos magistrados da Nação), o primeiro-ministro vai diligenciar junto do Ministério Público para que o presidente do Supremo Tribunal da Justiça mande destruir todos os documentos electrónicos do WikiLeaks, que refiram o seu nome.
A Amado, Washington não poupa elogios, destacando que a ele se deve a iniciativa de levar países europeus a acolher presos de Guantánamo e assim ajudar ao encerramento da prisão. “Amado foi um grande amigo dos EUA, tanto no seu anterior cargo de ministro da Defesa como no actual”, refere um telegrama de Setembro de 2009. A mesma comunicação assinala que Amado “é equilibrado, reflexivo e procura sempre oportunidades para se coordenar politicamente com os EUA, se há discrepâncias prefere discuti-las discretamente”.
PÚBLICO
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No dia 1 de Dezembro, a propósito de uma notícia do Expresso, sobre o pedido de autorização dos voos da CIA no espaço aéreo português, e onde se referia que o responsável da embaixada dos Estados Unidos em Lisboa considerava "vantajoso" continuar a "acariciar" o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, escrevemos a seguinte nota:
"Só não se sabe se o ministro Luís Amado foi acariciado, e de que forma. Na altura (2006), a sua homóloga estado-unidense era a secretária de Estado Condoleeza Rice, que era uma mulher de não se deitar fora. Mas segundo se afirma na notícia, os dois governantes nem sequer falaram no assunto, quando se reuniram a sós em 24 de Outubro de 2006, o que afasta qualquer suspeita".
Agora, e perante o que relata o PÚBLICO, sustentado em documentos publicados pelo WikiLeaks, fica-nos a certeza que Luís Amado foi mesmo acariciado, não se sabendo ainda por quem e aonde.
http://publico.pt/Política/diplomatas-revelam-que-socrates-permitiu-aos-eua-utilizar-as-lajes-para-repatriar-presos-de-guantanamo_1470628

http://clix.expresso.pt/wikileaks-eua-pediram-a-portugal-para-passar-com-voos-da-cia=f618753

WikiLeaks: BCP propôs informar Washington sobre finanças do Irão


O presidente do Banco Comercial Português (BCP), Carlos Santos Ferreira, propôs informar a administração norte-americana sobre as actividades financeiras do Irão como contrapartida a que os Estados Unidos não penalizassem a instituição por querer negociar com o regime de Teerão.
A intenção de Santos Ferreira está expressa num telegrama diplomático de Fevereiro deste ano e, de acordo com o jornal espanhol, conta com o conhecimento do primeiro-ministro português, José Sócrates, de membros do Executivo e do governador do Banco de Portugal.
PÚBLICO
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A intenção de Santos Ferreira e de José Sócrates consistia em montar em Portugal um gigantesco franchising de serviços de espionagem para aumentar as exportações.
Santos Ferreira está no lugar errado. Ele é que deveria ser o chefe das secretas.
http://publico.pt/Política/wikileaks-bcp-propos-informar-washington-sobre-financas-do-irao_1470625

Agradecimento

O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento à Andreia João Lopes, pela sua decisão de se inscrever como amiga deste blogue.