terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Portugal deve preparar-se «desde já» para saída do euro, disse João Ferreira na apresentação da sua candidatura como "cabeça de lista" pela CDU ao Parlamento Europeu



O cabeça de lista da Coligação Democrática Unitária (CDU) ao Parlamento Europeu, João Ferreira, pediu a «eleição de mais deputados» e defendeu que Portugal deve, «desde já», começar a preparar-se para um eventual abandono da moeda única.
«O futuro do país é inviável dentro do euro. Não devíamos ter entrado, mas também sabemos que a saída, hoje, não nos leva ao ponto de partida e muito menos ao ponto em que estaríamos se não tivéssemos entrado. Daí a importância da adoção de medidas que preparem o país, desde já, face a qualquer reconfiguração da zona euro», afirmou, na cerimónia de lançamento da candidatura, em Lisboa.
O atual eurodeputado referiu que a «preparação deve ser feita não apenas em face de possíveis desenvolvimentos na crise da União Europeia, mas também em nome de uma saída de Portugal do euro por decisão e interesse próprios».
TVI24 (vídeo e texto completo)


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A saída de Portugal do euro não é assumida por nenhum postulado ideológico. É uma necessidade premente, imposta pela racionalidade da ciência económica, que postula que o valor da moeda de um país deve estar em consonância com os objetivos da respetiva política económica. No atual contexto da crise, Portugal necessita de uma moeda que promova acentuadamente as exportações e diminua as importações, desiderato que o euro não facilita. Por outro lado, já se percebeu que a moeda única se transformou numa arma de dominação e de chantagem, tal como a dívida soberana.

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