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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Líbia: Benghasi é declarada cidade livre...

Gadhafi 'not in control in east Libya'

Ver também este vídeo, cuja "incorporação foi desativada mediante solicitação", segundo informa o Youtube.
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Benghazi, cidade onde se iniciou o gigantesto movimento de revolta contra Khadafi, já celebra a sua liberdade. Aos milhares, os cidadãos, a maioria constituída por jovens, celebram a sua vitória sobre as forças leais ao ditador e declaram a cidade livre.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Caso BPN: O que esconde Cavaco?

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É bom não esquecer. Como é possível um país progredir quando os seus mais altos dirigentes são suspeitos de venalidade! Em nenhum país da Europa, esses dirigentes poderiam continuar em funções. Em Portugal, até são reeleitos. Alguma coisa está a correr mal neste país.

Agradecimento

O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento à Kafia, pela sua decisão de se inscrever como amiga deste blogue.

A Geração à Rasca já tem Hino...

Parva que sou - Deolinda, Telejornal

Notas do meu rodapé: É preciso ouvir a Geração à Rasca

Protesto da Geração "À Rasca"
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Acolhi com muita reserva a informação de um amigo, a dizer-me que, através do Facebook, circulava uma convocatória para duas grandes manifestações, a realizar simultâneamente em Lisboa e no Porto. Embora o quadro reivindicativo me parecesse justo, não pude deixar de criticar a ausência da indicação do respectivo remetente. Como os promotores de tal iniciativa não apareciam identificados, as minhas dúvidas sobre a justeza da iniciativa eram grandes, o que me levou a ignorar o assunto.
No entanto, o Expresso divulgou um vídeo, onde os promotores aparecem a dar a cara. A minha opinião mudou. A avaliar pelo seu discurso, trata-se de jovens bem formados, que representam uma geração a quem está a ser negado o futuro, e que já perderam a esperança nos partidos clássicos, à direita e à esquerda. Na realidade, o actual regime, já esclerosado, não consegue tirar o país da grande crise, que, os dois partidos, com responsabilidades governamentais, não conseguiram prever, não souberam resolver, nem serão capazes de ultrapassar, tais são as contradições a percorrer todo o sistema político, em que já só os políticos acreditam. O povo já não os ouve, e estes jovens resolverem avançar para uma manifestação, sem espartilhos partidários, embora honestamente confessem que não são contra os partidos.
É claro que não será esta manifestação que irá mudar imediatamente as coisas. Mas a sua importância reside no facto de darem a saber que o actual regime já não poderá contar com eles. Isto vem dar razão à minha tese do esgotamento do actual sistema político, que não irá sobreviver por muito tempo, tal como já referi neste espaço. E a ruptura vai ser feita por estes jovens deserdados e frustrados, que vão romper o ciclo geracional, que era indispensável para a sobrevivência do regime, e até, a do país.
Mas os jovens têm razão. Têm razão, porque foram enganados. Os partidos, os políticos e os governantes não podem queixar-se, nem poderão assobiar para o ar, e, muito menos, acusá-los de irresponsabilidade ou de divisionismo, e de outras coisas mais. O Médio Oriente está a demonstrar às sociedades ocidentais o que representa o descontentamento dos jovens. Alguma coisa vai mudar, embora ninguém saiba o quê. Há dias, num dos meus artigos, citei um sociólogo eminente, que afirmou, há uns anos atrás, que a revolução do futuro seria feita pelos jovens descontestes e marginalizados pelo sistema e não pelos partidos clássicos, nem pelas classes médias. Ele tinha razão.
No próximo dia 12 de Março, o país vai assistir às primeiras manifestações de massas, organizadas fora do âmbito partidário ou sindical. Não é uma manifestação espontânea e avulsa. A organização é uma réplica das grandes manifestações do Egipto, que se serviu da rede do Facebook e conseguiu fazer cair um velho ditador. O eixo estruturante da mobilização é o apelo ao protesto dos jovens e de todos aqueles que o sistema está a excluir da sociedade. A manifestação não tem lugares marcados, nem obedece a nenhuma ritualização. É uma novidade. Se redundar num fracasso, fica sinalizado o secular sentimento de resignação do povo português, o que irá dar mais força ao obsoleto sistema político, que continuará a actuar com total impunidade e confiando na presunção que a História não os julgará. Se a manifestação arrastar multidões, a situação tornar-se-á imprevisível, como foram todas as situações que mudaram o rumo dos povos.
Em Portugal, alguma coisa irá acontecer nos próximos tempos. Oxalá que não seja uma coisa má.

As caras por trás do "Protesto da Geração à Rasca" - Expresso

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São um grupo de amigos, todos licenciados em Relações Internacionais. Findos os cursos e respetivos mestrados, vivem todos na indefinição profissional. Uns estão a cumprir bolsas e estágios profissionais de curta duração, outros estão desempregados. Cansados à partida da sombra da precariedade que poderá ditar os seus futuros, decidiram dizer "basta!". E via Facebook lançaram o desafio: levar à rua um protesto contra a vida "à rasca". Dia 12 de março tencionam desfilar na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e na Praça da Batalha, no Porto. E não estão sozinhos: mais de 20 mil pessoas já aderiram ao protesto. Alexandre de Sousa Carvalho, Paula Gil, João Labrincha e António Frazão dão a cara pelo "Protesto Geração à Rasca" , mas são apenas alguns dos rostos por trás da gigante organização do protesto. De forma "laica, pacífica e apartidária" desafiam todos os "desempregados, 'quinhentoseuristas' e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal" a participarem no protesto.
EXPRESSO
Ver o vídeo nesta ligação:
http://clix.expresso.pt/as-caras-por-tras-do-protesto-da-geracao-a-rasca=f633712

Um país insuportável - por A. Marinho e Pinto - Jornal de Notícias

A falta de bom-senso e humildade constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa. Tudo seria simples se houvesse uma coisa que falta cada vez mais aos nossos magistrados: bom senso.
Uma mulher com 88 anos de idade morreu no seu apartamento em Rio de Mouro, Sintra, mas o corpo só foi encontrado mais de oito anos depois, juntamente com os restos mortais de alguns animais de companhia (um cão e dois pássaros).
Este caso, cujos pormenores têm sido abundantemente relatados na comunicação social, interpela-nos a todos não só pela sua desumanidade mas também pela chocante contradição entre os discursos públicos dominantes e a dura realidade da nossa vida social. Contradição entre promessas e garantias de bem-estar, de solidariedade e de confiança nas instituições públicas e uma realidade feita de solidão, de abandono e de impessoalidade nas relações das instituições com os cidadãos.
Apenas duas ou três pessoas se interessaram pelo desaparecimento daquela mulher, fazendo, aliás, o que lhes competia. Com efeito, uma vizinha e um familiar comunicaram o desaparecimento às autoridades policiais e judiciais mas ninguém na PSP, na GNR, na Polícia Judiciária e no tribunal de Sintra se incomodou o suficiente para ordenar as providências adequadas. Em face da participação do desaparecimento de uma idosa a diligência mais elementar que se impunha era ir à sua residência habitual recolher todos os indícios sobre o seu desaparecimento. É isto que num sistema judicial de um país minimamente civilizado se espera das autoridades policiais e judiciais, até porque o caso era susceptível de constituir um crime. O assalto e até assassínio de idosos nas suas residências não são, infelizmente, casos assim tão raros em Portugal. Mas, sintomaticamente, as autoridades judiciais não só não se deram ao trabalho de se deslocar à residência como, inclusivamente, recusaram-se a autorizar os familiares a procederem ao arrombamento da porta de entrada.
E tudo seria tão simples se houvesse uma coisa que falta cada vez mais aos nossos magistrados: bom senso. Mas não. Dava muito trabalho ir à uma residência procurar pistas sobre o desaparecimento de uma pessoa. Dava muito trabalho oficiar outras instituições para prestar informações sobre esse desaparecimento. Sublinhe-se que um primo da idosa se deslocou treze vezes ao tribunal de Sintra para que este autorizasse o arrombamento da porta da sua residência. Mas, em vez disso, o tribunal, lá do alto da sua soberba, decretou que a desaparecida não estava morta em casa, pois, se estivesse, teria provocado mau cheiro no prédio. É esta falta de bom-senso e humildade perante a realidade que constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa. Os nossos investigadores (magistrados e polícias) não investigam para encontrar a verdade, mas sim para confirmarem as verdades que previamente decretam. E, como algumas dessas verdades são axiomáticas, não carecem de demonstração.
Mas há mais entidades cujo comportamento revela que a pessoa humana não constitui motivo suficientemente forte para as obrigar a alterar as rotinas burocráticas e impessoais.
A luz da cozinha daquele apartamento esteve permanentemente acesa durante um ano, ao fim do qual a EDP cortou o fornecimento de energia eléctrica, sem se interessar em averiguar o motivo pelo qual um consumidor deixou de cumprir o contrato celebrado entre ambos.
Os vales da pensão de reforma deixaram de ser levantados pela destinatária, mas a segurança social nada se preocupou com isso. Ninguém nessa instituição estranhou que a pensão de reforma deixasse de ser recebida, ou seja, que passasse a haver uma receita extraordinária sem uma causa. E isto é tanto mais insólito quanto os reformados são periodicamente obrigados a fazerem prova de vida. Mas isso é só quando estão vivos e recebem a pensão.
Os CTT atulharam a caixa de correio daquela habitação de correspondência que não era recebida sem que nenhum alerta alterasse as suas rotinas.
Finalmente, as finanças penhoraram uma casa e venderam-na sem que o respectivo proprietário fosse citado. Como é que é possível num país civilizado penhorar e vender a habitação de uma pessoa, aliás, por uma dívida insignificante, sem que essa pessoa seja citada para contestar? Sem que ninguém se certifique de que o visado tomou conhecimento desse processo? Como é possível comprar uma casa sem a avaliar, sem sequer a ver por dentro? Quem avaliou a casa? Quem fixou o seu preço?
Claro que agora aparecem todos a dizer que cumpriram a lei e, portanto, ninguém poderá ser responsabilizado porque a culpa, na nossa justiça, é sempre das leis. É esta generalizada irresponsabilidade (ninguém responde por nada) que está a tornar este país cada vez mais insuportável.
Jornal de Notícias
(Por sugestão do Jorge Magalhães Ribeiro)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Pântano (2): Despesa salarial descontrolada


Em Janeiro, apesar dos cortes nos ordenados acima de 1500 euros, três ministérios aumentaram os encargos com vencimentos dos funcionários.
Correio da Manhã
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Conclusão: Naqueles três ministérios não havia funcionários que ganhassem mais de 1500 euros.

O Pântano (1): Processo de Vale e Azevedo desaparece do tribunal


A 10ª Vara Cível de Lisboa do Palácio da Justiça decidiu anular um processo de 2002 da família Dantas da Cunha que pedia a impugnação da venda dos bens de Vale e Azevedo. O argumento é que uma das empresas envolvidas, a V&A Capital Limited, com sede em Londres, não foi citada.
António Pragal Colaço, advogado da família Dantas da Cunha, alega que o Tribunal já perdeu partes do processo, depois de este ter andado por três varas cíveis, e que esta decisão deita por terra uma luta de quase nove anos.
Correio da Manhã
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Seria melhor inscrever na Constituição da República Portuguesa que os altos dirigentes da política, dos negócios e do futebol não podem ser condenados em tribunal, por crimes que tenham praticado, e estão isentos de cumprir pena de prisão. Era mais higiénico e transparente.

Notas do meu rodapé: Carlos Costa, uma voz a destoar...

Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal
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Já não estava habituado o ouvir, de personalidades a desempenhar funções em cargos públicos importantes, declarações não alinhadas com as posições do governo. José Sócrates, com a sua pulsão autoritária, secou tudo à sua volta, empobrecendo a expressão de um discurso político livre e diversificado, que rasgasse outros horizontes e caminhos na sociedade portuguesa. Instituiu-se o pensamento único, que não podia divergir, no essencial, do pensamento do chefe. A liberdade de pensamento e de crítica foi remetida para a oposição, que, na assumpção da divergência, era sempre acusada de não querer defender os interesses do país. O deserto de ideias é enorme na área do poder e nas suas múltiplas adjacências. Todos debitam os mesmos argumentos a propósito dos assuntos da governança, num monocórdico e enfadonho ritmo de cassete.
Congratulo-me com as excepções, embora muito raras. E uma delas, é a do novo governador do Banco de Portugal, que, de uma forma serena e inteligente, começou a partir a louça. Há dias, foi a sua declaração corajosa de admitir que o país já estava em recessão. Do lado dos acólitos do governo, veio imediatamente a resposta, em forma de asserção cáustica e corrosiva, de que só se poderia falar em recessão técnica, após a ocorrência de crescimento negativo em dois trimestres consecutivos, como se o economista Carlos Costa não conhecesse essa definição standardizada da ciência económica. O que Carlos Costa pretendeu dizer, e que eu subscrevo, é que, pelos indicadores já conhecidos actualmente e pelo contexto envolvente, é de prever, com toda a probabilidade, aquele cenário recessivo. Olhando para os indicadores disponíveis, qualquer economista, não compremetido com o pensamento único do sistema, chega facilmente à conclusão de que o aumento das exportações, que não é elástico, não vai compensar a previsível diminuição do consumo, a estagnação do investimento e o aumento das importações (as classes ricas, que não foram afectadas pela crise, aproveitam precisamente este ambiente de crise internacional para comprarem ainda mais bens de luxo), o que vem desequilibrar negativamente a comparação do crescimento económico com os períodos de referência do passado.
Mais recentemente, Carlos Costa não se inibiu de dar uma brilhante lição de economia numa sessão de atribuição de prémios na Universidade Nova de Lisboa. Disse Carlos Costa: "Portugal tem um problema de desenvolvimento a prazo e sustentado", para, a seguir, apontar os argumentos que lhe sustentam esta afirmação, "Portugal tem um défice de produtividade, um desnível de rendimento per capita e um desnível de desemprego, superior à taxa natural de desemprego em Portugal e face à média europeia". As orelhas de José Sócrates e as do seu ministro da Finanças deveriam ter ficado a arder, quando leram estas palavras do governador do Banco de Portugal.
Uma coisa é crescimento e outra coisa é desenvolvimento sustentado. E toda a política económica (ou a falta dela) deste governo, preocupado apenas com o curto prazo e com a contabilização de umas décimas a mais ou a menos, não se encontra vocacionada para promover o desenvolvimento sustentado. O desenvolvimento sustentado exige o lançamento de ambiciosas políticas de fundo, verdadeiramente estruturantes, e que passam pela agilização institucional, por reformas coerentes e racionais, pela concepção de políticas na área da Educação, que formem uma massa crítica de excelência, e, acima de tudo, pelo desenvolvimento de uma forma superior de cidadania, onde a equidade, a responsabilidade, a condenação da corrupção, do nepotismo e do favoritismo político, e a existência de uma justiça célere, imparcial e rigorosa, sejam valores a desenvolver e a enraizar na sociedade portuguesa. Os governos de José Sócrates são a antítese disto tudo. Olhemos para as sociedades nórdicas, que também não têm petróleo no seu subsolo (uma forma de crescer sem desenvolvimento, como acontece nos países árabes), e façamos humildemente a comparação. Com José Sócrates, que só é brilhante na oratória estéril e inútil, o país afastou-se desse paradigma para se aproximar mais do perfil de um país do norte de África.
E foi isso que, diplomaticamente, o governador do Banco de Portugal pretendeu dizer.

Guang Dong - Pas de deux - LE PLUS GRAND CABARET DU MONDE

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Esplendor da nudez - um fotografia de Janosch Simon

Impressiona o dramatismo extremo desta fotografia. A fulgurância do gesto arrebatador que rasga as sombras, a luz que se concentrar na lâmina da espada assassina, o grito que se adivinha para além de um corpo firme e determinado e aquela beleza a evaporar-se para além sonho lúdico. Há um clima de tensão e de desespero na cabeça inclinada, que agita todas as sensibilidades. Uma fotografia de Janosch Simon, que nunca mais se esquece.

A vitória de Pirro de José Sócrates

Défice do Estado diminui 31 por cento em Janeiro
O défice do Estado diminuiu 31 por cento em Janeiro face ao mesmo período de 2010, totalizando 787 milhões de euros.
O ministério das Finanças informa ainda que a receita efectiva cresceu 14,4 por cento, enquanto a despesa efectiva diminuiu 2,6 por cento e a despesa primária (que exclui, por exemplo, os encargos com juros) caiu 3,2 por cento. Estas contas estão, contudo, ajustadas “do efeito base associado ao facto de o Orçamento de 2010 só ter entrado em vigor em finais de Abril”, informa o ministério.
PÚBLICO
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Desde que se descobriu que o Estado vendeu a um organismo do próprio Estado um imóvel por 300 milhões de euros, e que esse dinheiro foi contabilizado no orçamento como receita, o crédito sobre a execução orçamental ficou irremediavelmente comprometido. O colunista do Jornal de Negócios, Camilo Lourenço, utilizou o termo "trapaceiro" para classificar este devaneio de uma contabilidade pública criativa. O alarme soou no Banco Central Europeu e na Comissão Europeia, a tal ponto que uma delegação destas duas instituições europeias deslocar-se-á a Lisboa para analisar com as autoridades portuguesas a situação actual do país.
Da esquerda à direita, as críticas foram severas e contundentes. A diminuição do saldo orçamental foi feito à custa do aumento de impostos, da diminuição dos salários, da degradação do Serviço Nacional de Saúde e da diminuição dos apoios aos desempregados e das famílias de menores rendimentos. A despesa do Estado apenas diminiui ligeiramente e, a este nível, o governo mostrou-se incompetente.
Por outro lado, todas as comparações feitas com o ano anterior ainda são pouco rigorosas, devido à distorção que o aumento de impostos, ocorrido em Junho de 2010, provoca. Só a partir do 2º semestre é que a comparação adquirirá o rigor necessário, e aí os valores percentuais do crescimento das receitas baixará.
Ao aumentar os impostos, aumentando a receita, o governo escolheu a via mais fácil para reduzir o défice orçamental. Não é um feito extraordinário, como o governo pretende fazer crer. Ao escolher este caminho, o governo está a tapar um buraco, mas começou a abrir outros, que mais tarde terão de ser tapados, impondo novos sacrifícios aos portugueses. Com o aumento de impostos e a redução de salários verificar-se-á uma diminuição do consumo, o que terá efeitos perniciosos no tecido empresarial e no desemprego. E impõe-se novamente a pergunta: depois das contas públicas equilibradas, como se encontrará a economia portuguesa, que terá de gerar muito mais riqueza e mais impostos para o Estado poder pagar a dívida e os elevados juros da dívida?

António Aleixo e a sabedoria popular...




Uma caçada memorável!..

Os primeiros-ministros dos governos constitucionais
Descarreguem aqui todo o vosso stress e toda a vossa raiva. Eu matei-os a todos! E por duas vezes! Mesmo assim, aqueles gajos não morreram!
Todos eles, como primeiros-ministros, por acção ou por omissão, são os grandes responsáveis pela dramática situação actual.
Amabilidade do João Fráguas, que enviou este jogo

O futuro já vem aí!...

A Day Made of Glass... Made possible by Corning.
Tantas modernices, e acabam o dia a comer pipocas! Nem as crianças fizeram traquinices, para dar um ar de realismo, nem os pais deram uma queca.
Não contem comigo para este filme!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Só me saem engenheiros!...

Clicar na imagem para a ampliar
Este engenheiro também tirou o curso na Universidade Independente...

O funcionário público do futuro...


Fernanda deslumbra em Sevilha

Namorada de Pinto da Costa foi o centro das atenções em jantar entre clubes.
Correio da Manhã
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Quero este homem como primero-ministro. Não sou menos do que um italiano...
O Pinto da Costa até tem a vantagem de já ter respondido em tribunal, o que ainda não aconteceu com o Berlusconi...

O Prometido é devido, Sr Engenheiro!

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Tu não cumpriste o prometido,
por isso estás f . . . . .

Dânia Neto sente falta de um namorado


A actriz quer combater a solidão com um homem que saiba lidar com o seu mediatismo.
A actriz Dânia Neto confessou à revista "Caras" que sente falta de um namorado. "Estou sozinha há bastante tempo. Nesta correria toda sabe bem ter alguém em casa à nossa espera", disse.
A actriz, de 27 anos, a fazer actualmente a novela "Laços de Sangue", admitiu que nasceu para "ser mãe", embora vá adiando esse sonho por nem sequer contar com a ajuda da família, que vive no Algarve. "Há alturas em que me sinto completamente perdida e ponho tudo em causa. Já tive momentos em que pensei voltar a casa", confessa.
Em relação ao namorado ideal, Dânia revela que procura "aquela pessoa" que não se incomode com o seu mediatismo e com o facto de aparecer frequentemente em capas de revistas. "penso que só um machista veria aí um problema, um homem seguro de si próprio acharia giro e poderia até sentir-se orgulhoso", diz.
Diário de Notícias
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Se o leitor preenche as condições exigidas, não hesite. Declarações destas não aparecem todos os dias. E, depois, esta coisa do mediatismo não custa nada a superar. O mesmo não se poderá dizer do imediatismo, que é muito mais perigoso.
Julgo tratar-se de um bom partido, até porque, se o leitor ganhar esta corrida, já não tem que se preocupar em alugar casa no Algarve, para passar as suas férias. Sempre é um dinheirito que vai poupar, enquanto as coisas não derem para o torto!

Um Poema ao Acaso: Tempo - Viviane Mose

Picasso
TEMPO

quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele
soprando sulcos na pele soprando sulcos?
o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma
(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)
acho que a vida anda passando a mão em mim.
a vida anda passando a mão em mim.
acho que a vida anda passando.
a vida anda passando.
acho que a vida anda.
a vida anda em mim.
acho que há vida em mim.
a vida em mim anda passando.
acho que a vida anda passando a mão em mim
e por falar em sexo quem anda me comendo
é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás
um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos
acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando

Viviane Mose

Cuidado: um sucateiro anda por aí a atropelar tudo e todos!...

TVI24 - Vara passa à frente de todos em centro de saúde

IN THE REALM OF THE SENSES (Nagisa Oshima, 1976) Trailer

O Império dos Sentidos (1976), de Nagisa Oshima, baseado num caso real, foi um dos filmes que melhor traduziu a pulsão de uma paixão obsessiva, que se manifestava na procura permanente do prazer sexual, e que só se esgotou através da morte de um dos protagonistas. E é nesta simbiose entre o amor e a morte, que o filme transcende em significado a crueza de todas as cenas eróticas, com sexo real. Foi um filme único.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A fachada ganhou uma nova vida -fotografia de João Grazina

Notas do meu rodapé: A crise alimentar que vem aí...

Banco Mundial diz que subida de preço de alimentos atinge nível de alerta
A subida do preço dos alimentos está a atingir um nível de alerta e poderá aumentar a instabilidade política, advertiu hoje o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, à margem de uma reunião dos ministros das Finanças do G20.
Segundo o Banco Mundial, a subida do preço dos alimentos fez cair 44 milhões de pessoas em todo o mundo no limiar da pobreza extrema entre Junho e Dezembro.
PÚBLICO
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O alerta não é de agora. Em 2008, o Banco Mundial elaborara um alarmante relatório em que responsabilizava os biocombustíveis pela grande subida dos preços dos alimentos a nível mundial. Os biocombustíveis teriam sido responsáveis por 75 por cento do aumento do preço dos alimentos, verificado desde 2002, enquanto os preços dos fertilizantes e da energia teriam tido apenas influenciado em 15 por cento aquele aumento. Nesse relatório, que esteve congelado durante algum tempo, para não ferir as susceptibilidades do governo americano de George W. Bush, que atribuía o aumento do preço dos alimentos ao aumento da procura por parte da China e da Índia, o Banco Mundial apontava o dedo aos governos dos EUA e da União Europeia, que estariam a promover nos seus países a reconversão da produção cerealífera para os biocombustíveis, responsabilizando-os pelo aumento da pobreza a nível mundial (mais de 100 milhões de pessoas caíram no limiar de pobreza). Dizia-se nesse relatório, elaborado por Don Mitchell, economista sénior do Banco Mundial, que "mais de um terço do milho norte-americano é agora usado na produção de etanol" e que "a União Europeia Europeia tem como meta dez por cento de biocombustíveis nos transportes, até 2020". Por outro lado, e pela primeira vez, é abordada (denunciada) a especulação financeira no sector dos cereais.
Essa crise alimentar teve o seu pico máximo em Março de 2008, o que levou muitos países, grandes produtores de cereais, a limitarem a sua exportação a fim de, por prudência, aumentarem as suas reservas e assegurarem, no caso de uma situação extrema, a alimentação das suas respectivas populações. Foi também por essa altura que a China começou a estabelecer acordos com governos africanos, no sentido de comprar e alugar terrenos para produção agrícola, que satisfizesse a sua crescente procura.
Agora em 2011, o tema ganha nova actualidade (aqui, no Alpendre da Lua, já foi referida várias vezes a iminência de uma nova crise alimentar), e é novamente o Banco Mundial que vem lançar o alerta, pela voz do seu presidente, Robert Zoellick, que confrontou oa países do G20 com esta realidade. Seja qual for a causa que está a inflacionar o preço dos alimentos (os biocombustíveis, o aumento da procura, a subida do preço do petróleo, as alterações climáticas ou a especulação financeira), a resolução do problema encontra-se na mão dos dirigentes desses países, que, no seu conjunto, detêm 85 por cento da riqueza do planeta. Eles são os grandes responsáveis pelos 44 milhões de pessoas que, segundo o Banco Mundial, caíram no limiar de pobreza extrema, entre Junho e Dezembro de 2010. Hitler não chegou a este extremo de crueldade.
Actualmente o mundo defronta-se com a existência de 1,2 mil milhões de seres humanos que sobrevivem apenas com 1,25 dólares por dia e por pessoa. Hitler, se tivesse tido essa possibilidade, era muito bem capaz de os matar a todos nas câmaras de gás. Os dirigentes do G20 condenam-os a uma morte lenta.
E Portugal? O que é que este governo do PS, que alguns já alcunham de (P)artido dos (S)ucateiros, tem feito pela agricultura portuguesa? O PS, e, neste domínio, mais do que o PSD, constituiu-se no coveiro da agricultura portuguesa. Esse atentado contra a economia portuguesa iniciou-se com o seu patrono e fundador, Mário Soares, que abdicou em toda a linha, quando se negociou a adesão à então CEE, na reivindicação para a agricultura portuguesa das mesmas condições dadas a Espanha, e que já eram património dos outros países do clube. José Sócrates, nos seus seis anos como primeiro ministro, não tomou nenhuma medida estrutural que tirasse a agricultura e a floresta do marasmo em que se encontram, nem promoveu políticas activas que invertessem a progressiva desertificação humana e física do interior do país, onde os terrenos com aptidão agrícola se encontram abandonados. O resultado, caso a crise de alimentos, que virá agravar a crise económica e financeira em que o país se encontra, esteja próxima, Portugal vai ter dificuldades em comprar no exterior os bens alimentares de que a população necessita, e aqueles que se comprarem, será por um elevado preço. Passar-se-á com os alimentos o que actualmente se está a passar com a venda de dívida. O futuro prepara-se no presente. A esta falta de visão política junta-se a incúria, o desleixo, a incompetência e, acima de tudo, a falta de honestidade de quem tem governado este país.

Agradecimento

O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento a Colibri, pela decisão de se inscrever neste blogue.

Crise alimentar pode levar a revoluções

Armando Vara passou à frente de utentes de centro de saúde

Armando Vara protagonizou, na passada quinta-feira, um episódio polémico num centro de saúde de Lisboa. O ex-ministro socialista passou à frente dos utentes que aguardavam a sua vez e exigiu a uma médica que lhe passasse um atestado médico, alegando estar com pressa e ter um avião para apanhar, avança a TVI.
PÚBLICO
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Quando se interioriza a mentalidade de sucateiro, é para sempre. A ferrugem resiste a qualquer mudança.
Resta agora saber qual o objectivo do tal atestado médico, assim pedido com tamanha urgência por um homem, a braços com a justiça, que até já foi constituído arguido no processo Face Oculta, e que, estranhamente, tem o privilégio de se ausentar do país.
O comportamento da médica, ao ter cedido à chantagem de tal personagem, levanta outro problema, que o Ministério da Saúde não pode deixar esquecido. Violaram-se normas importantes de acesso às consultas do Centro de Saúde de Alvalade, que são impostas com todo rigor aos comuns dos utentes.
Também será necessário averiguar se o utente Armando Vara pagou a taxa moderadora da consulta e se está inscrito naquele centro de saúde.
http://publico.pt/Sociedade/armando-vara-passou-a-frente-de-utentes-de-centro-de-saude_1481106

Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto

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Parva que sou!...
"Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mau e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração 'casinha dos pais'
se já tenho tudo, p'ra quê querer mais?
...............................
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
................................
Sou da geração 'vou queixar-me p'ra quê?'
Há alguém bem pior do que eu na TV
...............................
Sou da geração 'eu já não posso mais!'
que esta situação dura há tempo de mais.
E parva não sou!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

los tres chiflados aves de guerra pocos civiles

Vídeo: "Manobras contabilísticas do Estado só provam que o País vai precisar de ajuda"

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Pedro Lino, CEO da Dif Broker, faz o balanço da semana nos mercados e comenta a emissão de dívida, o desempenho da bolsa nacional, e as recentes notícias que têm aumentado a pressão sobre Portugal.
Jornal de Negócios
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A contabilidade criativa (ou a engenharia contabilística), depois de ter feito um percurso de sucesso nas empresas privadas, que a ela recorriam para fugir ao fisco, já começa a contaminar as contas públicas. O Estado vendeu a si próprio imóveis do próprio Estado! Neste país, consegue-se transformar a ficção em realidade. Agora, para nosso sossego e conforto, só falta o ministro das Finanças vir dizer que se tratou de uma operação normal e legal.

Primeiro-ministro responde a Soares dos Santos: “não basta ser rico para ser bem educado”

O primeiro-ministro, José Sócrates, respondeu esta quinta-feira ao presidente da Jerónimo Martins, afirmando que “não basta ser rico para ser bem-educado”, na sequência de o empresário ter acusado o Governo de mentir sobre a situação do país.
PÚBLICO
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Também não basta ser engenheiro civil, na variante de Inglês Técnico, para ser verdadeiro.

"Não vale a pena continuar a mentir: estamos em recessão"

Se não conseguir abrir este vídeo, visualize-o na hiperligação em baixo
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Não vale a pena continuar a mentir", defendeu hoje Alexandre Soares dos Santos, presidente da companhia Jerónimo Martins. "Não vale a pena dizermos que não estamos em recessão, porque estamos"."O Banco de Portugal disse que estamos [em recessão técnica] e nós sentimo-lo", frisou o presidente da maior companhia de distribuição portuguesa, alertando: "as pessoas têm que saber porque fazem sacrifícios".
Jornal de Negócios
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A mentira é a marca de água de uma nota que já devia estar fora de circulação. Este governo fez da mentira o seu principal argumento político. Fez dela a principal arma de arremesso contra as oposições. Desde a ocultação dos resultados da execução orçamental do terceiro trimestre de 2009, mantida em segredo nos gabinetes ministeriais até ao dia das eleições legislativas, para que o Partido Socialista não fosse penalizado, até ao irrealismo das previsões macroeconómicas, que são sistematicamente desmentidas pela realidade, a mentira descarada tem sido esgrimida com esmerada perícia para esconder dos portugueses o fracasso de uma política que está a conduzir o país para um desastre de enormes proporções.
Que o país caminha para a recessão técnica e vai ter de atravessar uma depressão económica profunda não constitui novidade. As medidas draconianas impostas à classe média e aos trabalhadores no início de 2010 e que se agravaram em 2011 teriam que ter repercussões ao nível desemprego e ao nível da destruição de empresas vocacionadas para o consumo interno. Só não via isso, quem não queria ver.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Igreja católica e futebolistas com o dinheiro a arder no BPP


IGREJA PEDE MAIS DE QUATRO MILHÕES
Várias instituições ligadas à Igreja reclamam junto da comissão liquidatária do BPP um valor acima dos quatro milhões de euros. Segundo a lista de credores, quatro únicas entidades reclamam 4 143 515,97 euros. A Celestial Ordem Terceira da Santíssima Trindade alega ter em falta 1 171 970,91, contudo, a comissão liquidatária entende que os respectivos créditos totalizam só 845 743,52 euros.
Da mesma forma, os Missionários Combonianos Coração de Jesus reclamam 2 249 728,57 euros, apesar de os créditos contabilizados dizerem respeito a apenas 1 351 953,92. Por sua vez, o Seminário Diocesano de Leiria queixa-se de ter em falta 381 971,1 euros quando a comissão liquidatária lhe atribui 208 739,74. Já o Secretariado dos Pastorinhos – entidade ligada à Igreja, cujo objectivo é a canonização de Francisco e Jacinta Marto – reclama 339 845,39 euros, tendo direito a apenas 320 428,16.
Correio da Manhã
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Que os homens da bola, cujos neurónios migraram para as pernas, tenham os tiques do novo-riquismo, não me causa nenhum espanto. Na realidade, alguns futebolistas preenchem as duas principais características do perfil do novo-riquismo: são ricos, porque ganham milhões à custa da saloiice dos papalvos que os idolatram, e são analfabetos funcionais, como se pode constatar nas suas intervenções televisivas. Agora a igreja católica, uma instituição consagrada à propagação da Fé e destinada a iluminar aos crentes os caminhos da salvação, a querer operar o milagre da multiplicação do dinheiro dos ingénuos fiéis, que não lhe regateiam esmolas e donativos, é que me espanta e escandaliza. É certo que a promiscuidade da igreja católica com o mundo obscuro do dinheiro sujo já é antiga, e para sustentar a verdade de tal afirmação basta recordar o escândalo do Banco Ambrosiano, em Itália, e da ligação do arcebispo Paul Marcinkus, enquanto presidente do Banco do Vaticano, ao mundo da Mafia e da loja maçónica P2, para se chegar à conclusão de que a igreja católica comporta-se como se fosse uma grande empresa multinacional. Mas eu, talvez ingenuamente, julgava que os estragos ao nível da sua credibilidade, provocados por aquele escândalo, a tivessem obrigado a abandonar tal comportamento. Mas não! A sede de fazer render o dinheiro das esmolas, que em Fátima atingem valores astronómicos, levou a igreja católica a alinhar com o Diabo no mundo da especulação financeira.
Eu não sei se o Secretariado dos Pastorinhos, ao arriscar perder cerca de 340 milhões de euros, não poderá comprometer a canonização de Francisco e Jacinta Marto. Neste caso, talvez deus tivesse escrito direito por linhas tortas. Também sei que tenho actuado correctamente ao deitar para o caixote do lixo a amável carta que, todos os anos, pelo Natal, os Missionários Cambonianos me enviam, a desejar as Boas-Festas, acompanhada por um envelope RSF destinado a enviar um donativo. Mas agora também já sei que a igreja católica fez uma profissão de fé com a farisaica agiotagem lusitana.

Freira espanhola expulsa de convento por causa do Facebook

Viva num convento de Toledo há mais de 35 anos, mas o Facebook veio ditar a sua expulsão. María Jesús Galán recebeu ordem de saída por parte das outras freiras por causa do clima de tensão criado pelos hábitos online de Galán, que no ano passado lhe valeram um prémio da junta de Castilla-La Mancha.
PÚBLICO
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Quando deparei com o insólito título desta notícia, pensei imeditamente em fazer um comentário irónico, à medida da bizarria evidente. Mas, depois de ler o teor da notícia, mudei de opinião.
Penso que, neste momento, a freira Maria Jesus Galán chegou também à conclusão que a clausura é uma instituiçãp medieval, que já não se compadece com a modernidade da sociedade actual. E o que aconteceu, neste caso, independentemente dos motivos invocados para a expulsão, é que Maria Jesus Galán quebrou, virtualmente, os votos de clausura. Ela, através da internet e do Facebook, saía e entrava no convento quando queria, convivia com o mundo exterior, convidava os amigos e amigas a visitá-la na sua cela e via coisas interditas aos olhos de uma qualquer freira. Deixou de pertencer ao convento. Julgo que o Senhor a libertou, para que ela possa, com êxito, entregar-se à sua verdadeira vocação. As oportunidades não lhe irão faltar. E ainda bem. O convento é ficou mais pobre.

MUAMMAR KHADDAFI REPRIME AS MANIFESTAÇOES NA LÍBIA

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O efeito dominó já chegou à Líbia. O ditador, para tentar acalmar a revolta, já dá tudo. Liberta presos políticos e baixa os preços dos alimentos. Só não dá a tenda!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Aditamento ao post anterior sobre as ejaculações, digo, erupções do Sol...

Ler, primeiro, post anterior
Efeitos da erupção solar deverão atingir a terra quinta ou sexta-feira
"Acreditamos que o efeito da erupção solar atinja a terra entre esta quinta-feira à noite e sexta-feira de manhã", afirma Alan Thomson, do Instituto Geológico Britânico.
VISÃO
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Quem quiser aproveitar, ainda pode pôr-se a jeito...

Sol brindou Dia dos Namorados com maior erupção dos últimos quatro anos

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Conta a NASA que o Sol não produzia uma erupção como a que produziu no dia 14, Dia dos Namorados, há quatro anos. As imagens recolhidas pelo Observatório de Dinâmica Solar da agência espacial norte-americana mostram aquela que é a primeira erupção de categoria X, a categoria máxima, desde 2006.
PÚBLICO
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Contei quinze ejaculações do Sol, nos trinta e três segundos da duração do filme, uma impressionante média de uma ejaculação em cada dois segundos, o que deixa o primeiro ministro de Itália, Silvio Berlusconi, a uma humilhante distância.
Os astrónomos já sabiam que o Sol dava umas valentes quecas na Terra e na Lua e alguns até admitem a teoria de que os tremores de terra não são mais do que intensas manifestações de prazer dessas astronómicas cópulas siderais. Mas esta queca foi muito especial, talvez por ser no Dia dos Namorados, o que leva a supor de que foi da categoria XL e não da categoria X, como vem referido na notícia.

Redução de inscritos pode indiciar “inversão de tendências”, diz o Governo

O secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, considerou hoje que a redução de desempregados inscritos em Janeiro nos centros de emprego “poderá ser o indício de uma inversão de tendências”, mas aconselhou moderação na análise dos números. O secretário de Estado comentava os números hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), segundo os quais o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego caiu 0,5 por cento em Janeiro, face ao período homólogo de 2010, abrangendo 557.244 pessoas.
PÚBLICO
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No meio do gigantesco drama do desemprego, um secretário de Estado agarra-se desesperadamente a umas insignificantes cinco décimas, respeitantes a uma descida do número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego e Formação Social no mês de Janeiro, para, a partir daí, tirar conclusões precipitadas sobre inversões de tendências, em que nem ele próprio acredita. Receio bem que Valter Lemos, um autêntico Einstein das ciências de Educação, que ficou célebre por inventar a fórmula matemática* do índice de dificuldade e de discriminação de cada item de uma grelha de avaliação do aluno, proposta por si, num livro que publicou, e que provocou uma gargalhada geral no meio académico, ainda venha a inventar uma fórmula mágica para calcular a taxa de desemprego e que já exclua o número de desempregados que se calcula que venham a morrer nos próximos cinco anos, e que, por isso mesmo, já não devem contar para o totobola.
Valter Lemos, no seu pensamento tortuoso, procura iludir uma realidade que é conhecida, e que consiste na manobra burocrática de tentar subtilmente influenciar os desempregados, que acabam o período do subsídio de desemprego, a deixarem cair a sua inscrição. Basta o facto do desempregado se esquecer de devolver o impresso, que o centro de emprego diligentemente lhe envia pelo correio, a perguntar se pretende manter-se inscrito como desempregado, para que o seu nome seja abatido na lista dos desempregados.
Por outro lado, o item número de desempregados inscritos nos centros de emprego não é fiável, a tal ponto que é ignorado, nas suas estatísticas sobre o desemprego, pelo INE e pelo Banco de Portugal.
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* No seu livro "O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem", Valter Lemos propõe, para calcular o "índice de dificuldade e o de discriminação", a fórmula Df= (M+P):N, em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente. Se também nos detivermos no pensamento, expresso em epígrafe, naquele livro, em que Valter Lemos escreve "Quem mais conhece melhor ama.", teremos de concluir que Portugal vai ter mais um Nobel.

Inovação pedagógica...

Amabilidade do João Fráguas, que enviou esta imagem
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Os alunos desta aplicada e criativa professora de Geografia nunca mais irão esquecer o que é o Meridiano de Greenwich. Assim as professoras de Matemática encontrassem um método semelhante para ensinar a potenciação, que os alunos têm dificuldade em compreender, embora, a maior parte já saiba operacionalizar as potências de dois.

Ice Age 4: Scrat Continental Crack Up HD

Sugerido pelo João Fráguas
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Se não tivesse ocorrido a tectónica de placas e a consequente deriva continental, o Vasco da Gama não teria descoberto o caminho marítimo para a India, nem o Alberto João Jardim teria sido o soba da Madeira.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O mundo está perdido!...

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Amabilidade do João Fráguas, que enviou a imagem

Campus de Justiça custa mais 10 milhões e não dá para grandes julgamentos


O Campus de Justiça de Lisboa, inaugurado em Julho de 2009, custa ao Ministério da Justiça mais 10 milhões de euros em rendas e condomínio que as anteriores instalações, a maioria das quais alugadas. Isso mesmo é admitido pelo Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça (IGFIJ), na explicação das contas de 2009. Nesse ano estavam previstos para a locação de edifícios 5,6 milhões de euros, tendo a despesa real obrigado a uma correcção no orçamento. No final do ano gastaram-se mais de 16,3 milhões, a maioria dos quais atribuídas a despesas com rendas no Campus de Justiça.
A falta de salas de audiências adequadas às necessidades é uma delas. Hoje mesmo começa o debate instrutório de um dos mais mediáticos processos judiciais, o da Face Oculta, e o Tribunal Central de Instrução Criminal teve que se transferir para Monsanto, porque no campus não existe uma sala com capacidade para albergar os 36 arguidos do caso. Este ano o mesmo aconteceu com o caso BPN.
PÚBLICO
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Quando o Estado, através da transacção de bens e serviços, não consegue melhorar as funcionalidades previstas e desejadas, e os seus custos são muito superiores aos despendidos com os anteriores modelos de funcionamento, eu desconfio. Nestes casos, alguém se aboletou com uma parte do diferencial entre o valor previsto e o efectivamente pago. Os exemplos multiplicam-se assustadoramente.

Valter Lemos diz que valores estão "elevados" mas mostram desaceleração

O secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, admitiu hoje que Portugal está com "valores bastante elevados" de desemprego, mas em desaceleração face a 2009, não prevendo um grande agravamento para 2011.
Diário de Notícias
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Quando Valter Lemos, um obscuro professor de uma escola politécnica, que, por via partidária, e beneficiando da amizade de José Sócrates, ascende ao honroso cargo de secretário de Estado da Educação, no anterior governo, João pereira Coutinho, com um certo cinismo, diga-se, escreve sobre ele o seguinte, no Expresso:
"Nem sempre concordei com Valter Lemos. Mas é justo reconhecer o esforço do cavalheiro na luta perpétua contra o insucesso escolar. Na passada semana, o "Expresso" noticiou o caso de Luís, 15 anos, que passou para o 7.º com oito negativas e uma positiva (a Educação Física). Razão tinha o outro: quem não sabe fazer nada, estuda; quem não sabe estudar, estuda Educação Física. Mas o Secretário de Estado não se atemoriza com este cenário: diz Valter Lemos que, perante a desgraça dos nossos números internacionais, reprovar o Luís seria enxotá-lo para fora do sistema e entregá-lo a uma vida de marginalidade. Enquanto o Luís andar na escola, ele pode não saber ler, escrever, contar, falar ou pensar. Mas, pelo menos, não anda por aí a envergonhar o governo nas estatísticas internacionais. Nem a roubar. Nem a matar".
Provavelmente, nos dias de hoje, o Luís já não anda na escola, e tudo leva a crer que ainda não saiba ler, escrever, contar, falar ou pensar. Mas não tenho dúvida nenhuma que ele já anda a envergonhar as estatísticas internacionais. Só espero que não comece a roubar e a matar.
Pois é este homem, promovido neste governo a secretário de Estado do Trabalho, devido ao seu elevado mérito, demonstrado na cruzada contra o insucesso escolar (julgo que a concepção do programa Novas Oportunidades saiu da sua brilhante cabeça), que nos vem dizer agora que os níveis de desemprego não são assim tão maus como dizem, agarrando-se ao conceito da desaceleração, quando as estatísticas apontam precisamente no sentido contrário. E isto para não falar da da recessão, que ele, a pés juntos, jurava não vir a ocorrer, o que foi logo amargamente desmentido, no dia seguinte, pelo governador do Banco de Portugal.
Recorde-se que no ano anterior, Valter Lemos, comentando os números do desemprego do terceiro trimestre, veio com o mesmo argumento da desaceleração, o que começa a ser suspeito. Quando este governante de aviário chegar à conclusão que já ninguém o ouve, ainda irei aturá-lo a declarar que vale mais um bom desempregado do que um bom empregado. Há homens que são capazes de tudo para dar nas vistas.

TGV Poceirão Caia

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um Poema ao Acaso: Descrição da Guerra em Guernica - Carlos de Oliveira

DESCRIÇÃO DA GUERRA EM GUERNICA

I

Entra pela janela
o anjo camponês;
com a terceira luz na mão;
minucioso, habituado
aos interiores do cereal,
aos utensílios
que dormem na fuligem;
os seus olhos rurais
não compreendem bem os símbolos
desta colheita: hélices,
motores furiosos;
e estende mais o braço; planta
no ar, como uma árvore,
a chama do candeeiro.


II

As outras duas luzes
são lisas, ofuscantes;
lembram a cal, o zinco branco
nas pedreiras;
ou nos umbrais
de cantaria aparelhada; bruscamente;
a arder; há o mesmo
branco na lâmpada do tecto;
o mesmo zinco
nas máquinas que voam
fabricando o incêndio; e assim,
por toda a parte,
a mesma cal mecânica
vibra os seus cutelos.


III

Ao alto; à esquerda;
onde aparece a linha da garganta,
a curva distendida como
o gráfico dum grito;
o som é impossível; impede-o pelo menos
o animal fumegante;
com o peso das patas, com os longos
músculos negros; sem esquecer
o sal silencioso
no outro coração:
por cima dele; inútil; a mão desta
mulher de joelhos
entre as pernas do touro.


IV

Em baixo, contra o chão
de tijolo queimado,
os fragmentos de uma estátua;
ou o construtor da casa
já sem fio de prumo,
barro, sestas pobres? Quem
tenta salvar o dia,
o seu resíduo
de gente e poucos bens? Opor
à química da guerra,
aos reagentes dissolvendo
a construção, as traves,
este gládio,
esta palavra arcaica?


V

Mesa, madeira posta
próximo dos homens: pelo corte
da plaina,
a lixa ríspida,
a cera sobre o betume, os nós;
e dedos tacteando
as últimas rugosidades;
morosamente; com amor
do carpinteiro ao objecto
que nasceu
para viver na casa;
no sítio destinada há muito;
como se fosse, quase,
uma criança da família.


VI

O pássaro; a sua anatomia
rápida; forma cheia de pressa,
que se condensa
apenas o bastante
para ser visível no céu,
sem o ferir;
modelo de outros voos: nuvens;
e vento leve, folhas;
agora, atónito, abre as asas
no deserto da mesa;
tenta gritar às falsas aves
que a morte é diferente:
cruzar o céu com a suavidade
dum rumor a sumir-se.


VII

Cavalo; reprodutor
de luz nos prados; quando
respira, os brônquios;
dois frémitos de soro; exalam
essa névoa
que o primeiro sol transforma
muma crina trémula
sobre pastos e éguas; mas aqui
marcou-o o ferro
dos lavradores que o anjo ignora;
e endureceu-o de tal modo
que se entrega;
como as bestas bíblicas;
ao tétano ao furor.


VIII

Outra mulher: o susto
a entrar no pesadelo;
oprime-a o ar; e cada passo
é apenas peso: seios
donde os mamilos pendem,
gotas duras
de leite e medo; quase pedras;
memória tropeçando
em árvores, parentes,
num descampado vagaroso;
e amor também:
espécie de peso que produz
por dentro da mulher
os mesmos passos densos.


IX

Casas desidratadas
no alto forno; e olhando-as,
momentos antes de ruírem,
o anjo desolado
pensa: entre detritos
sem nenhum cerne ou água,
como anunciar
outra vez o milagre das salas;
dos quartos; crescendo cisco
a cisco, filho a filho?
as máquinas estranhas,
os motores com sede, nem sequer
o espírito das minhas casas;
evaporaram-no apenas.


X

O incêndio desce;
do canto superior direito;
sobre os sótãos,
os degraus das escadas
a oscilar;
hélices, vibrações, percutem os alicerces;
e o fogo, veloz agora, fende-os, desmorona
toda a arquitectura;
as paredes áridas desabam
mas o seu desenho
sobrevive no ar; sustém-no
a terceira mulher; a última; com os braços
erguidos; com o suor da estrela
tatuada na testa.

Carlos de Oliveira
(1921-1981)
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Nota:
Carlos Oliveira, escritor e poeta neo-realista, já aqui referido e publicado, escreveu este belo poema, ancorando-se nas assombradas figuras da célebre tela de Picasso, para descrever a tragédia do massacre de Guernica, na tarde de 26 de Abril de 1937, perpetrado pela Legião Condor, corpo militar este, constituído por várias esquadrilhas de modernos aviões alemães e respectivas tripulações, e que Hitler enviou em auxílio de Franco, logo no início da Guerra Civil de Espanha.
Iniciou-se aqui uma nova fase na estratégia da guerra, os bombardeamentos intensivos de populações civis, os chamados bombardeamentos de saturação, conforme a nomenclatura usada pelos estrategas de Goering, e que tiveram trágica continuidade logo a seguir, na 2ª Guerra Mundial.
Aconselha-se a leitura deste poema, acompanhada pela visualização das figuras pictórias da tela de Picasso, seleccionadas pelo rectângulo vermelho, publicadas no post anterior.

Para compreender melhor a Guernica de Picasso

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Amabilidade do João Fráguas, que enviou estas imagens