Páginas

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Poderá o PS entender-se com o Bloco de Esquerda?...

Hoje, no programa Opinião Pública, da SIC Notícias, ouvi um clarividente testemunho de um emigrante português na Grã-Bretanha, a destoar, pelo seu rigor de análise e pela clareza de pensamento e de linguagem, da maioria dos comentários ali normalmente surgidos.
Desculpando-se previamente, e com humildade, do factor ausência, que poderia, eventualmente, obscurecer ou adulterar a sua percepção sobre a sociedade portuguesa actual, este cidadão, que teve de abandonar Portugal para, segundo disse, proporcionar uma vida mais digna à sua família, apontou, de uma forma certeira e objectiva, a principal razão impeditiva de uma eventual coligação pós-eleitoral, ou até de um entendimento com incidência parlamentar, entre o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda, no caso dos bloquistas continuarem a pugnar por tudo aquilo que têm vindo a defender e a rejeitar tudo aquilo que têm vindo a denunciar.
Uma posição de integridade e de intransigência em relação ao seu ideário, por parte do BE, por mais que pudesse ser ultrapassada pela cúpula do PS, por uma questão de sobrevivência política e de conveniência táctica, iria, contudo, incendiar aquela parte do aparelhismo partidário socialista, cuja única militância que se lhe conhece é a do exercício de altos cargos, milionariamente remunerados, em departamentos autónomos do aparelho de Estado e em empresas ou em instituições, onde esse Estado tem preponderência, cargos esses que, harmoniosamente, vão sendo repartidos, na mesma legislatura, entre os barões do PS e do PSD, através de um espúrio e secreto entendimento, que sustenta a existência do chamado Bloco Central de interesses, e que, pelo seu estatuto social e pelo seu significativo número, constituem o verdadeiro sustentáculo dos dois partidos, ou, se quisermos, a grande guarda avançada do núcleo duro.
Se essa coligação ou esse acordo com incidência parlamentar vier a consumar-se, a fim de viabilizar um governo minoritário do PS, os holofotes passarão a estar centrados, não nas contradições do PS, já habituais no seu comportamento, que é sempre diferente, enquanto está na oposição e enquanto está no governo, mas nas eventuais e hipotéticas tergirversões de Francisco Louçã e do seu BE.
Este cidadão emigrante tem toda a razão.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Esta mulher devia andar em campanha eleitoral, nas arruadas. Há talentos que se desperdiçam!...

A mocinha da SIC, que segura no microfone, não entendeu a anedota. Ou então fingiu que estava envergonhada.

P.S. Este vídeo não faz parte da campanha eleitoral de José Sócrates, embora pareça, já que a mulherzinha do boné, aliás, muito atrevidota, fala com entusiasmo do aumento do subsídio aos "velhinhos", dos subsídios às criancinhas e da descida dos impostos. Isso de apertar as mamas, em política, é uma outra história.

Tudo é possível neste país, onde até os porcos já andam de bicicleta...

Imagem do blogue Revolução da Alma
Não é levianamente que o director do PÚBLICO anuncia, no seu editorial de hoje (ver post anterior), que "o caso das suspeitas de Belém não acabou ontem".
Também não foi levianamente que o mesmo director, em declarações às televisões, declarou, com alguma convicção, que a captura cirúrgica do email - apenas conhecido por três pessoas da redacção daquele jornal, e que o Diário de Notícias, violando todas as regras deontológicas, divulgou, identificando uma fonte, que pretendia o anonimato - só poderia ter sido obra das secretas, acusação esta de uma enorme gravidade e que apenas foi timidamente desmentida por um dos seus representantes, quando, o que se exigiria, se ela não correspondesse à verdade, seria o accionamento dos mecanismos judiciais, através do Ministério Público, já que o país não pode viver sob a suspeita de possuir uma polícia secreta, dependente totalmente do primeiro ministro, e que poderá, eventualmente, dedicar-se a estes actos de pirataria.
Também não foi levianamente que o dono da Sonay, que detém o título daquele jornal, veio pela primeira vez falar de um dos seus conteúdos, estimulando a direcção, e cito de memória, a não ter medo do poder.
Perante este quadro, e sem reclamar qualquer poder oculto no domínio da premonição, adivinho, no entanto, que as próximas edições do PÚBLICO irão trazer revelações bombásticas sobre esta matéria, e que irão marcar decisivamente as eleições do próximo domingo, se é que não estão já marcadas, com tudo aquilo que ocorreu até hoje.
Espero, pois, até à próxima semana, a oportunidade de me debruçar sobre este caso, declarando, desde já, não ter nenhuma relutância em também admitir a tese da cabala, urdida no palácio de Belém, num quadro de um perigoso jogo da guerrilha institucional.
Tudo é possível neste país, onde até os porcos já andam de bicicleta!...

Editorial do PÚBLICO de hoje


O caso das suspeitas de Belém não acabou ontem

José Manuel Fernandes


Uma vez que este editorial – sobre o afastamento de Fernando Lima da chefia do gabinete de assessoria para a comunicação social do Palácio de Belém – será lido com mil lupas e, se se mantiver o registo dos últimos dias, facilmente treslido, comecemos por relembrar os factos essenciais.

Primeiro facto: há 17 meses um editor do PÚBLICO enviou uma mensagem a um jornalista pedindo-lhe para apurar um conjunto de factos. Esse jornalista não apurou nenhum elemento que fosse susceptível de ser noticiado, e nada foi noticiado. Dados fornecidos por uma só fonte que se quer manter anónima não são notícia no PÚBLICO.

Segundo facto: a 18 de Agosto o PÚBLICO editou uma notícia, baseada numa fonte identificada como “membro da Casa Civil do Presidente da República” em que esta assumia que esta se interrogava: “Será que em Belém passámos à condição de vigiados?” Uma tal suspeição, assumida por uma fonte do Palácio de Belém, é notícia em qualquer parte do mundo. No dia seguinte essa notícia não só não foi desmentida, como foi confirmada por outros órgãos de informação. Escrevi então em editorial: “Se a Presidência da República quis que se soubesse das suas suspeitas sobre o não cumprimento das regras do jogo por alguns actores políticos é porque sente que pode ficar no olho da tempestade depois das eleições de 27 de Setembro”.

Terceiro facto: quase um mês depois desta notícia, parte do conteúdo de uma troca de mensagens entre a direcção editorial do PÚBLICO, um editor e um jornalista, trocadas exclusivamente no interior do jornal, é entregue a um jornalista da secção política do Expresso. Essa entrega, feita em papel, não foi realizada por ninguém do PÚBLICO, como já explicou o director daquele semanário. O mesmo material terá sido poucas horas depois encaminhado para o Diário de Notícias, uma vez que o Expresso informou a sua fonte que primeiro teria de investigar o significado dessas mensagens. Já o Diário de Notícias optou por revelar correspondência privada com o objectivo de expor a fonte da notícia de 18 de Agosto. Não se sabe como esse conjunto de mensagens saiu para fora do PÚBLICO nem o DN esclareceu como as recebeu.

Estes são os factos essenciais. Sobre o comportamento dos vários órgãos de informação envolvidos já muito foi escrito. É matéria de opinião que envolve directamente o PÚBLICO sobre a qual não nos pronunciaremos nem hoje, nem aqui. Relevante é analisar os factos políticos, não os factos mediáticos.

A primeira questão que se coloca é a de saber se o afastamento de Fernando Lima corresponde ao assumir pela Presidência da República de que as notícias sobre as suas suspeitas de estar a ser vigiada eram falsas ou, então, exageradas. As declarações feitas ainda em Agosto pelo Presidente, assim como o que disse na sexta-feira passada, já depois das notícias sobre Fernando Lima, não permitem concluir que essas suspeitas não existem. Mais: se o Presidente as quisesse por fim desmentir teria ontem podido fazê-lo ao afastar o seu assessor das suas anteriores responsabilidades. De novo isso não aconteceu. Só aconteceu o que não podia deixar de acontecer: Fernando Lima deixou de ter condições pessoais e políticas para falar aos jornalistas, logo foi afastado das relações com a comunicação social.

A segunda questão a discutir, e a mais importante, é o comportamento da Presidência da República. Na verdade, ao permitir que esta questão assumisse a dimensão que assumiu, Cavaco Silva, que já iria estar no olho da tempestade depois das eleições, colocou-se no olho de outra tempestade antes delas. Por isso, das duas, uma: ou a seguir a 27 de Setembro fundamenta as suas suspeitas, e age em conformidade, ou se se limitar a iniciativas pífias terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado, porventura de forma irremediável. Sendo que este processo não se resolve com uma simples queixa à Procuradoria-Geral da República ou o rastreamento do Palácio de Belém para descobrir eventuais aparelhos de escuta. E ninguém perdoará se se perceber que as suspeitas ou não existiam, ou não tinham fundamento, ou eram simplesmente paranóicas.

Há porém uma terceira questão que não pode ser esquecida: a forma como este tema “rebentou” num jornal, isto é, as condições em que correspondência interna do PÚBLICO saiu deste jornal e quem a levou a um jornal que não quis fazer investigação própria, ao contrário do Expresso.

PS. Este jornal deve um esclarecimento de facto aos seus leitores: ao contrário do que afirmou o Provedor do Leitor, ninguém nesta empresa lhe “vasculhou” a correspondência electrónica. O PÚBLICO continua sim a ser o espaço de liberdade que lhe permitiu fazer as críticas que fez.

Os estatutos do homem - Poema de Thiago de Mello

Thiago de Mello

OS ESTATUTOS DO HOMEM

Os Estatutos do Homem, texto escrito em Santiago do Chile em Abril de 1964 pelo poeta brasileiro Thiago de Mello, constituem um autêntico hino aos Direitos Humanos. Façamos votos para que, dos corações dos homens e das mulheres deste nosso planeta e deste nosso tempo, brotem rosas sem espinhos - que a beleza, a arte, a poesia, a sabedoria triunfem perante todas as ignorâncias, todos os dogmas, todos os fanatismos...Paz a todos os Seres!


Acto Institucional Permanente

Artigo I Fica decretado que agora vale a verdade. agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.

Artigo V Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

Artigo VI Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.

Artigo XI Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

Artigo XIII Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

Thiago de Mello
Santiago do Chile, abril de 1964

Cortesia do Diamantino Silva, que enviou este poema e esta fotografia.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Petição Manifesto sobre política de saúde a propósito das eleições legislativas 2009

Em apenas três dias, e até às 21 horas de hoje, "A Petição Manifesto sobre política de saúde a propósito das eleições legislativas 2009" já recebeu 462 assinaturas, o que já pode ser considerado um êxito. Ainda irão chegar mais adesões, nos próximos dias, incluindo a sua, que também é muito importante, a fim de engrossar a voz deste alerta, para que ele chegue, claro e sonante, aos ouvidos do poder político, seja ele de que partido for.
O Serviço Nacional de Saúde é uma conquista social de capital importância, que não pode sucumbir à gula dos lobies, já formados, interessados na sua progressiva degradação para que os agentes privados da saúde ocupem o seu lugar nos seus sectores mais rentáveis, afastando, assim, grande parte da população do acesso a uma medicina de qualidade, como é aquela que é hoje praticada nos hospitais públicos e nos centros de saúde.

A falta de solidariedade para com os deficientes!...


O silencioso mundo da deficiência em Portugal, vivido dramaticamente por milhares de famílias, tem sido sistematicamente esquecido pelos sucessivos governos. E os partidos políticos do arco governamental não o referem nos seus programas eleitorais nem nas suas declarações públicas, porque não conta para a contabilidade dos votos; porque não encontra eco numa sociedade que não desenvolveu uma cultura de solidariedade, a não ser aquela que, precariamente, brota pela lágrima do olho, quando um trágico acontecimento, bem enquadrado mediaticamente, mobiliza e emociona electricamente o país.
Apenas a CDU abordou criticamente este grave problema, desprezado pelo Estado e mal compreendido pelos portugueses: um Estado que não assume por inteiro as suas responsabilidades, não proporcionando uma vida minimamente digna aos cidadãos deficientes, com poucos ou nenhuns rendimentos, nem promovendo uma política eficaz e séria de apoio às respectivas famílias; uma sociedade pouco exigente na partilha das responsabilidades, onde cada grupo, apenas reclama o que directamente lhe convém e beneficia, ignorando todos os outros, principalmente os que mais precisam.
A qualidade de uma sociedade e a performance de um governo devem também ser aferidas pela forma como lidam e tratam das suas crianças, dos seus idosos e dos seus deficientes. Portugal não fica bem neste retrato, tirado a preto e branco, com esta objectiva de grande angular.

domingo, 20 de setembro de 2009

Offshore socialista!...

Estado do Sítio

Offshore socialista

A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV eex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo Governo a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis de terceira geração. É privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino, devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.
Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões de euros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho. É evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas, Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado generosamente lhe colocou nos cofres.
Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades, particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.
António Ribeiro Ferreira, Jornalista
***
Comentário do editor: Este dinheiro, que é público, pois resultou de uma concessão do Estado a entidades privadas, não pode ser desviado para uma qualquer instituição particular (mesmo invocando a bondade do disfarce de tratar-se de uma Fundação), titulada pelos governantes que a patrocinaram. É um verdadeiro golpe de baú, que prefigura uma situação tipicamente mafiosa, e que exige a intervenção do Tribunal de Contas e do Ministério Público.
Este governo, cuja desfaçatez está a atingir o intolerável, já não se contenta com os disfarçados favoritismos às suas clientelas e aos grandes lobies financeiros e empresariais, como aconteceu com a concessão, sem concurso público, do Terminal de Alcântara à Mota- Engil, empresa liderada pelo antigo dirigente socialista, Jorge Coelho. Agora, já não tem qualquer pudor em proceder ao esbulho directo dos dinheiros do Estado, esbulho este que o argumento falacioso da compra dos computadores Magalhães não consegue encobrir.
Custa-me a entender, perante estes evidentes e inquietantes sinais de desonestidade, como ainda existem cerca de 33 por cento de portugueses a manifestarem a intenção de votar no Partido Socialista.
AC

sábado, 19 de setembro de 2009

Defender o Serviço Nacional de Saúde


"O Manifesto sobre política de saúde a propósito das eleições legislativas 2009", em forma de petição, e que está a circular na internet, para recolher assinaturas, é subscrito por personalidades ligadas à saúde, onde sobressai o nome do Professor Constantino Sakellarides, personalidade conhecida pelo seu contributo à dinamização do Serviço Nacional da Saúde (SNS), e que já ocupou altos cargos no respectivo ministério.

Os subscritores do Manifesto, preocupados com a intencional indefinição sobre a política da saúde nos programas eleitorais dos dois principais partidos, e relembrando políticas passadas, que, de certa maneira, desfiguraram a matriz original do SNS, lançam um veemente alerta ao país, denunciando as principais ameaças que se perfilam no horizonte, sendo a principal a que se refere à eventual tentação de privatizar os seus sectores mais rentáveis, com o argumento falacioso e cínico de pretender proporcionar aos utentes maior rapidez no acesso e melhor condições de assistência, além de se acenar com a promessa enganadora de uma aparente e sedutora vantagem de consagrar o direito de opção, na escolha do médico e da instituição de saúde.

Como deixei escrito no comentário anexo à minha subscrição da petição, considero que defender a existência e o aprofundamento do Serviço Nacional de Saúde é um dever de cidadania e um imperativo na luta empenhada contra as desigualdades sociais, que se aprofundariam, caso a privatização se consumasse.

Devemos reter as experiências negativas dos Estados Unidos, onde a saúde é um negócio. Mais de metade da população não tem seguro de saúde, sendo obrigada a recorrer aos precários e insuficientes serviços do Estado, normalmente de má qualidade. O panorama da saúde é de tal maneira grave e preocupante que o presidente Obama apresentou um projecto ao Congresso, que prevê a institucionalização de um sistema de saúde universal e gratuito. Recorde-se que, na classificação da Organização Mundial da Saúde, os Estados Unidos, o país mais rico do mundo, aparece numa humilhante posição, a meio da tabela, ao lado de países pouco desenvolvidos. Em contrapartida, Portugal, e devido à existência de um estruturado Serviço Nacional de Saúde, ocupa o honroso 12º lugar.

O PSD já manifestou a sua intenção de envolver os privados na partilha do SNS. O PS, através das experiências negativas da gestão de Correia de Campos no Ministério da Saúde, provou que pretende caminhar, através das enganosas parcerias público-privadas, ou até por outras formas inconfessáveis, para uma paulatina, indolor e disfarçada privatização, o que irá dar ao mesmo.

Compete-nos defender o Serviço Nacional de Saúde, na sua forma e essência, tal como está estruturado, exigindo ao mesmo tempo o seu constante aperfeiçoamento e enriquecimento.
Por isso, convido os leitores a assinarem esta importante petição.

Alexandre de Castro
***

Eu sou a Manuela Moura Guedes... PUM !!!!

Imagem do blogue Pitecos
Na vertigem mediática, mesmo os acontecimentos mais recentes são engolidos pela voracidade do tempo. Já ninguém se lembra do saneamento de Manuela Moura Guedes, na TVI, uma jornalista medíocre, que, ostensivamente, e com o exibicionismo exuberante, só consentido pela privilegiada relação marital com o director da estação, confundia espaço noticioso com espaço de opinião, mas que estava à frente de um programa noticioso acutilante, servido por uma excelente equipa de jornalistas, que, ao praticarem um exemplar e rigoroso jornalismo de investigação, conseguiram provocar um insuportável incómodo ao actual poder político, que tudo fez para os silenciar.
A gravidade desta promíscua intromissão, operada por um silencioso recurso à chantagem indirecta sobre a estrutura accionista, depois de gorada a tentativa de compra da estação por parte da Portugal Telecom, ultrapassa o triste episódio em si mesmo, ganhando expressão pelo que representa, como séria tentativa de exercer um controlo sobre os meios de comunicação social, ameaçando, assim, seriamente, a liberdade de imprensa. E essa ameaça não é de agora. Ela já marcou forte presença na revisão do Estatuto do Jornalista, através das limitações impostas ao sigilo das fontes, e, também, através da partidarização da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC).


Mortalidade infantil: Uma vitória de Portugal!...

Raras vezes, é possível soltar, orgulhosamente, o brado de vitória de Portugal, no que ao bem estar dos portugueses diz respeito, tal já é o hábito da humilhação de vermos a sua posição remetida para os últimos lugares da Europa, nos vários indicadores económicos e sociais.
A posição que Portugal ocupa hoje, em relação à mortalidade infantil, não nos pode deixar indiferentes, e constitui um bom exemplo da nossa capacidade empreendedora, quando se actua com inteligência e recrutando as pessoas mais competentes e imbuídas do espírito de entrega ao serviço público.
Segundo o Anuário de 2009, do Eurostat, o gabinete de estatística da UE, Portugal viu reduzida a sua taxa de mortalidade infantil de 64,9 mortes por mil nascimentos, em 1965, para 3,4 em 2007. Para o mesmo período, a permilagem para a UE era de 28,6, em 1965, e de 4,7 em 2009, o que, actualmente, coloca Portugal num lugar confortável em relação à média europeia.
Estes números, que nos orgulham, devem-se à cobertura sanitária, assegurada pelo Serviço Nacional de Saúde e ao incremento, na década de oitenta, dos cuidados materno-infantis, impulsionados pelo médico Albino Aroso, secretário de Estado da Saúde no XI Governo Constitucional, que instituiu e estruturou as consultas de planeamento familiar.

As companhias de Manuela Ferreira Leite...


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Este agricultor prepara-se para gozar o seu dia de folga...


Até as crianças já conhecem o melhor método para subir na vida!...

Imagem do abnoxio
***
As crianças seguem sempre os maus exemplos do adultos. E se em Portugal se fizesse esta pergunta às crianças das escolas? O país afundava-se, e seria motivo suficiente para Sócrates anunciar a Reforma da Educação, proibindo a formulação de perguntas estranhas aos alunos do ensino básico!
Para não os traumatizar!...

Mary Travers morreu ontem!...




Cerca de quarenta anos separam estas duas fotografias. São de Mary Travers, a cantora norte-americana, do grupo "Peter, Paul and Mary". Morreu ontem, vítima de leucemia, aos 72 anos.
Sempre que leio notícias destas, estremeço e sou arrastado para a reflexão sobre o efémero e sobre a volatilidade da vida. Ouvi muitas canções desta mulher, enquanto ela brilhou no universo do estrelato, também ele efémero e ingrato. Depois, esquecia-a, como dela se esqueceram todos os que lhe aproveitaram o talento. Nunca mais me lembrei dela. Até ontem, quando li a notícia da sua morte.
Invade-me um sentimento de estranheza, quando olho para estas duas fotografias, uma ao lado da outra, e é doloroso pensar que ambas pertenceram à vida da mesma mulher! Desta mulher que morreu ontem, e desta mulher, jovem e bela, que eu, distraidamente, ouvia cantar há quarenta anos. E eu que julgava que as estrelas não envelheciam nem morriam!

Mary Travers - And When I Die


Um texto de Pedro Frias sobre a jornada de luta dos enfermeiros, a ocorrer hoje...


A necessária e justa luta dos Enfermeiros Portugueses vai continuar

Hoje, dia 18 de Setembro, os enfermeiros portugueses escreverão mais uma página no capítulo da sua luta. Estaremos em luta, não por questões balofas e de mero oportunismo político, uma vez que se aproximam as eleições legislativas, mas sim porque exigimos que este Ministério da Saúde trate os enfermeiros com a dignidade que eles merecem.
Depois das várias lutas que desenvolvemos no primeiro processo negocial da carreira de enfermagem, que congregou a força de milhares de enfermeiros e obrigou o Ministério da Saúde a recuar, a ceder e a reconhecer a justiça das nossas reivindicações, tudo fazia crer que o Ministério da Saúde, nesta segunda fase do processo negocial, evoluísse na sua posição, relativamente às questões salariais e reconhecesse o aumento das competências e da responsabilidade que os enfermeiros têm vindo a assumir no Serviço Nacional de Saúde.
Contudo, ao contrário do que seria de esperar, o Ministério da Saúde, enraizado nas suas concepções retrógradas da profissão de Enfermagem e no conceito medicocêntrico da saúde em Portugal, teima em tratar os enfermeiros de forma diferente, para pior, de outros sectores profissionais, mesmo daqueles que connosco constituem as equipas multidisciplinares nos serviços onde exercemos funções.
Esta atitude por parte do Ministério da Saúde não poderia ter outra resposta por parte dos enfermeiros que não fosse a luta. Hoje os enfermeiros portugueses demonstrarão mais uma vez que não aceitam ser desrespeitados pelo Ministério da Saúde e que, tal como aconteceu noutras situações, usarão a sua força para lutar pelas suas justas reivindicações, pela melhoria das condições de trabalho e pela dignificação da profissão de Enfermagem.
Bem sabemos que nunca nada foi dado aos enfermeiros ao abrigo de um qualquer lobbie e, por isso mesmo, porque tudo o que a Enfermagem Portuguesa tem conseguido tem sido baseado na luta de milhares e milhares de enfermeiros de diferentes gerações, estamos conscientes da necessidade de irmos à luta… irmos à luta não só por nós mas também pela defesa da qualidade e segurança dos cuidados de enfermagem que todos os dias e de forma contínua prestamos aos utentes.

Pedro Frias
Enfermeiro
***
Nota do Editor: O Serviço Nacional de Saúde (SNS) não poderá alcançar os níveis de excelência desejados, se os seus profissionais não estiverem empenhados e motivados para a causa do serviço público. Para isso, é necessário que o Estado lhes proporcione as condições de dignidade, que satisfaçam, tanto quanto possível, as suas expectativas.
Nos dias de hoje, a enfermagem exige a aquisição de elevadas competências técnicas, que só o ensino superior pode garantir. Todos os enfermeiros a trabalhar no SNS possuem o grau académico da licenciatura ou do bacharelato. É razoável que as respectivas remunerações reflictam estas qualificações, alinhando o seu valor pelo de outros profissionais equiparados da Função Pública.
Por outro lado, é necessário reconhecer a especificidade da profissão, muito desgastante, física e psicologicamente. Quem conhece a realidade dos hospitais sabe que são os enfermeiros a garantir o seu ininterrupto funcionamento, durante as 24 horas do dia, o que requer um grande esforço.
A jornada de luta de hoje, assenta nestes pressupostos, demasiadamente justos e correctos para não serem atendidos pelo Ministério da Saúde.
Agradeço ao Pedro Frias, seguidor deste blogue, desde a primeira hora, a sua disponibilidade para escrever este texto que, com prazer, se publica, contribuindo-se assim para a divulgação e a compreensão daquela iniciativa sindical.
AC

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Presidente dos EUA nega que ataques à sua presidência sejam uma questão de raça

A primeira medida de Obama quando entrou na Casa Branca.
***
A propósito de uma grande manifestação, realizada em Washington, no sábado passado, em que milhares de manifestantes contestaram o projecto de da reforma da saúde, corajosamente proposto pelo presidente Barak Obama, o ex-presidente democrata, Jimmy Carter, considerou que "aquela vaga de contestação exprimia um sentimento racista". No entanto, na Casa Branca, esta teoria não teve acolhimento.
É muito difícil, neste momento, avaliar se o sentimento racista contra o presidente está a ganhar algum terreno. Os meios de comunicação social, atentos a todos os movimentos de opinião, não registaram nenhum sinal significativo nesse sentido. Apesar de a imagem do presidente ter descido nas sondagens, o magnético efeito Obama continua a galvanizar transversalmente a sociedade americana, o que desencorajará as bolsas residuais(?) de segregacionistas empedernidos. No entanto, nada garante que, no futuro, se a frustração começar a minar as expectativas dos seus apoiantes, caso as suas decisões políticas contrariem as mensagens explícitas e implícitas dos seus vibrantes discursos da campanha, o argumento racista seja aproveitado oportunisticamente.

A barbárie em nome de Alá!...

Imagens do Diário Ateísta


É nas sociedades tribais, reduzidas ao obscurantismo e à miséria, que o Islão assume a sua matriz primária, dogmática, fanática, fundamentalista e violenta, impondo princípios e condutas medievais aos seus crentes e não crentes. As mulheres vêem-se reduzidas à função da cópula e da reprodução, sendo obrigadas a obedecer aos maridos, verdadeiros soberanos das suas vidas. Em nome de Alá, Maomé, com a sua misoginia, deixou no Corão as vergonhosas e humilhantes suras que escravizam as mulheres e ofendem a sua dignidade, além de as sujeitar, perante qualquer rebeldia ou desobediência, ao bárbaro castigo das chicotadas e das lapidações, em cerimónia pública.
As três religiões do Livro (monoteístas) sempre tiveram grandes dificuldades em aceitar os avanços civilizacionais da Humanidade, mas o islamismo, beneficiando de uma sábia descentralização funcional e de um feroz centralismo doutrinário, conseguiu sempre esmagar qualquer tentativa de reforma, que o actualizasse em relação à vida e ao pensamento dos tempos modernos. A única concessão ao desvio do seu monolitismo religioso, apenas se verifica nas comunidades muçulmanas, inseridas minoritariamente noutra sociedades não islamizadas, mas sempre alimentando a esperança de Alá vir um dia a impor a sua fé a todos os descrentes, até que converta totalitariamente a Humanidade inteira .

"Homens da Luta" agredidos em comício de José Sócrates...

***
Decididamente, Sócrates não domina o improviso, quando alguém lhe altera a formatação do guião ou lhe avaria o teleponto. Foi assim no Seixal, onde se deslocou em ruidosa e encenada campanha, acompanhado pelos capangas da sua segurança pessoal, em maior número do que o de militantes activos e empenhados. A dupla do Vai Tudo Abaixo acabou por impedir que ele anunciasse, naquele estilo de vendedor de feira, que lhe é peculiar, a terceira travessia do Tejo e a construção de um novo hospital naquela localidade da margem sul. A única resposta dada aos artistas humoristas, Nuno e Vasco Duarte (Neto e Falâncio), "que, entusiasticamente, vitoriavam o PS", a propósito do encerramento de fábricas e do aumento do desemprego, reduziu-se a uns empurrões e a uns pontapés, a comprovar que a tolerância e a civilidade acabam no umbigo do ainda primeiro ministro.

Serão os partidos os coveiros da democracia?!...


A ser verdade, o que a revista Sábado noticia, António Preto e Helena Lopes da Costa revelam uma grave compulsividade ao reincidirem na prática do ilícito, tendo, desta vez, comprado votos nos bairros sociais, para os utilizar a seu favor nas eleições das distritais de Lisboa, do PSD. Talvez seja por isso que Manuela Ferreira Leite teimasse em colocá-los em lugares elegíveis na lista de candidatos a deputados da Assembleia da República.
Mais grave ainda, é a suspeita de que esse processo fraudulento também terá sido utilizado regularmente pelo CDS e pelo PS.
Com partidos assim, que se transformaram, paulatinamente, em veículos da corrupção e do nepotismo, não há democracia que resista!...

Para tirar as teimas, Sócrates deveria ir repetir todos os exames à Universidade do PSD, em Castelo de Vide.


O Alpendre da Lua revela, em primeira mão, o documento em que se baseou o presidente da JSD, Pedro Rodrigues, quando, ontem, acusou José Sócrates de falta de rigor na obtenção da sua licenciatura em engenharia na Universidade Independente.

Santana é um pândego!...

Cortesia de M. Jorge Neves
Neste circo da política portuguesa, alguém tem de fazer rir o público.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009


Fotografias do jornal "i"
Cortesia do Pedro Frias, seguidor deste blogue

Eu já acredito em tudo! Num país onde já se vêem os porcos a andar de bicicleta, não me admira nada que uma qualquer solução governativa seja possível. O poder é sempre apetecível para quem anda na política e, na hora da verdade, ajeita-se a albarda ao sabor das conveniências.
Só não entendi por que razão, na fotografia dos dois líderes, as legendas aparecem em cirílico. Se tivessem escolhido os caracteres árabes, até compreendia. Estavam mais de acordo com os bigodes à Sadam Hussein.

GNR apreende três viaturas da caravana do PS

Um dos carros descaracterizados pelo PS
***
No Barreiro, uma Unidade Móvel da GNR apreendeu três viaturas, integradas numa caravana da campanha eleitoral do Partido Socialista, em virtude da descaracterização a que as mesmas foram sujeitas, através da colagem de películas aderentes nos respectivos vidros.
Estamos em presença de mais uma campanha negra contra aquele partido, desencadeada malevolamente pelas forças obscuras da oposição.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1400907&idCanal=12

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Obama: Vira o disco e toca o mesmo!...


O presidente Barak Obama, gorando as expectativas daqueles que acreditavam numa mudança profunda da política dos Estados Unidos, prolongou por mais um ano o embargo económico a Cuba, mantendo em vigor a "Acta de Comércio com o Inimigo", decretada pelo presidente John F. Kennedy em Julho de 1963, na sequência da crise dos mísseis de Cuba. Não tendo sido a primeira nem a última, das várias iniciativas dos Estados Unidos para asfixiar a economia cubana, a "Acta de Comércio com o Inimigo", foi, entretanto, a mais radical, pois estendia a países terceiros a proibição de manterem relações comerciais livres com o novo regime cubano. Os Estados Unidos impuseram, então, a proibição da importação de mercadorias de empresas de terceiros países, que contivessem matérias primas de origem cubana, assim como os bancos desses países não poderiam abrir contas em dólares a pessoas individuais e a instituições de Cuba. Com estas duas drásticas medidas, Cuba ficava limitada na promoção das suas exportações, principalmente o açúcar de cana, o principal produto da sua economia, e via reduzida as possibilidades na obtenção de dólares no estrangeiro, para poder pagar as suas importações.
Depois de um período de abrandamento das sanções, durante a presidência de Jimmy Carter, que se negou a renovar as restrições às viagens a Cuba de cidadãos americanos, ao mesmo tempo que suspendeu as restrições aos gastos em dólares, nessas mesmas viagens, o embargo foi novamente reactivado, de uma forma ostensiva, pelo presidente Ronald Reagan, tendo prosseguido, com a mesma animosidade e virulência, durante a presidência de George W. Bush.
Os cubanos pagaram bem caro a sua revolução e a restauração da sua plena soberania em relação aos Estados Unidos, que exerciam sobre a ilha um poder neo-colonial. Pouca gente sabe que, quando Cuba obteve a independência do regime colonial espanhol, na sequência da guerra hispano-americana, o governo dos Estados Unidos, em 1902, abusando da sua posição dominante na ilha e reclamando os dividendos de ter derrotado as forças do exército espanhol em 1898, exigiu aos parlamentares da Assembleia Constituinte a incorporação de um apêndice à Constituição da República, conhecido pela Emenda Platt, onde se estipulava o seu direito de intervir nos assuntos internos da jovem República, negando-lhe-se assim a condição jurídica de nação soberana. A triunfante revolução cubana de 1959, liderada por Fidel de Castro, rapidamente acabou com aquela limitação à soberania de Cuba.

Não precisam de bola para jogar futebol. Já têm!...


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Nos Estados Unidos a Saúde ainda não é um direito!...

Uma sociedade, que não seja solidária, não tem viabilidade no futuro. Mais tarde ou mais cedo, os excluídos e os marginalizados encarregar-se-ão de reclamar e repor a justiça.
A sociedade americana, muito heterogénea, culturalmente, e muito diversa na sua composição étnica, desenvolveu-se, ao longo da sua curta História, sob o signo do individualismo e da violência. O total extermínio dos índios, a escravatura dos negros nos Estados sulistas e a consequente discriminação racial, que perdurou até ao final do último século, marcaram a personalidade colectiva da população dominante, a anglo-saxónica. Embora reclamando a matriz liberal da Democracia e da Liberdade, inspirada nos valores do iluminismo e dos enciclopedistas franceses, a jovem nação não se libertou a si mesma, já que não é livre um povo que nega a liberdade a um outro povo.
Assim, não me espanta que ainda persistam valores residuais de egoísmo e de intolerância, a marcar o percurso daqueles que, por ignorância ou preconceito, pretendem negar aos outros os direitos de que já usufruem. Aqueles milhares de americanos que se manifestaram contra o projecto de um Serviço Nacional de Saúde, generalizado a toda a população, porque têm possibilidades económicas de aderirem ao perverso sistema de seguros, não fizeram mais do que repetir, numa escala diferente, o que os seus antepassados fizeram aos índios e aos escravos negros. Nessa marcha de protesto andou à solta o egoísmo recalcado, herdado das gerações anteriores, desfilando ao lado da indiferença, que a ausência do espírito da solidariedade proporciona. Nessa tarde foi a América fanática e prepotente que falou. Espero que não fique sem resposta.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1400463&idCanal=11

O olho de Deus...

Hubble: uma fotografia impressionante!
Por mais que a ciência avance, o cosmos, na sua inimaginável dimensão, continuará a desafiar-nos com os seus insondáveis mistérios. Quanto mais nos aproximamos dele, mais ele se afasta, num movimento que ameaça ser perpétuo...
Fotografia do Portugal Diário

domingo, 13 de setembro de 2009

Portugal marca passo na competitividade...

A competitividade vista do sofá...

Portugal volta a ocupar, num conjunto de 133 países, a 43ª posição, no relatório sobre competitividade, elaborado pelo Fórum Económico Mundial (FEM), o conclave internacional responsável, entre outras iniciativas, pela organização do Encontro Anual de Davos, e que agrega as figuras mais importantes do mundo da alta finança, das multinacionais, da política e da economia. Considerando o grupo dos 27 países da UE, Portugal figura na 17ª posição.
Para avaliar aquele importante indicador, que, de certa forma, mede a sustentabilidade e o potencial de uma economia, os peritos do FEM utililizaram 12 parâmetros objectivos, ordenando os países em cada um deles, em função da pontuação atribuída, procedendo depois à sua seriação geral, através da ponderação da média.
Portugal obteve razoáveis pontuações na avaliação ao grau de abertura tarifária ao comércio internacional (5.º lugar); ao tempo de criação de um negócio (9.º)- mérito a creditar ao actual governo ; à taxa de subscrição de telemóvel (12.º) e ao nível de investimento em qualificações (27.º). Na inovação progrediu dois lugares, face à classificação obtida há dois anos, passando a ocupar a posição 33.
No entanto, as fragilidades e as debilidades da economia portuguesa surgem evidentes na avaliação à eficiência do mercado de trabalho -leia-se desregulamentação- (103.ª posição); à estabilidade macro económica (79.ª); à sofisticação do mercado financeiro (62.ª); à sofisticação dos negócios (53.ª) e à eficiência dos mercados (51.ª).

Independência da Madeira, já!...

Jardim não se opõe a um arquipélago independente se Lisboa o desejar

Pela primeira vez estou de acordo com o Bokassa da Madeira. Seria a melhor maneira de nos livrarmos da abstrusa figura, que faz do insulto o seu argumento preferido e da política a sua plataforma de provocação.

Avise a polícia, no caso de encontrar estas preciosidades...


Andy Warhol foi o principal representante da Pop Art, um movimento artístico, nascido na Grã-Bretanha, no pós-guerra, e que nos Estados Unidos, na década de sessenta, atingiu o seu apogeu. Os seus pressupostos incorporam-se no conceito da massificação da próspera sociedade de consumo e rejeitam o hermetismo e o estilo lírico-dramático dos movimentos artísticos anteriores. Assiste-se à subversão da pintura académica, recorrendo à figuração de objectos do quotidiano, inclusivamente através da colagem, técnica que Picasso inventou. As imagens e o grafismo da publicidade comercial passam a ser um dos motivos inspiradores da nova tendência artística, embora os objectos transpostos para a tela ganhem uma maior escala. Esta simplificação de processos não significa, contudo, uma menor expressividade pictórica, nem uma afirmação redutora da arte, que o movimento pretendeu massificar, como se de uma indústria cultural se tratasse..

http://jornal.publico.clix.pt/noticia/13-09-2009/onze-telas--de-andy-warhol-roubadas-em-los-angeles-17789281.htm

Bastidores do Debate Louçã vs Sócrates na RTP1

***
Como se pode ver neste vídeo, Sócrates tem uma obsessão por Manuela Moura Guedes. Psicanaliticamente falando, esta compulsiva fixação na conhecida jornalista, condicionou-lhe o comportamento em relação à TVI. Já se sabe que ela é a única mulher que lhe excita a imaginação e a oratória. Não se sabe, contudo, se ele chega a atingir o orgasmo intelectual.
José Sócrates passa a vida a desafiar Manuela Ferreira Leite para dizer ao país o que vai fazer se vier a chefiar o próximo governo, acusando-a de só dizer o que não irá fazer. Se eu estivesse no lugar da dirigente do PSD, responderia que, para fazer melhor do que fez José Sócrates, bastaria não fazer NADA!...

sábado, 12 de setembro de 2009

Há autarcas que ainda pensam como nos tempos da monarquia ou do salazarismo! Benditos sejam!...

Exmo. Senhor
Dr. Fernando Horácio Moreira Pereira de Melo
Presidente da Câmara Municipal
Avenida 5 de Outubro
4440-503 Valongo
Senhor Presidente da Câmara:
A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) tomou conhecimento de que a Câmara Municipal de Valongo, na sequência das obras de reabilitação, efectuadas na jardim da Praça 1º de Maio, na cidade de Ermesinde, pretende erigir uma estátua da senhora de Fátima naquele espaço público, situação que, a verificar-se, configura um atentado contra o princípio constitucional, que consagra a separação Estado/ Igrejas, ao mesmo tempo que discrimina e ofende agnósticos, ateus e crentes de outras religiões.
A alienação de um espaço público, de forma permanente e definitiva, por iniciativa dos representantes da autarquia, para promover uma determinada religião, neste caso através de uma estátua pia, para a qual já está construído o respectivo pedestal, além de ser claramente lesivo da ética republicana e de violar a laicidade do Estado, não vem prestigiar o poder autárquico nem a isenção eleitoral, comprometendo a laicidade a que devia sentir-se obrigado .
Não colherá, tão pouco, o argumento de, eventualmente, se tratar de uma iniciativa votada democraticamente pelos órgãos autárquicos do concelho do Valongo, já que as decisões a nível municipal não podem violar os princípios constitucionais nem o mais elementar bom senso.
Assim, a Associação Ateísta Portuguesa (AAP) solicita ao Sr. presidente da Câmara que se digne informar esta associação se a informação é verdadeira e, em caso afirmativo, pronunciar-se sobre este assunto, a fim de poder actuar em conformidade, caso se concretize o atentado contra a laicidade do Estado.
Aguardando a resposta de V. Ex.ª, com a possível brevidade, apresento-lhe os meus cumprimentos.
Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 11 de Setembro de 2009
Carlos Esperança
***
A Associação Ateísta Portuguesa, fundada há apenas um ano, tem efectuado um trabalho meritório na denúncia de todas as manifestações que atentam contra a laicidade do Estado, que a Constituição da República consagra, ao mesmo tempo que exerce a sua vigilância crítica sobre alguns comportamentos anacrónicos, impostos pelas religiões aos seus crentes e aos seus praticantes, e que colidem com os valores civilizacionais do nosso tempo.

Só com eleições todos os anos, o PS conseguiria ser socialista!...









Cortesia do Pedro Frias, seguidor deste blogue.

O grande ruído da pré-campanha eleitoral, com promessas atrás de promessas de um candidato que, como primeiro ministro, não cumpriu as promessas anteriores, ou, simplesmente, as adulterou, gorando as expectativas do seu eleitorado de esquerda, tende a fazer esquecer as malfeitorias de uma governação que apenas serviu os interesses do grande capital financeiro e das clientelas que gravitaram à sua volta, e que apostou em universalizar a precariedade no mundo do trabalho, asfixiar a liberdade de imprensa e reduzir a independência do poder judicial, além de ter tentado corrigir o défice orçamental à custa dos sacrifícios da classe média e das classes mais desfavorecidas.

Pior do que Sócrates, só a Manuela!...



***
Contemporâneos - Gafes:Manuela Ferreira Leite
***

Os portugueses já experimentaram o exercício do poder de Manuela Ferreira Leite, quer como ministra da Educação de Cavaco Silva, quer como ministra das Finanças dos dois últimos governos do PSD, os mais desastrados e populistas que a democracia portuguesa conheceu. Se acrescentarmos a este indigente currículo a sua presença na última reunião do "Grupo Bilderberg", o selecto clube, onde o capitalismo internacional traça as linhas gerais das políticas que os subservientes governos, da sua órbita de influência, devem aplicar nos seus respectivos países, fica-se a conhecer melhor o enorme perigo que representaria para o país a sua eventual vitória nas eleições legislativas.
Não nos deveremos esquecer da sua pulsão ditatorial, bem expressa naquela tirada famosa, em que preconizava seis meses de ditadura, "para pôr isto na ordem".

Sócrates vs Sócrates

***
Cortesia do João Fráguas, seguidor deste blogue, e que me pergunta, alarmado, se estaremos condenados a viver sob a tutela do Bloco Central.
***
Se António Guterres era conhecido pelo epíteto de picareta falante, a José Sócrates, com a sua verborreia desgarrada, assentará bem o de escavadora falante!... Ouvi-lo, já é uma tortura insuportável. Tenho esperança que nem ele venha a acreditar no que diz e no que promete...

Tanto desperdício energético!...





Lá virá o dia em que será possível, com o avanço inexorável da ciência, captar esta forma de energia acumulada na atmosfera. Para já, contentemo-nos com a beleza proporcionada pelas suas imagens.

Energia verde: O caminho certo para o século XXI



Primeira central solar gigante para exportar electricidade nasce em Portugal

Lurdes Ferreira
Um grupo de empresários portugueses está a estudar a construção de uma central solar gigante no Alentejo, de dois mil megawatts, destinada à exportação de electricidade verde para a Europa do Norte, e a criação de um novo cluster industrial no país, um investimento que poderá rondar os seis mil milhões de euros, apurou o PÚBLICO.
Do núcleo promotor do projecto, designado Luz.On, fazem parte Mário Baptista Coelho, o homem que ergueu a central de Moura, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Efacec e a EIPElectricidade Industrial Portuguesa, estas últimas duas entidades como parceiras tecnológicas.A megacentral fotovoltaica de elevada concentração, de tecnologia norte-americana e alemã, é um dossier que está há vários meses em preparação. A sua instalação deverá ocupar cerca de cinco mil hectares numa zona não especificada no Alentejo, e é do conhecimento do Governo e da Comissão Europeia, que já deu o seu apoio, por a considerar de interesse europeu.Com arranque estimado para a megacentral em 2011 e sete anos faseados de execução, a Luz.On quer seguir a estratégia que impulsionou a energia eólica no país, através da criação de uma fi leira industrial, juntando parte das empresas situadas neste sector, parte da capacidade hoje virada para o sector automóvel, nomeadamente a metalomecânica e os moldes, e a instalação industrial dos fabricantes das células solares, propriamente ditos.A proximidade geográfica dos fornecedores em relação à central é considerada preferencial, nomeadamente para a produção das células fotovoltaicas. As centrais solares deste tipo em funcionamento até agora foram construídas com painéis importados da China e um dos projectos da Qimonda Solar, entretanto falida, era trazer para Portugal o fabrico do componente de maior intensidade tecnológica para o país, ou seja, de maior valia. A Efacec, por seu lado, já está ligada a este projecto, bem como a EIP, especializada na instalação de subestações e redes de alta tensão.O projecto, virado para a era que se avizinha e que os especialistas designam como a das ‘auto-estradas da energia’, apresenta vários pontos inovadores em relação ao passado. É o primeiro pensado para a exportação de energia verde, visando países que precisam de acelerar a redução das suas metas de emissões de dióxido de carbono para cumprirem as metas europeias para 2020. Não está, por isso, candidato a tarifas subsidiadas no mercado nacional, nem depende do consumo do mercado português.É um dos primeiros projectos a enquadrar-se na nova directiva europeia das renováveis, que abre a porta a um novo modelo de transacções de créditos de emissões de CO2 entre os estados-membros, através dos certificados verdes e das garantias de origem. As novas regras permitem que os países desenvolvam projectos e negoceiem electricidade, sem estarem sempre obrigados a uma transferência física bilateral, mas ao cumprimento de valores globais para o espaço europeu.Portugal-Espanha-FrançaPonto inovador, mas também crítico para o sucesso desta iniciativa, é o facto de esta implicar, ainda assim, uma capacidade de interligação entre Portugal e Espanha e entre esta e França que não é integralmente garantida por parte destes últimos dois países.O lançamento deste projecto vai assentar num entendimento entre França e Espanha, que tarda há mais de duas décadas, quanto à passagem de uma interconexão eléctrica pelos Pirenéus e que tem sido um dos ‘buracos negros’ na construção de uma rede eléctrica verdadeiramente europeia.O reforço das interligações eléctricas entre Portugal e Espanha e entre os dois países ibéricos e França é uma das medidas que se reivindicam historicamente como das mais importantes para o desenvolvimento do próprio mercado ibérico de electricidade (Mibel) e que não tem sido fácil. Os mapas de aumento da capacidade de interligação indicam que da parte portuguesa não haverá constrangimentos à passagem dos dois mil megawatts de energia eléctrica.Com a perspectiva de o preço da energia fotovoltaica tender a descer com projectos de grande escala, é considerado aceitável que chegue aos três euros por watt (actualmente está em cinco euros), o que totalizará cerca de seis mil milhões de euros, segundo cálculos do PÚBLICO. O consórcio escusa-se a comentar este número.A central de Moura ainda hoje é a terceira maior do mundo, mas a unidade que o grupo ora projecta terá uma dimensão 45 vezes superior em termos de potência instalada. Há dois dias, a China firmou com os norte-americanos da Intersolar um memorando de entendimento para a construção de uma central com a mesma potência de dois mil megawatts.A vaga de projectos para megacentrais, a uma escala desconhecida para os padrões de hoje, está a agitar europeus, americanos e chineses e promete mexer com o mercado das tecnologias de energia nos próximos anos, sobretudo por causa dos compromissos internacionais em termos de emissões de gases com efeito de estufa e da pressão de um novo quadro regulatório que sucederá ao Protocolo de Quioto.Há cerca de três meses, foi lançado o Desertec, por um consórcio dominado pela indústria alemã, e que aposta dentro de 30 anos na importação de energia do deserto do Sara para a Europa, e assim satisfazer 15 por cento do consumo europeu. É de longe o mais mega dos projectos e prevê-se que o será durante muitos anos.

Público 11-09-09


***

Portugal encontra-se bem posicionado para se apresentar como um dos países com mais potencialidades para a produção e exportação da energia verde. A fileira da energia eólica, que este governo desenvolveu, sob a acção do ex-ministro Manuel Pinho, abriu o caminho para o aparecimento deste grandioso projecto de produção de energia fotovoltaica, indiscutivelmente de uma grande importância para a economia portuguesa.

Estamos a viver a transição para um novo ciclo da história contemporânea, com a mudança progressiva da fonte primária da energia, da energia fóssil para a energia solar, o que vai acarretar muitas mudanças estruturais na economia, na geopolítica e na sociedade, tal como aconteceu, quando se operou a mudança do carvão para o petróleo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A irracionalidade da ganância conduz sempre à desgraça...


O esquema piramidal, em que o investimento de um aforrador serve para pagar os juros dos cliente anterior, num processo em cadeia, que gera fabulosos lucros, é o sistema mais utilizado pelos burlões da época moderna.
Nos Estados Unidos, foi agora descoberta mais uma rede que funcionou nesse esquema, durante trinta anos. Philip Barry, de 52 anos, começou a receber dinheiro de investidores no final dos anos 70, conseguindo garantir regularmente os lucros anuais acordados, até que a bolha rebentou. Os clientes ganharam muito dinheiro em juros, mas, agora, descobriram que iam ficar sem o capital inicial investido.
E eu que julgava que a nossa D. Branca tinha sido pioneira neste negócio?!...