segunda-feira, 24 de abril de 2017

O 25 DE ABRIL DE 1974 - 100 FOTOGRAFIAS


Amabilidade do João Fráguas

O 25 de Abril já não pode nem deve ser celebrado, como se de uma peça de museu se tratasse. Se ele é uma relíquia, das mais valiosas, da nossa História, que mobilizou um povo inteiro, como nunca antes se tinha visto, também é certo que se constituiu num desígnio nacional para moldar o futuro, partindo de um novo paradigma, de que em Portugal nunca mais poderia ocorrer a negação das liberdades cívicas fundamentais nem permitir a existência de regimes que promovessem a exploração do povo trabalhador e agravassem as desigualdades sociais e económicas.

Se as liberdades e os direitos fundamentais estão garantidos, devido à armadura constitucional, o mesmo não se pode dizer, em relação à esfera económica e social. Neste campo, os três partidos, com responsabilidades na governança, o PS, o PSD e o CDS, têm de assumir a suas responsabilidades históricas, pela forma leviana, incompetente e, nalguns casos, desonesta, como governaram o país, hipotecando-o para o futuro e permitindo o regresso da extrema pobreza a muitas franjas da população portuguesa. Isto seria motivo suficiente para erradicar esses partidos do mapa político nacional e levar a julgamento os seus máximos responsáveis, principalmente aqueles que actuaram de má-fé e em benefício próprio, e que foram muitos. E, no futuro, os desígnios de Abril só poderão ser resgatados, se aquele desiderato for atingido, o que só poderá acontecer, através de uma solução radical, tal como foi radical a solução encontrada, há quarenta e três anos, pelos militares de Abril.
Alexandre de Castro

VIVA O 25 DE ABRIL!...

2017 04 24