Amabilidade do João Fráguas
O 25 de Abril já não pode nem deve ser
celebrado, como se de uma peça de museu se tratasse. Se ele é uma relíquia, das
mais valiosas, da nossa História, que mobilizou um povo inteiro, como nunca
antes se tinha visto, também é certo que se constituiu num desígnio nacional
para moldar o futuro, partindo de um novo paradigma, de que em Portugal nunca
mais poderia ocorrer a negação das liberdades cívicas fundamentais nem permitir
a existência de regimes que promovessem a exploração do povo trabalhador e
agravassem as desigualdades sociais e económicas.
Se as liberdades e os direitos fundamentais
estão garantidos, devido à armadura constitucional, o mesmo não se pode dizer,
em relação à esfera económica e social. Neste campo, os três partidos, com
responsabilidades na governança, o PS, o PSD e o CDS, têm de assumir a suas
responsabilidades históricas, pela forma leviana, incompetente e, nalguns
casos, desonesta, como governaram o país, hipotecando-o para o futuro e
permitindo o regresso da extrema pobreza a muitas franjas da população
portuguesa. Isto seria motivo suficiente para erradicar esses partidos do mapa
político nacional e levar a julgamento os seus máximos responsáveis,
principalmente aqueles que actuaram de má-fé e em benefício próprio, e que foram
muitos. E, no futuro, os desígnios de Abril só poderão ser resgatados, se
aquele desiderato for atingido, o que só poderá acontecer, através de uma
solução radical, tal como foi radical a solução encontrada, há quarenta e três
anos, pelos militares de Abril.
Alexandre de Castro
VIVA
O 25 DE ABRIL!...
2017 04 24