sábado, 31 de outubro de 2015

Aconteça o que acontecer, A LUTA CONTINUA!...


Na semana passada, o líder socialista esteve em Sintra, onde reside, a conversar com o seu presidente de Câmara e amigo Basílio Horta. Entretanto, almoçou com Freitas do Amaral, que lhe declarou apoio durante a campanha, e com António Capucho, com quem esteve esta semana na cafetaria do hotel Altis em Belém.
Capucho garante ao Expresso que “não foi sondado” para o governo e que “também lhe disse que não queria lugar nenhum”. O mesmo se passou com Freitas, que já fez saber que não tinha sido convidado.
Mas no PS há quem olhe para os nomes de Freitas e Capucho como peças importantes para os sinais que Costa quererá dar ao centro: “Ele pode nomeá-los para cargos importantes do Estado para mostrar essa abertura”, explica um destacado socialista. Aliás, é seguindo esta lógica, que outros dirigentes consideram também muito importante que “nas pastas económicas e nas da estrutura do Estado Costa jogue ao centro... para compensar”.

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Ao PCP e ao BE, agora, coloca-se um terrível dilema. É a escolha entre o oito e o oitenta. Ficar pelos oito, parece pouco para quem desejaria mais. Pedir oitenta poderá ser um risco a desaguar numa frustração. A UE arreganharia a dentuça e decidiria açular os cães indígenas para morderem as canelas de António Costa. Aliás, essa guerra já começou. E com muita virulência verbal. Seria uma guerra entre David e Golias. Mas entre ter oito ou nada, será melhor ter o oito. Eu próprio, nas minhas cogitações solitárias, oscilo entre o não e o nim. Será que podemos ter ao mesmo tempo sol na eira e chuva no nabal? Vêm-me à cabeça uma série de aforismos populares: Quem tudo quer, tudo perde; mais vale um pássaro na mão do que dois a voar; grão a grão enche a galinha o papo; devagar se vai ao longe. Aqui, não se pode colocar a equação da soma algébrica entre o tudo e o nada, que inevitavelmente será igual a zero. Ficaríamos na mesma ou pior, pois teríamos percorrido um caminho em circunferência, apenas para, cansados e desanimados, chegar ao ponto de partida. Mas também existe um outro aforismo que aponta para o sentido contrário, o sentido da esperança: quem não arrisca, não petisca; a união faz a força. E eu prefiro ter o PS do meu lado, do que vê-lo do lado de lá. Por outro lado, se, agora, parecemos pequeninos e poucos, perante a arrogante Europa, amanhã poderemos ser grandes e muitos, pois a iniciativa de António Costa poderá ter efeitos de contágio na família socialista europeia. E o facto é que o primeiro-ministro espanhol não consegue esconder o seu nervosismo e a sua ansiedade, com medo que o PSOE venha a aliar-se ao Podemos, o que seria um grande tiro no edifício europeu. Eu já disse por aqui que a corda tem de rebentar por qualquer lado, pois já não se aguenta tanta austeridade e tanta humilhação. 
Mas, porque a vitória pertence sempre aos audazes, aconteça o que acontecer, o caminho só pode ser um: A LUTA CONTINUA.