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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Passos e Portas serão "varridos" pelos militantes

Fotografia do Diário de Notícias
O presidente do PS considerou hoje que, se Paulo Portas e Passos Coelho se recusarem a fazer parte de um Governo liderado por Sócrates a seguir às eleições, serão "varridos" pelos próprios militantes dos seus partidos.
Diário de Notícias
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Só ficará a faltar que José Sócrates seja "varrido" do PS. Acabava-se com a troika portguesa.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1859303

Saber contar até 8 bastava para pergunta de Física


Teste de Físico-Química do 9.º ano identificava planetas do sistema solar e depois pedia a alunos para dizerem quantos são.
Diário de Notícias
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Era previsível. A metodologia das Novas Oportunidades já está a ser aplicada no ensino regular. Agora só falta transpor para o ensino superior público a metodologia da extinta Universidade Independente, onde o primeiro ministro se licenciou em engenharia, na versão de Inglês Técnico. Mas levem também o professor Morais para fazer os exames aos alunos.

Derrocada do PSOE nas eleições regionais e municipais de Espanha


O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de Rodriguez Zapatero sofreu hoje uma pesada derrota nas eleições em 13 das 17 Comunidades Autónomas e em 8115 dos municípios do país. Com 84,68 por cento do voto geral escrutinado, o Partido Popular (PP) de Mariano Rajoy alcançou o seu melhor resultado de sempre neste tipo de eleições.
PÚBLICO
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Para o ano mudam os músicos da orquestra, mas a partitura é a mesma. Até lá, a música vai ser outra, e vai ser tocada na rua, que é o local onde se podem organizar os grandes concertos.
http://publico.pt/Mundo/derrocada-do-psoe-nas-eleicoes-regionais-e-municipais-de-espanha_1495380

domingo, 22 de maio de 2011

Estudo conclui que Portugal é um país de gestores e engenheiros


Quase um quarto dos alunos que frequentam o ensino superior em Portugal está a tirar Gestão e cursos na área da Engenharia. Esta é uma das principais conclusões que se pode retirar da Caracterização do sistema de ensino superior 2009/2010, o primeiro grande estudo elaborado pela Agência de Avaliação do Ensino Superior (A3ES) sobre o ensino superior em Portugal, abrangendo os vários sectores e subsectores e tipo de ensino.
PÚBLICO
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Agora, sim! Com tantos gestores e engenheiros, começo a acreditar que o país vai para a frente.

E se Sócrates fosse o garçon?

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Amabilidade do João Fráguas, que também sugeriu o título.

Um Poema ao Acaso: o anjinho cupido - valter hugo mãe


O anjinho cupido

estávamos a grelhar o anjinho cupido e o
anjinho cupido grelhado é como um
franguinho encolhido sem muita diferença
resolvemos comer o amor porque a
fome era tanta e o amor um desperdício

as flechinhas, com as quais o
anjinho cupido se preocupava tanto, serviram
para fazer o lume, arderam bem e
com facilidade. íamos meter as
flechinhas no cu para as mandar às
urtigas e vingarmo-nos de algum modo, mas
o lume era essencial e a fome grande e
o anjinho cupido tão tenrinho, nós
queríamos mesmo era comer

de barriga cheia sentimos o coração
mirrar, mas nada que não pudéssemos
esperar. foi até engraçado estarmos de
papo para o ar, o sol quentinho, uma brisa
fresca a vir do norte, um sossego dos
bons, e sentir no peito um ratinho a emagrecer
como se tivesse feito exercício e ganho
juízo. comer o amor dá saúde, pensámos, e
a vida de ali em diante tem sido só
graça

a mim, a barriga do cupido soube-me
bem e curou-me a tristeza
a mim, os braços do cupido souberam-me
bem e curaram-me a tristeza
a mim, o rabinho do cupido soube-me
bem e curou-me a tristeza
curado da tristeza, compreendo agora, tudo
me sabe bem

valter hugo mãe

Festa Literária em Julho no Brasil: Escritor valter hugo mãe confirmado na FLIP


O escritor valter hugo mãe com José Saramago

O autor português de "O Apocalipse dos Trabalhadores" participa na Festa Literária Internacional de Paraty, de 6 a 10 de Julho, no Brasil ao lado de Antonio Tabucchi, João Ubaldo Ribeiro, David Byrne, James Ellroy, Joe Sacco, Antonio Candido, Héctor Abad Faciolince e Claude Lanzmann.
O escritor português valter hugo mãe é um dos convidados da FLIP- Festa Literária Internacional de Paraty, que se realiza de 6 a 10 de Julho no Brasil, e este ano tem como homenageado Oswald de Andrade (1890 -1954). O autor de “A máquina de fazer espanhóis” (Alfaguara) irá dividir o palco da Tenda dos Autores com a escritora argentina Pola Oloixarac, considerada pela revista britânica Granta um dos grandes nomes da nova geração de romancistas de língua espanhola.
PÚBLICO
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valter hugo mãe, talentoso romancista e poeta, depois de afirmar-se no panorama literário português, começa a receber o justo reconhecimento internacional, que a sua obra merece. José Saramago disse dele, a propósito do seu livro "o remorso de baltazar serapião", distinguido com o prémio que leva o nome do escritor nobilizado, que se tratava de um verdadeiro tsunami literário.
A Festa Literária Internacional de Paraty, iniciada em 2003, já é um dos maiores e mais importantes festivais literários do mundo, e, nas suas oito edições, tem recebido os escritores de maior reconhecimento internacional. A participação de valter hugo mãe nesse importante festival, além de representar um grande estímulo para o escritor, constitui também mais uma grande oportunidade para a projecção da Literatura Portuguesa além-fronteiras.
Parabéns, valter hugo mãe.
http://www.publico.pt/Cultura/escritor-valter-hugo-mae-confirmado-na-flip_1494998

Curiosidades: E a raínha a vê-los passar e ela a ficar...












São os presidentes da minha contemporaneidade, embora não me recorde de Truman. Lembro-me também de que o primeiro filme a cores que vi, foi o documentário da coroação de Isabel II.

sábado, 21 de maio de 2011

O voto em branco é um voto legítimo

Os partidos do arco da traição

No rescaldo de uma acesa discussão numa das páginas do Facebook, deixei este comentário, que transcrevo:

"O voto em branco é um voto legítimo, que está consagrado na lei e que entra na contabilidade dos votos entrados nas urnas. Aqueles eleitores, que não queiram votar nos partidos do arco da traição (PS-PSD-CDS) e não se revejam nos outros partidos que se apresentam às eleições, devem votar em branco e nunca optar pela abstenção. O que se pretende, com esta proposta, é castigar os partidos que traíram os portugueses, assinando o memorando da troika, e que, ao mesmo tempo, por acção ou por omissão, foram os responsáveis pela actual crise. Quem votar nos partidos do arco da traição, está a legitimar o memorando da troika, que vai ser o verdadeiro programa do próximo governo, seja ele do PS ou do PSD, ou de cada um destes partidos em coligação com o CDS. E eu não tenho dúvidas de que aqueles três partidos, que agora se agridem ferozmente, para conquistarem votos, irão estar de acordo na próxima legislatura e aprovar todas as medidas da troika. Quer dizer: nenhum deles, que fique de fora no próximo governo, exercerá uma oposição credível".

Bento XVI torna-se o primeiro Papa a telefonar para astronautas em órbita


As duas tripulações que se encontram actualmente na Estação Espacial Internacional (ISS) juntaram-se à frente do ecrã de videoconferência, hoje, para uma chamada inédita com origem no Vaticano. Bento XVI esteve uns minutos à conversa com os astronautas em órbita e tornou-se no primeiro Papa a fazê-lo.
PÚBLICO
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Espero que, da próxima vez, o papa Ratzinger possa falar com deus. Bem precisa!
http://publico.pt/Mundo/bento-xvi-usou-a-tecnologia-para-conversar-com-mortais-residentes-nos-ceus_1495259

Too Short

*
Aqui, a linguagem fílmica também é exemplar. Só que a gramárica é outra. (ver, primeiro, o vídeo publicado anteriormente).

Notas do meu rodapé: A eloquência da linguagem fílmica

LOVEFIELD (Short Film by Mathieu Ratthe)
Sugestão do João Fráguas
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Um filme magnífico, que apresenta toda a expressividade da linguagem fílmica, tendo-se ido ir buscar o culto do suspense ao grande realizador Alfred Hitchcock, mas subvertendo-lhe, pelo jogo do efeito surpresa, o espectáculo do terror.
O realizador encaminha o espectador (e a sua curiosidade) pelo trilho rasgado num vasto campo de trigo, exibido exuberantemente numa grande panorâmica, com a imensa seara a ondular ao vento e, abdicando da palavra, socorre-se apenas do som e da imagem, recuperando assim a pureza da particularidade única que emancipou a sétima arte e a tornou distinta de todas as outras manifestações artísticas. Uma banda musical de ritmo sincopado, com predominância da modulação dos agudos, típica nos filmes de terror, um telemóvel abandonado no chão, um pano ensanguentado, como se tudo aquilo fosse um cenário com os destroços de uma violenta luta, o ranger irritante e inquietante de uma tabuleta de sinalização vertical, na estrada próxima, a balouçar pendularmente, devido ao vento, e que o realizador esconde previamente do espectador, a obsessiva presença de um corvo, no seu gralhar persistente, talvez, pensa o espectador, a anunciar desgraça e morte, aquele pé descalço e sujo, a contorcer-se de dor, já que se ouvem gemidos lancinantes, e, depois, a explosão daquele punhal que uma mão enterra violentamente na terra, ao mesmo tempo que a música se suspende bruscamente. Crime, assassinato de uma mulher, pensa o espectador. O homem, o presumível assassino, é mostrado pelo movimento lento e minucioso da câmara, nos seus pormenores mais chocantes: bíceps desenvolvidos, tatuagens de mau gosto no braço, tronco encorpado, e um rosto duro, a evidenciar preocupação. E o persistente gralhar do corvo! Uma fuga precipitada do homem para junto do carro, na estrada, a procura de algo, que se não se pode adivinhar, e, por fim, uma manta, que, julga o espectador, irá servir para cobrir o cadáver. Um enquadramento perfeito dos diferentes planos narrativos, utilizando a câmara e contando a história, apenas com imagens, aqui utilizadas como meio de comunicação privilegiado.
Agradavelmente, o espectador descobre que foi enganado pelo realizador, e que, afinal, aquele homem rude e de aparência violenta, capaz de cometer as maiores torpezas, era um herói que aparece a sorrir de felicidade, por ter ajudado a nascer uma criança, num campo florido de trigo.
Uma realização exemplar, que utilizou a economia de meios proporcionada pela gramática da linguagem da narração fílmica, através da eloquência da imagem.

A culpa foi do sabonete!...

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Pensionista prematuro







Amabilidade da Dacha

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Curiosidades: Diálogo de Colbert e Mazarino

Colbert:

Mazarino

Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV.
Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Notável colecionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV, em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris.

DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO, DURANTE O REINADO DE LUíS XIV:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter, se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros!
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível.
Colbert: E, então, os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: são os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!... Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.
Amabilidade do João Fráguas
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E assim foi identificada a classe média, a mais canina de todas as classes sociais, e que começava a emergir fora do contexto medievo da divisão da sociedade em três classes: clero, nobreza e povo.

Agradecimento


O editor do Alpendre da Lua manifesta o seu agradecimento à Nanda, pela sua decisão de se inscrever como amiga deste blogue.

Procurador liberta colega que conduzia alcoolizada


A procuradora Francisca Costa Santos conduzia em contramão numa das ruas mais movimentadas de Cascais e com 3,08 g/l de álcool. Foi detida mas perdoada por um colega.
O "Correio da Manhã" escreve que uma magistrada do Ministério Público foi detida por um agente da Polícia Municipal (PM) a conduzir em contramão e com taxa-crime de álcool no sangue (3,08 g/l) numa das ruas mais movimentadas de Cascais, sendo mandada em liberdade por um procurador de turno.
Diário de Notícias
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Não é a primeira vez, nem será a última, que estes casos de compadrio de casta emergem do campo da justiça. Trata-se de um problema de cultura (não livresca), ou falta dela, que é transversal à sociedade. Se Dominique Strauss-Kahn tivesse tentado violar uma empregada de um hotel, em Portugal, seria a empregada a ir para a prisão, por difamação. E isto já não é só um problema da Justiça, do Estado e das Leis. É um problema de todos nós, que já perdemos a capacidade de nos indignar. Ou, possivelmente, nunca a tivemos.
http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1856855&especial=Revistas de Imprensa&seccao=TV e MEDIA

Terapia sexual: Privadas: Cursos não cumprem "requisitos mínimos"


Apesar de existirem pós-graduação sem qualidade, Ana Carvalheira lembra que a Comissão Científico-Pedagógica da SPSC também já reconheceu mestrados de terapeuta sexual e atribuiu títulos de terapeutas sexuais a profissionais que frequentaram a pós-graduação da Universidade Lusófona.
"A intervenção em sexologia clínica exige um conjunto de competências científico-profissionais e humanas e a Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, pela sua responsabilidade social acrescida na formação nesta área, tudo fará para impedir a utilização abusiva do título de terapeuta sexual e prevenir as más práticas nesta área tão sensível que é a Saúde Sexual", lê-se na página oficial da SPSC.
Diário de Notícias
***
A Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica tem carradas de razão. Basta abrir a página dos anúncios classificados do Correio da Manhã para se comprovar a denúncia. Há terapeutas de sexologia que até usam chicotes e outros aparelhos de tortura para curar os doentes, o que vai contra as práticas deontológicas. E as consultas até não são caras, a não ser aquelas em que é aplicada como terapia sexual a massagem a quatro mãos, porque exige em simultâneo a acção de duas profissionais do ramo. 

Um Poema ao Acaso: Tríptico doméstico no fluxo do Tempo... - Fátima Inácio Gomes



Tríptico doméstico no fluxo do Tempo...

1
No dia em que bateste
à porta, eu não estava.
Tinha-me ido visitar
lá para as bandas do fim
ou talvez te tivesses
enganado na porta
pois dificilmente
me acharás em mim.

Hoje tiveste sorte
não me apeteceu sair
encontras-me é, assim,
de robe, despenteada
não é este o modo
de receber, bem sei...
mas há dias em que
outra não sei parecer.

Entra e não repares
na grande desarrumação
arrumava-me por dentro
tenho ainda as ideias
espalhadas pelo chão.
Sê gentil e vê se me ajudas
Vê se reconheces os pedaços
Que são meus
Há tanta gente
a impor-me ideias
que já não distingo o que é meu.

Não há pão
para pôr na mesa
nada tenho
para te oferecer
consumi toda a água
que havia
na sede de sobreviver

Senta-te aqui no sofá
Ainda há partes de
Mim, estofadas.
Podem é as cortinas
Estar desbotadas
Por força de tanto as ter
Cerradas...

Sim, abrirei as janelas
Sim, deixarei a porta no trinco
Espanejarei a sala de visitas e
colocarei flores na jarra.
Sempre que quiseres vem visitar-me
Estarei por aqui
Mas quando o fizeres
Traz água, por favor...

Não deixemos
as flores
morrer.

2
Há muito que a Tristeza
habita em mim
e eu sem a querer receber
empurro-a pelas escadas
esmago-a contra os muros
da minha muito lúcida razão.

Ela resiste, tristonha,
Cola-se à alma rasgada
Alimenta-se do meu sofrer
E em cada sorriso qu' ensaio
Espreita
para me escarnecer

Há dias em que anoitece
Logo desde o amanhecer

Terei de lhe enviar um convite
Gentil, para Ela perceber
Qu'eu não fui feita para ser triste
Por isso não a posso receber

Mas se a impertinente demora
Poderá o dia chegar
Em que a tristeza de fora
Se instale de vez em mim
E não mais se queira mudar.

3
Apetece-me ser
Irreverente
Inconsequente
Imprudente
Viver a vida com furor
Mesmo arriscando à dor

Apetece-me saltar
Nas poças da vida
Perturbando a paz
Do gato da vizinha
- Não, minha senhora
Não me vou portar bem!
Esse fato não me quadra
Nem a hipocrisia da cor
Me convém!

E a cabeça da medusa
Desapareceu, confusa
Despida da maledicência
Já pouco poder tem.

E lá continuo eu, alegre,
Saltando nas poças da vida
E há momentos até
Que o gato da vizinha
Vem saltitar a meu pé.
Fátima Inácio Gomes

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fotografia comprovativa da cerimónia fúnebre de Osama bin Laden

Amabilidade do João Fráguas

Sócrates e Mário Lino prepararam privatização das águas em 2000


A privatização parcial do grupo Águas de Portugal (AdP), que o PSD prevê no seu programa eleitoral e que José Sócrates qualificou no sábado como uma "aventura irresponsável", foi discutida e preparada pelo actual primeiro-ministro quando tutelava a pasta do Ambiente, em 2000 e 2001.
PÚBLICO
***
Nestes negócios das privatizações eu nunca sei quem fica a ganhar. Se são todos ou apenas alguns. No entanto, sei perfeitamente quem fica a perder: o Estado e os contribuintes.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Antigamente era assim!

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Notas do meu rodapé: Agora a culpa é da metodologia! Amanhã será da meteorologia!...


Sócrates diz que taxa é resultado da metodologia do INE
O secretário-geral do PS considerou hoje que o indicador de uma taxa de desemprego de 12,4 por cento em Portugal é resultado da nova metodologia do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da crise internacional.
Diário de Notícias
***
Este homem até a matemática é capaz de enganar. É verdade que a alteração da metodologia no processamento do inquérito ao emprego mudou, deixando de ser presencial e passando a entrevista telefónica. Mas isso não altera a dura realidade que o país está a viver em relação ao desemprego, pois, mesmo considerando o modelo de processamento antigo, verifica-se que ele está a aumentar tendencialmente. Por outro lado, se o INE optou por ou novo modelo, é porque o anterior não era muito fiável. Caso contrário, não teria havido motivos que justificassem a alteração efectuada. Por isso, a taxa de desemprego calculada para o 1º Trimestre deste ano, 12,4%, é aquela que mais se aproxima da realidadede. E se à crise financeira e económica de 2008, pode ser imputada alguma responsabilidade, não podemos deixar de considerar a culpa deste governo, por inércia e desleixo, na evolução deste indicador sócio-económico.
Quando se chegou a 2005, ano em que o governo socialista conquistou a maioria absoluta, já se sabia que, desde o início da década, as exportações portuguesas não estavam a crescer o suficiente para manter a convergência da economia com a evolução das economias dos países da UE. Os tímidos crescimentos do PIB, inferiores à média da economia da UE, deviam-se ao maior peso do consumo público e privado. Nos seus dois primeiroa anos de governação, José Sócrates ocupou mais tempo a organizar as campanhas publicitárias para se defender das acusações de que era alvo, do que propriamente governar para resolver os assuntos do país. As grandes decisões, quase sempre envoltas em grandes polémicas, eram avulsas, e muitas delas eram incoerentes, pois obedeciam mais aos interesses privados instalados do que ao interesse público. O novo aeroporto, o TGV, o terminal de Alcântara e as parcerias público-privadas foram situações paradigmáticas desse conluio enttre o Estado e as grandes empresas. Quando a crise internacional chegou, estava tudo por fazer. As medidas assumidas para reanimar o sector exportador chegaram muito tarde, ao mesmo tempo que o consumo começou a sua fase de inversão, devido às medidas dos sucessivos PEC. A partir daqui, o desemprego começou a disparar. E vai, no futuro, continuar a crescer, devido à aplicação das medidas impostas pela trioka, que ainda irá agravar mais a situação.

Notas do meu rodapé: Com amigos destes prefiro os meus inimigos


Opinião no Financial Times: Grécia e Portugal sairão do euro mais cedo ou mais tarde, diz o economista Simon Tilford
O economista Simon Tilford acredita que Portugal e a Grécia poderão sair da zona euro dentro de poucos anos. Mesmo com o plano de assistência financeiro a Portugal desenhado pela UE e o FMI, com medidas menos draconianas do que as dos pacotes de ajuda à Grécia e à Irlanda, o programa de ajustamento ao país “vai certamente sofrer um destino semelhante”, nota num artigo publicado ontem no Financial Times.
PÚBLICO 12.05.2011
***
Esta é também a minha opinião, tal como tenho referido aqui. Uma moeda única forte não serve os interesses da nossa economia. Apenas serve os interesses das economias mais desenvolvidas da Europa, mais concretamente os da Alemanha e os da França. E essa opção deve ser tomada quanto antes, de modo pacífico, recorrendo à renegociação da dívida.
Aliás, foi a partir da adesão à moeda única, que o valor da dívida e o valor do défice orçamental começaram a crescer. A crise financeira de 2008 mais não fez do que agravar uma situação que já vinha a degradar-se desde o início deste século, momento em que terminou o breve ciclo de crescimento da economia portuguesa, que tinha reanimado, a partir de 2005, já não na base do aumento das exportações, como aconteceu entre 1986-1990, mas sustentada principalmente pelo consumo de bens não transacionáveis. E se esta análise tivesse sido feita na altura, Portugal não teria chegado a este ponto. E isto transporta-nos a outra questão, ao sistema político e à incompetência dos nossos políticos, os do PS e os do PSD, os únicos responsáveis pela desgraça do país. Se repararmos bem, Portugal continua sem uma estratégia de desenvolvimento a longo prazo, a não ser aquela, de curto prazo, que foi desenhada e imposta pela troika (UE-FMI-BCE), e que, como também já se disse aqui, vai contra todos os princípios da racionalidade económica. Como afirmam os dois nobilizados, Josephe Stiglitz e Amartya Sen, não é em períodos de recessão económica que se corrigem os défices orçamentais e se pagam as dívidas, pois isso só pode ser feito sustentadamente quando a economia entra em crescimento. E estes dois notáveis economistas recorrem ao exemplo da Alemanha, depois da II Guerra Mundial, que só começou a pagar a sua dívida aos EUA, contraída para operar a sua reconstrução, depois de a sua economia ter começado a crescer nos fins dos anos cinquenta e princípios do anos sessenta, do século passado.
Também é necessário dizer que não se pode falar em plano de ajuda, por parte da UE, quando o seu empréstimo a Portugal vem amarrado a uma taxa de juro a 5,7%. Com amigos destes, prefiro os meus inimigos.  

FMI na berlinda...

Amabilidade do João Fráguas
A nova legenda do FMI: Foder as Mulheres Interessantes

Tchaikvosky: Fotografias de o Lago dos Cisnes

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Amabilidade da Dalia Faceira