segunda-feira, 27 de abril de 2015

Maria Azenha - "Abril dói"



Um poema sublime (dos melhores poemas de Maria Azenha), que escorrega das fontes de todas as lágrimas pelas nossas mãos já frágeis do nosso desespero e do nosso desencanto, porque “Abril chega e nunca mais vem”, tendo-se perdido no labirinto das “palavras sem projeto” e desfazendo o sonho, mil vezes sonhado e desejado do país que queríamos sem escravos.
Mas “quebrou-se este país antigo e puro, conduzido por homens de má-fé e cegos”, que lhe roubaram as “estrelas” e as “bússolas de frente”, para que as “aves” fossem “caindo, uma a uma”.
Obrigado, Maria Azenha.
Alexandre de Castro

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