Depois de mais cinco anos de edição, quase
ininterrupta, o Alpendre da Lua chega
ao seu fim, pela simples razão de que tudo aquilo que começa tem de acabar.
Iniciada a sua edição, no dia 21 de Maio de
2009, com a publicação do poema “Alba”, de Eugénio de Andrade, e atingindo uma
expressiva dimensão estatística reproduzida no registo de 177.779 visitas, 21o seguidores, 318.825 visualizações de páginas e 3.809 publicações, o Alpendre da Lua vagueou por uma grande diversidade de temas, tendo-se
posteriormente fixado na abordagem de temas políticos, económicos e
ideológicos, com especial destaque para os referentes à crise financeira do
nosso país, em que se procurou desmontar criticamente todas as narrativas que
tentavam obscurecer as suas verdadeiras causas, assim como os hiperbólicos e delirantes elogios às erradas
soluções para a resolver, e onde não faltou quem tivesse deitado mão ao
argumento irracional das inevitabilidades.
Foi um trabalho intelectualmente edificante e
gratificante, além de ser também um trabalho civicamente militante. Sinto-me,
pois, compensado.
Uma palavra de agradecimento para os vários
colaboradores e colaboradoras, que, com os seus textos e as suas imagens, prestigiaram
com o seu reconhecido mérito este blogue.
Mas o grande agradecimento vai para todos
aqueles leitores, a maioria deles leitores anónimos, que passaram por aqui e que
deram toda a razão de ser para que o Alpendre
da Lua pudesse ter existido.
Obrigado.
Alexandre de Castro
