terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Europarlamento

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Desengane-se o leitor mais distraído. Não é o primeiro-ministro de Portugal que está a falar, nem nenhum dos dirigentes políticos do arco da traição. Aos dirigentes políticos do PSD, do PS (com honrosas excepções) e do raquítico CDS falta-lhes a dignidade de quem tem a coluna vertebral erecta. São os herdeiros legítimos do Miguel de Vasconcelos, de 1640. Quem está a falar é um corajoso e lúcido eurodeputado, que declarou alto e bom som, não querer uma Europa governada, de forma antidemocrática, pela senhora Angela Merkel. A ditadura financeira, que está a ser imposta aos países do Sul da Europa, alguns já a serem governados por governos não eleitos, não pode sobrepor-se à liberdade e à democracia dos povos, nem colocar em perigo a independência dos países.

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