sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tribo na Papua Nova Guiné encontra o homem branco pela primeira vez (1976)

Amabilidade do Campos de Sousa, que enviou este vídeo.
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Um registo raro do encontro da actual civilização com a sua ancestralidade genealógica. O momento mágico da descoberta, onde se misturou o medo e o espanto perante a novidade nunca vista. Foi preciso usar as mãos para desfazer as dúvidas daquilo que o olhar via. Foi preciso tactear os músculos dos braços e apalpar o cabelo, para reconhecer identidades gémeas. E, depois, foi a alegria da descoberta das maravilhas, nunca suspeitadas. Foi difícil aceitar a imagem do rosto, devolvida pelo espelho, que mais parecia um feitiço, e que, por isso, espalhava o terror . Foi difícil apurar o paladar para a comida exótica. Os gestos eram toscos e descoordenados no manuseamento dos objectos esquisitos. Batiam com o punho na cabeça para exprimirem alegria e satisfação. Ficaram a saber que o mundo se estendia muito para além do território da sua vivência de recolectores e caçadores. A História, para eles, tinha parado no tempo.