sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O Novo World Center será o último símbolo imperial dos EUA?



O Novo World Center será o último símbolo imperial dos EUA?

Para a posteridade e para a memória futura, cada civilização deixa as suas marcas no seu território e naquele que vai ocupando. O Novo World Trade Center é a marca mais emblemática da potência que se impôs ao mundo, nos últimos cem anos, através dos seus modelos ideológicos, políticos, económicos, culturais e militares. Nova Iorque é a Roma dos tempos actuais, monumental e grandiosa em todos os aspectos. É o símbolo imperial do provisório (na História tudo é provisório) triunfo do capitalismo financeiro e do neoliberalismo. Como o tempo virtual da História, ao nível de todas as mudanças evolutivas, vai encurtando progressivamente, em relação ao andamento do tempo real, e como os EUA já atingiram o seu zénite, onde se cruzam todas as contradições, que os “impérios tecem”, é muito possível que o Novo World Trade Center seja a sua última marca imperial. É que o Mundo começa a mexer-se e já se sente que a Humanidade está a caminhar sobre um vulcão, que mais tarde ou mais cedo vai entrar em erupção. Que ninguém pense que se chegou ao fim da História. 

Novos tempos chegarão, com novas alegrias e novas dores, com gloriosas realizações e com enormes decepções. Um tempo novo, que também vai ter os seus heróis e os seus carrascos, as suas glórias e as suas misérias. A obra humana nunca foi perfeita. Deixou atrás de si, apesar do brilho ostentado e do progresso carreado pelas sucessivas civilizações, as marcas da violência e dos horrores. Trata-se de uma herança genética, biológica e social, que teve origem naquele primitivo Homo Erectus, quando ele descobriu, que, dando uma forte pancada, com a tíbia de um mamute, na cabeça do seu companheiro, lhe podia roubar um suculento pedaço de carne. A partir daí, a Humanidade nunca mais sossegou. E nunca irá ficar sossegada... 
Alexandre de Castro
2017 02 09

5 comentários:

O Puma disse...

Tudo se move
até o vento

Abraço

Alexandre de Castro disse...

Abraço, Puma.
O vento, esse grande maganão...

Rogerio G. V. Pereira disse...


na História da humanidade não há determinismo
e é a dialéctica que determina a marcha

celebra-se em 2017 cem anos de uma viragem
e, apesar de tudo, não se pode dizer que haja retrocesso

embora as ameaças sejam frequentes

Alexandre de Castro disse...

Trata-se de linguagem metafórica, Rogério Pereira.

alfacinha disse...

Donald é a prova do fim da América
abraço