sábado, 18 de fevereiro de 2017

Cavaco, o merceeiro-mor

Cavaco com os seus pares no jogo da caça ao tesouro

Cavaco, o merceeiro-mor

É recorrente nos discursos do barão de Boliqueime a seguinte frase: "Eu sempre disse" ou a sua variante, "Eu sempre tenho dito", o que é uma introdução à sua intenção expressa de querer exibir um pretensioso auto convencimento, que ele faz passar por infalível, para que, a nível público, lhe seja reconhecida uma grande capacidade de acertar em todas as previsões, feitas no passado, mas das quais já ninguém se lembra, se é que elas foram realmente proferidas, o que eu duvido. Com este artifício, ele pretende impor a imagem do político de visões largas e profundas, que apenas estão ao alcance dos génios.
Cavaco é intelectualmente pobre. É o homem que não passou dos limites mínimos dos conhecimentos obtidos na sebenta e na cartilha. Falta no seu currículo a cadeira de Filosofia, que tem a grande virtude de "ensinar a pensar" em profundidade e numa perspectiva dialéctica. Falta "alma" ao seu pensamento. E, acima de tudo, falta-lhe a modéstia, que o obrigaria a reconhecer a sua inutilidade intelectual. Por isso, para não ser afrontado com esta sua indigência, apenas se fez rodear por políticos merceeiros, avessos ao saber e mais vocacionados para os negócios, e que o bajulavam, como se ele fosse um rei, mas que souberam aproveitar-se das benesses do poder, principalmente aquelas mais escandalosamente ilícitas.
Alexandre de Castro
2017 02 18

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