quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Donald Trump não aterrou de paraquedas, na Casa Branca, por mero acaso…


Donald Trump não aterrou de paraquedas, na Casa Branca, por mero acaso…

Tal como Hitler subiu ao poder, com o oculto apoio, político e financeiro, dos grandes patrões da indústria alemã, que necessitavam de uma ditadura, para expurgar o país da ameaça comunista, que, internamente, se agigantava, também Donald Trump, que não aterrou de paraquedas, na Casa Branca, por mero acaso, tem atrás de si a força de, pelo menos, dois grandes lobies: o lobie judaico-sionista, da alta finança, que pretende mais pragmatismo dos EUA, na protecção, consolidação e no alargamento territorial do Estado de Israel, na Cisjordânia, e o lobie da indústria exportadora, que quer, por um lado, voltar à Europa, de onde foi destronada, através do Mercado Único Europeu e da criação do euro, e, por outro lado, conter o crescimento económico da China, que começa a ser, no mercado mundial, um sério concorrente dos EUA. Não foi por acaso que Trump, durante a campanha eleitoral, mencionou, com intencional hostilidade, a China, a Alemanha e a União Europeia.  

Já não interessa a esses lobies, o confronto permanente com a Rússia, que não ajuda nada a economia americana, assim como a política belicista no Médio Oriente, aplicada pelos anteriores presidentes. A nível de política interna, o que o lobie dos industriais pretende é a total desregulamentação do mercado de trabalho, para aumentar, ainda mais, a produtividade, à custa da diminuição dos salários.

Para estes dois lobies, muito poderosos, e que comandam toda a realidade política, estes objectivos só serão alcançados com um Presidente populista, que faça uma limpeza em todo o aparelho de Estado, eliminando todas as resistências que se atravessem no seu caminho. E Trump, devido ao seu perfil e condição, foi o homem escolhido, para operar esta viragem na política interna e na política externa dos EUA.

Se esta perspectiva estiver correcta, não poderemos estranhar o fenómeno atípico da eleição de Trump para presidente dos EUA. É uma necessidade do sistema, para garantir, no futuro, a sua sobrevivência, como maior potência mundial. Eu até me atreveria a dizer que se tratou de um acto de desespero, se também tomarmos em consideração o domínio militar. É que a intervenção decisiva da Rússia de Putin, no conflito Síria, demonstrou, de forma inequívoca, que os EUA não poderão continuar a fazer, no Médio Oriente, o que muito bem entendem.
Alexandre de Castro
2017 02 09

1 comentário:

Luis Salgado disse...

Eu acho que o Povo Trabalhador Americano que Vota nesta Gente não sabe o que faz.boa tarde. Cumprimentos.