segunda-feira, 27 de junho de 2016

Espanha: Pablo Iglesias admite resultados insatisfatórios


Espanha: Pablo Iglesias admite 
resultados insatisfatórios

O candidato da coligação de esquerda Unidos Podemos à chefia do governo espanhol, Pablo Iglesias, admitiu hoje que os resultados eleitorais não são satisfatórios e não cumprem as expetativas criadas.

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Foi uma autêntica desilusão, caros amigos e amigas! Há quem diga que o Brexit influenciou negativamente os resultados da esquerda, quando eu julgava que esse efeito poderia ser positivo. Eu, para mim, tenho duas explicações para este desastre eleitoral: 1º). A cultura do medo funcionou. 2º) Pablo Iglésias, depois das eleições de Dezembro, começou a ser mais actor do que político. O seu super-ego traiu-o.
De imediato, perdeu-se a maior parte do capital político, que se gerou a partir das grandes manifestações de 2012.
Mas a luta continua!...

domingo, 26 de junho de 2016

Que venha de Espanha um bom vento e um bom casamento


Que venha de Espanha um bom vento 
e um bom casamento

Os eleitores espanhóis, hoje, não estão apenas a escolher, de acordo com as suas simpatias partidárias, o próximo governo de Espanha. Como pano de fundo, eles levam na cabeça a sua opinião sobre a União Europeia. Nesta perspectiva, os resultados finais da votação, e tal como se fosse um referendo, também vão determinar se a Espanha deverá ou não rever a sua posição, em relação à UE e ao euro. Esta é que é grande questão que se coloca ao nível da decisão de todos os actos da governação, tal já é o elevado nível de integração política e económica, alcançado no seio da União. Os espanhóis sabem, tal como os portugueses, os gregos e os cidadãos de todos os outros países do grupo, que já não podem controlar, com o seu voto, as políticas orçamentais e financeiras dos seus respectivos países, cujas competências passaram a ser exercidas em Bruxelas, por uns burocratas eurocratas, que ninguém conhece e que não foram eleitos democraticamente.
Por isso, não nos admiremos muito, se, amanhã, acordarmos com mais um terramoto político, que atinja em cheio o coração do europeísmo. 
Oxalá que sim, penso eu, que já percebi toda a engenharia de rapina, que a Alemanha arquitectou, no seu interesse.
AC

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Grã-Bretanha salta fora da União Europeia


Grã-Bretanha salta fora da União Europeia

Nem calculam como é agradável deitar-me e levar para o meu sono uma notícia desagradável, e sobre a qual escrevi umas linhas, e ler, depois de acordar, uma outra notícia, agora agradável, que desmente a primeira. 
O Brexit ganhou, embora por uma unha negra. Mesmo que tivesse perdido, mesmo por uma pequena margem, a humilhação da UE, tal como então afirmei, seria enorme. E, com a vitória do Brexit, a UE sai desta refrega humilhada e vencida. Foi uma derrota em toda a linha, que poderá vir a determinar o seu fim, se, entretanto. não houver a clarividência dos dirigentes dos países europeus para alterarem o seu paradigma último, que era o de construir uma federação europeia. 
Eu já afirmei várias vezes que é impossível federar a Europa, quer por motivos históricos, quer por motivos linguísticos. Ao longo da sua História, dominaram sempre as forças centrífugas, baseadas nas diversidades nacionais. Como já afirmei também, nem Carlos Magno, nem Napoleão nem Hitler conseguiram unir a Europa. O sentimento de pertença à Europa não se sobrepõe ao sentimento de pertença a cada nação.
A derrota da UE não começou nem acabou com este referendo na Grã-Bretanha. Ela começou com a crise grega e portuguesa, crise que mostrou aos europeus até onde pode ir a perfídia das instâncias europeias, telecomandadas pela Alemanha. 
No entanto, não sei, tal como ninguém ainda sabe, como é que a sua derrota total vai acabar.
AC

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Hospital Oriental de Lisboa terá 825 camas e autonomia pediátrica


Hospital Oriental de Lisboa terá 825 camas e autonomia pediátrica

Ministro da Saúde anunciou que o futuro hospital oriental de Lisboa terá 825 camas e uma pediatria autónoma
O futuro Hospital Oriental de Lisboa, que acolherá as unidades do Centro Hospitalar de Lisboa Central, vai ter 825 camas e uma autonomia pediátrica, anunciou hoje o ministro da Saúde.
Adalberto Campos Fernandes falava durante uma audição na Comissão Parlamentar da Saúde, durante a qual disse aos deputados que espera enquadrar as primeiras verbas para os novos hospitais no Orçamento do Estado para 2017.
Em relação ao futuro Centro Hospitalar de Lisboa Oriental - que acolherá os atuais hospitais de São José, Santa Marta, Curry Cabral, Capuchos, Maternidade Alfredo da Costa e Dona Estefânia -, o ministro garantiu que a gestão clínica será pública, mas que ainda estão a ser avaliadas eventuais vantagens de uma Parceria Pública Privada (PPP) para a construção e equipamentos.

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O número de camas (825) do novo hospital é igual ao somatório do número de camas dos antigos hospitais a integrar? Parece-me que não. Por este lado, Lisboa vai perder capacidade de resposta, em termos de oferta de cuidados de saúde hospitalares. Assim como vai perder dois hospitais carismáticos, bem localizados no centro da cidade, e altamente especializados (Hospital D. Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa), que, ao longo de um século, desenvolveram uma "cultura médica propria", de elevada qualidade técnica, científica e assistencial, e que, possivelmente, irá fragmentar-se, o que se lamenta. 
O novo, só porque é novo, não pode destruir aquilo que o velho tem de bom.
Também não sei se acabou por prevalecer aquela ideia do modelo americanado da enfermaria única para todos os serviços clínicos, ao contrário da estrutura espacial e funcional dos hospitais a substituir - em que cada serviço tem a sua própria enfermaria - ignorando-se assim os benefícios dos efeitos de proximidade do doente acamado, em relação ao seu respectivo serviço, e também as respectivas especificidades técnicas diferenciadas, para cada um deles, quer ao nível do mobiliário, quer ao nível da aparelhagem médico-cirúrgica.
AC

domingo, 19 de junho de 2016

"Saúde - Que consensos?" - Raquel Varela




Intervenção da historiadora Drª Raquel Varela
no debate "Saúde - Que consensos?", organizado
pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), e que teve
lugar no dia 18 de Junho de 2016, no Hotel Roma, em Lisboa.
*
[Ver intervenção do Dr. Ricardo Baptista Leite,
no post anterior, ou aqui]

"Saúde - Que consensos?" - Ricardo Baptista Leite




Intervenção do médico e deputado
Dr Ricardo Baptista Leite, no debate
 "Saúde - Que consensos?", organizado pela
Federação Nacional dos Médicos (FNAM),
e que teve lugar no dia 18 de Junho de 2016, no Hotel Roma,
em Lisboa.
*
[Ver a intervenção da Drª Raquel Varela, aqui]

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Como a direita mascarou o desemprego em Portugal


Vídeo


São as chamadas estatísticas criativas, feitas à vontade do freguês.

Não é a Rússia que anda a provocar guerras no planeta...


Não é a Rússia que anda a provocar guerras no planeta...

Não é a Rússia que anda, secretamente, a apoiar e a promover o terrorismo internacional...

Não é a Rússia que, também secretamente, apoia indirectamente o Estado Islâmico, sob o disfarce de apoiar grupos armados rebeldes de um país soberano do Médio Oriente...

Não é a Rússia que anda a cercar, instalando bases militares, as fronteiras de um outro país...

Não é a Rússia o país que desestabiliza a paz mundial.

[Ver o excelente e elucidativo texto em “Abril de Novo Magazine”]

terça-feira, 14 de junho de 2016

Noam Chomsky: "A pior campanha terrorista é a que está a ser orquestrada...


A cristalina verdade, expressa pelo prestigiado Professor Emérito do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Noam Chomsky, ilumina a nossa razão, que não se conforma com a impunidade do imperialismo americano, que não hesita em recorrer às mais torpes manobras, para dominar o mundo.
Deixo-vos o pequeno texto que, no YouTube, acompanha este vídeo:
"Noam Chomsky é considerado uma celebridade do mundo intelectual. Um autor prolífico e assumido anarquista, que aos 86 anos de idade não dá sinais de querer abrandar o ritmo. É uma voz ativa na denúncia de várias injustiças, tendo com bastante frequência o Ocidente como alvo".

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A ambição imperialista de um governo mundial...

Ouçam o banqueiro, Paul Warburg: "Nós teremos um 
governo mundial, quer vocês queiram ou não.
 A única questão é se tal governo se estabelecerá 
pela força ou pelo consenso."
Citado por Daniel Rstulin

A jornalista espanhola Cristina Martín Jiménez, que investiga o clube Bilderberg há cerca de 10 anos, constata que este grupo secreto pretende  “criar um governo mundial único, em mãos privadas”.
ZAP aeiou Ver aqui

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Para que esse governo mundial se afirme globalmente, na sua plenitude, embora sob diversos disfarces, tal como o que já está instituído na Europa, através da União Europeia e da União Monetária Europeia, que já detêm fatias importantes da soberania de cada Estado membro, apenas falta neutralizar a Rússia e a China, através das armas, já que essa neutralização, através da política, se revela impossível. E um ataque nuclear, de surpresa, desferido contra a Rússia, não está descartado do plano imperialista ocidental, já que a NATO, dominada pelos EUA, vai decidir, em princípio do próximo mês de Julho, a instalação de novas bases nos países do leste europeu.
AC
Ver também em "Abril de Novo Magazine".

Ignorância ou simplesmente uma montagem anedótica, de conseguido efeito?...

Amabilidade da minha irmã Helena.
Ver também em "Abril de Novo Magazine".

domingo, 12 de junho de 2016

Não bastam as acções diplomáticas, as cerimónias das condecorações (de má memória) os protocolos e as paradas militares


Não estava no programa oficial a participação de François Hollande na Câmara de Paris, na condecoração dos quatro porteiros portugueses que socorreram vítimas do atentado do Bataclan. Mas já se sabe como Marcelo pode ser persuasivo, a ponto de conseguir desviar o presidente francês do percurso entre o Palácio do Eliseu e o Stade de France. Em vez de ir diretamente, passou pela casa de Anne Hidalgo e, tal como Marcelo e Costa, fez um discurso de improviso.
… Marcelo fez um malabarismo ao protocolo e passou para as mãos de Hollande duas das quatro condecorações para que ele as entregasse. "Vou mudar as regras", disse antes. Já durante a manhã tinha dado a volta ao statu quo, quando retomou, 42 anos depois de 1974, a parada militar no Terreiro do Paço e as condecorações a antigos combatentes da Guerra Colonial - e também a militares no ativo que se destacaram em missões no estrangeiro - e também a militares no ativo que se destacaram em missões no estrangeiro. Sabia que ia agitar os fantasmas de várias gerações, sabia que estava novamente a andar sobre o arame das memórias difíceis. Mais alguém poderia tê-lo feito? Se no dia em que se tornou Presidente ele se juntou a representantes de 18 crenças religiosas na Mesquita de Lisboa, sim, podia. Por muito que seja doloroso voltar a sentir as feridas do passado recente, é preciso procurar no que aconteceu ontem o sinal de que nada é imutável e tudo pode ser posto em causa.
Diário de Notícias _ Ana Sousa Dias

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Na realidade, na História dos Povos, nada é imutável. Tudo muda, porque "o mundo é feito de mudança". Mas é preciso dar um empurrão a essa mudança. E os empurrões não podem estar confinados apenas ao nível diplomático e aos protocolos de Estado, muito embora sejam importantes. O folclore das paradas militares e das cerimónias das condecorações, de má memória (e agora falo na qualidade de ex-capitão miliciano, que fez a Guerra Colonial) não são suficientes para resolver os problemas que, neste momento, se colocam a Portugal, e que ameaçam a sua identidade, a sua dignidade e a sua independência, que está em perigo. O problema que Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa têm de resolver rapidamente é a posição de Portugal no contexto europeu, uma relação que está a descambar perigosamente para uma típica situação neocolonial, embora de forma encapotada. A União Europeia, que se apresentou como um espaço de solidariedade, está a transformar-se num pesadelo para os povos que não conseguiram (também por culpas próprias, é certo) acompanhar o desenvolvimento dos países europeus mais ricos (que também enriqueceram à custa dos países mais pobres, através da economia de troca desigual, uma vez que o dinheiro dos subsídios aos países pobres destinava-se a promover a compra de bens e serviços aos países mais ricos), o que me leva a afirmar que a União Europeia se transformou num grande espaço de negócios. E a situação chegou a um ponto extremo e insustentável, quando se assiste ao degradante espectáculo de uma instituição comunitária, a Comissão Europeia, controlada à distância pela Alemanha e pela França, ameaçar Portugal com sanções económicas, medidas estas que nunca deveriam ser incluídas em nenhum Tratado Internacional, e que, ao constar nos tratados europeus, constitui uma originalidade vergonhosa, já que nunca se viu, em tempos de paz, dois ou mais países estabelecerem, entre si, a aplicação de sanções, nos acordos entretanto firmados.
E é isto que tem de ser resolvido rapidamente pelos altos dirigentes de Portugal.
Alexandre de Castro

Publicado também aqui, por deferência dos editores do "Abril de Novo Maganize".

sábado, 11 de junho de 2016

Os problemas estruturais da economia portuguesa e os caminhos a percorrer

A economia portuguesa está muito dependente do contributo  da
Procura Interna (consumo) e desde 2014 encontra-se estagnada

Os problemas estruturais da economia portuguesa e os caminhos a percorrer

Para resolver os problemas estruturais da economia, Portugal, mantendo-se ou não na área do euro, tem de orientar a sua estratégia em dois pilares: por um lado, promover intensivamente as exportações e, por outro lado, produzir bens que substituam importações. O objectivo é ganhar excedentes, perante o exterior, e aumentar a receita fiscal para possibilitar, sem um pesado esforço orçamental e sem mais medidas de austeridade, pagar a gigantesca dívida pública, que terá de ser reestruturada, inevitavelmente. 

Em relação ao aumento do consumo, [o consumo também conta para a formação do PIB] o governo teria de ter dois aspectos em consideração: que esse aumento do consumo não viesse a aumentar a procura de bens e serviços importados e que, por razões de equidade e de justiça social, o aumento desse consumo derivasse da melhoria dos rendimentos da classe média e da população mais desfavorecida. O aumento do consumo iria promover também mais receita fiscal, evitando-se o agravamento dos impostos, que já são muito pesados e que já provocam o funcionamento da economia.

Mas, para conseguir este desiderato, é necessário investimento, o público e o privado, que dinamize a economia. Infelizmente, verifica-se que o investimento continua a ser raquítico, e insuficiente para sustentar o crescimento económico. As empresas estão descapitalizadas e o crédito bancário, devido à insolvência dos bancos nacionais, é difícil e problemático. O actual governo está a fazer o que pode. A aposta na reabilitação urbana, apoiada pelo Estado, vai reanimar um pouco a recuperação da construção civil - que, no passado, foi o grande motor da economia - o que vai atrair investimento e criar emprego. 

Não se vê no horizonte a recuperação do investimento, por parte da iniciativa privada, que seria essencial para investir na produção de bens, que substituíssem as importações, bem como na produção de bens para o mercado externo e que, através da inovação, aumentassem, de uma forma significativa, o valor acrescentado. E Portugal necessita, como de pão para a boca, de aumentar as exportações, a um nível médio de cinco por cento ao ano Mas, sem investimento, pouco se poderá fazer na criação de riqueza e no desenvolvimento do país.

É neste quadro de pensamento (o de a economia portuguesa não conseguir crescer nos próximos anos) que funciona o comportamento da Comissão Europeia (um órgão da UE domesticado pela Alemanha), ao pretender aplicar severas sanções a Portugal, através de um procedimento por défice orçamental excessivo, ao mesmo tempo que quer impor mais cortes nas pensões e mais desvalorizações salariais, o que vai levar, tal como já tenho dito, Portugal a percorrer o calvário de sofrimento da Grécia. Desde 2010, a desvalorização salarial atingiu os vinte por cento, o que já é dramático, mas a Comissão Europeia quer que atinja os trinta por cento, o que, a verificar-se, será uma catástrofe. 

Claro que, se Portugal tivesse uma moeda própria, para poder desvalorizá-la no interesse da sua economia, a fim de aumentar as exportações, tudo seria mais fácil, mais rápido e menos doloroso a longo prazo. E este é o principal problema estrutural da economia portuguesa, um verdadeiro nó górdio, que precisa de um Alexandre Magno, que o decepe com a espada.
Alexandre de Castro
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Curiosidade: Leia aqui a célebre lenda do nó górdio.

Publicado em "Abril de Novo Magazine", por deferência dos seus editores.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Jerónimo de Sousa quer nova moeda portuguesa


Jerónimo de Sousa quer nova moeda portuguesa

Numa sessão pública intitulada A libertação do país da submissão ao Euro, condição para o desenvolvimento e soberania nacional, Jerónimo de Sousa, ladeado pelos economistas João Ferreira do Amaral e Jorge Bateira, entre outros, identificou a banca sob controlo público, a renegociação da dívida e a saída do euro como prioridades para o desenvolvimento soberano de Portugal.
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Não há outra alternativa. Se já foi um grande erro Portugal aderir ao euro, maior erro será se não sair. Se Portugal tivesse uma moeda própria, alinhada com a produtividade da sua economia, as exportações de bens e serviços triplicariam, no espaço de quatro ou cinco anos, permitindo assim obter excedentes para ir pagando a dívida, dívida que também terá de ser reestruturada. 
Se não for assim, Portugal caminhará para o desastre.

PSOE perde segundo lugar para Unidos Podemos

Pablo Iglesias, do Podemos, e Alberto Garzón, 
da Esquerda Unida, juntos ontem em Madrid

PSOE perde segundo lugar para Unidos Podemos

Os militantes do PS que, tal como Francisco Assis, pugnam por uma colagem do partido à direita, condenando a aliança firmada por António Costa com o PCP e o BE, devem olhar para o que se passa em Espanha, com o PSOE a perder terreno nas sondagens, cedendo o segundo lugar para a coligação do Podemos com a Esquerda Unida, que já se encontra em segundo lugar nas intenções de voto.
Depois do descalabro do PASOK, o partido socialista grego, é a vez dos socialistas espanhóis pagarem bem caro o seu colaboracionismo com o sistema, ao qual serviram de bengala, como contraponto da direita, mas enquadrando-se sempre, nas questões essenciais, nas mesmas políticas conservadoras.
Os espanhóis, cada vez em maior número, começam a ver o PSOE como uma grosseira réplica do Partido Popular.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Ensino de Religião apenas deveria ser permitido ministrar a maiores de 18 nanos...


O ensino da Religião, qualquer que ela seja, deveria ser absolutamente proibido de ser ministrado a pessoas com menos de 18 anos. Só a partir desta idade é que o acesso a esse ensino seria permitido a todos aqueles que, voluntariamente, e em plena liberdade, fizessem essa opção, da qual seriam os únicos responsáveis.
Com esta medida, as religiões ganhariam dignidade e autenticidade, já que seriam constituídas por crentes, que a elas aderiam em plena consciência. Impor e ensinar uma Religião a uma criança ou a um adolescente, que ainda não têm a sua consciência formada, e servir--se da sua inocência, para mais facilmente lhes incutir uma crença e uma doutrina, é um inqualificável abuso.
O Direito Internacional da Criança deveria consignar este princípio.

domingo, 5 de junho de 2016

Vem aí o e-comércio (a economia colaborativa) e uma vaga descomunal de desemprego estrutural.


Vem aí o e-comércio (a economia colaborativa) e uma vaga descomunal de desemprego estrutural.

Se a Era da da Revolução Industrial se baseou na mecanização, na industrialização, no recurso intensivo às fontes de energia provenientes do carvão, da electricidade, do petróleo, da cisão nuclear e, em termos políticos, na exploração de matérias primas nos territórios coloniais, a Era da Globalização, que lhe sucedeu, e que está a viver-se em pleno, caracteriza-se pela informatização e robotização, pelo desenvolvimento das comunicações e das telecomunicações, pelo domínio, à distância, do espaço global, e, agora, ainda de uma forma embrionária, pelo comércio online, que tenderá também a ser global.
No entanto, entre estas duas grandes revoluções, que marcaram, e continuam a marcar, a evolução da Humanidade, existem semelhanças, diferenças, benefícios e prejuízos para as populações. Ambas propiciaram o progresso e uma melhoria das condições de vida das populações dos países que as puderam incorporar nas suas respectivas economias. Ambas favoreceram a oferta de bens e serviços de utilidade indiscutível, a preços acessíveis, possibilitados pelos efeitos de escala e pela grande massificação do consumo. 
Mas, contrariamente, ambas desenvolveram e reforçaram o domínio do Capital sobre o Trabalho. Ambas deram origem às formas imperialistas do exercício do poder. Ambas desenvolveram o capitalismo financeiro, que condicionou o poder dos Estados e contribuiu para o aprofundamento das desigualdades sociais. 
Não nos esqueçamos que, hoje, um por cento dos habitantes do globo auferem o mesmo rendimento do auferido pelos restantes noventa e nove por cento dos habitantes, um fosso enorme provocado principalmente pela Globalização, que gerou lucros enormes às grandes companhias multinacionais, através do processo das deslocalizações territoriais dos meios de produção, na procura de mão de obra mais barata, e aos bancos, através da financeirização da economia. 
Diferenças entre a Era da Industrialização e a Era da Globalização também existem, naturalmente. E a principal diz respeito ao emprego. Enquanto a Revolução Industrial criou empregos massivamente, atraindo as populações rurais activas para as cidades industriais, alterando assim, profundamente, a paisagem física e a demografia dos países industrializados, a Globalização, excepto no período das deslocalizações das fábricas para os países asiáticos, está a criar manchas enormes de desemprego, uma tendência que irá agravar-se, de forma exponencial, com o desenvolvimento da chamada economia colaborativa, que eu prefiro designar por e-comércio.
O desenvolvimento das novas tecnologias vai promover, também de forma exponencial, o incremento das transacções on line, na maioria dos sectores de bens e de serviços, o que vai eliminar o sector dos intermediários, com graves repercussões ao nível do desemprego. Em todo o mundo, milhões de postos de trabalho serão destruídos e o sistema capitalista, que adquiriu a dimensão universal, não tem resposta adequada para este agudo problema. Ou até tem, na sua forma mais perversa. Deixar que seja o mercado global a fazer a selecção entre os países que irão crescer, que serão poucos, e os que irão, irreversivelmente, empobrecer, que serão muitos, e, dentro de cada país, deixar que seja o respectivo mercado interno a fazer a divisão entre uma minoria de ricos e remediados, por um lado, e uma grande maioria de pobres, por outro, e, se possível, muito bem escondida, para não causar alarmes sociais, que são sempre indesejáveis e inoportunos para o bom andamento dos negócios. Os regimes capitalistas saberão viver com esta nova realidade, diluindo-a na demagogia discursiva, manipulando-a no espaço mediático ou, simplesmente, silenciando-a através da repressão.
Um Novo Mundo, assim imaginado (ou melhor, assim previsto), e que estará presente, perante todos nós, na próxima década, vai necessitar de uma nova ordem internacional, assente na centralização do poder político e militar da potência dominante. Assim, a liderança do mundo será assumida pelos EUA. Para lá chegar, só é necessário encontrar a forma de neutralizar a China e a Rússia e aniquilar os países do Médio Oriente que ainda resistem à submissão, garantindo-se assim o controlo da maior reserva de petróleo do mundo. 
Quem não acreditar neste prognóstico, que recue uns dez a vinte anos atrás, e se interrogue se, nesse tempo, conseguia imaginar o mundo, tal como ele é hoje.
AC

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Penas pesadas no caso BPN. Acusação pede 13 a 16 anos para Oliveira Costa


Penas pesadas no caso BPN. Acusação pede 13 a 16 anos para Oliveira Costa

É completamente injustificado o alarme social que esta notícia está a provocar de norte a sul do país, até com os sinos de algumas igrejas já a tocarem a rebate. Os portugueses devem manter-se calmos e sossegados, pois os arguidos do caso BPN, independentemente do número de anos de prisão. a que venham a ser condenados, beneficiarão sempre do estatuto jurídico da pena suspensa. Depois, lá mais para a frente, uma qualquer condecoraçãozinha, no 10 de Junho, lavará a nódoa. Tenham calma, pois o Dr. Cavaco ainda tem alguma influência e não deixará de fazer uma forcinha, para proteger os seus amigos de coração.