quinta-feira, 23 de junho de 2016

Hospital Oriental de Lisboa terá 825 camas e autonomia pediátrica


Hospital Oriental de Lisboa terá 825 camas e autonomia pediátrica

Ministro da Saúde anunciou que o futuro hospital oriental de Lisboa terá 825 camas e uma pediatria autónoma
O futuro Hospital Oriental de Lisboa, que acolherá as unidades do Centro Hospitalar de Lisboa Central, vai ter 825 camas e uma autonomia pediátrica, anunciou hoje o ministro da Saúde.
Adalberto Campos Fernandes falava durante uma audição na Comissão Parlamentar da Saúde, durante a qual disse aos deputados que espera enquadrar as primeiras verbas para os novos hospitais no Orçamento do Estado para 2017.
Em relação ao futuro Centro Hospitalar de Lisboa Oriental - que acolherá os atuais hospitais de São José, Santa Marta, Curry Cabral, Capuchos, Maternidade Alfredo da Costa e Dona Estefânia -, o ministro garantiu que a gestão clínica será pública, mas que ainda estão a ser avaliadas eventuais vantagens de uma Parceria Pública Privada (PPP) para a construção e equipamentos.

***«»***
O número de camas (825) do novo hospital é igual ao somatório do número de camas dos antigos hospitais a integrar? Parece-me que não. Por este lado, Lisboa vai perder capacidade de resposta, em termos de oferta de cuidados de saúde hospitalares. Assim como vai perder dois hospitais carismáticos, bem localizados no centro da cidade, e altamente especializados (Hospital D. Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa), que, ao longo de um século, desenvolveram uma "cultura médica propria", de elevada qualidade técnica, científica e assistencial, e que, possivelmente, irá fragmentar-se, o que se lamenta. 
O novo, só porque é novo, não pode destruir aquilo que o velho tem de bom.
Também não sei se acabou por prevalecer aquela ideia do modelo americanado da enfermaria única para todos os serviços clínicos, ao contrário da estrutura espacial e funcional dos hospitais a substituir - em que cada serviço tem a sua própria enfermaria - ignorando-se assim os benefícios dos efeitos de proximidade do doente acamado, em relação ao seu respectivo serviço, e também as respectivas especificidades técnicas diferenciadas, para cada um deles, quer ao nível do mobiliário, quer ao nível da aparelhagem médico-cirúrgica.
AC