segunda-feira, 2 de março de 2015

"Primeiro-ministro caloteiro" tem de explicar dívidas


Catarina Martins exigiu hoje explicações ao país por parte de um "primeiro-ministro caloteiro para com a Segurança Social" ainda antes do próximo debate quinzenal, agendado para 11 de março, na Assembleia da República.

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Em qualquer país civilizado, daquela Europa que os políticos portugueses costumam avocar como pertença, qualquer membro de um governo que, tal como o primeiro-ministro português, Passos Coelho, tivesse fugido às suas obrigações fiscais, sentia-se obrigado a pedir imediatamente a sua demissão. Em Portugal não é assim, quer pela falta de carácter e de honorabilidade da maioria dos membros da classe política, quer pela ausência de uma opinião pública civicamente exigente. E isto é uma questão eminentemente cultural, que resulta de um complexo processo de sedimentação social, através da História. Os países da Reforma luterana, porque passaram a valorizar a dignidade do trabalho, fundaram uma moral superior, em comparação com a moral dos países da Contra-Reforma tridentina, nos quais se incluía Portugal, países estes que continuaram agarrados, até à Revolução Francesa e atá a todas as outras revoluções, que nela se inspiraram, aos paradigmas residuais e às arcaicas estruturas mentais e sociais da Idade Média, em que ainda imperava o conceito da servidão, pelo que, aos senhores, tudo era permitido, até a imoralidade.
AC

1 comentário:

O Puma disse...

Tanto é o espaço em Évora