domingo, 13 de julho de 2014

MIC apela à participação nas primárias do PS


O Movimento de Intervenção e Cidadania, criado em torno da candidatura presidencial de Manuel Alegre em 2006, lançou um apelo à participação nas primárias do PS pela importância que diz ter este processo.
“Não se trata de uma mera questão interna do PS, pois do seu desfecho poderá depender a escolha do futuro governo do país”, lê-se no comunicado enviado à comunicação social assinado por Manuel Alegre, presidente do conselho dos fundadores, o general  Alfredo  Mansilha Assunção, presidente da assembleia-geral, e o arquitecto  Manuel Correia Fernandes, presidente interino da direcção nacional.
Por outro lado, acrescenta-se, “caso este acto decorra de forma transparente e genuinamente participada, será uma oportunidade de abertura democrática que nessa medida dever ser saudada”.

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Não sei se o MIC ainda diz alguma coisa aos cidadãos que, em 2006, se envolveram na campanha eleitoral para a Presidência da República, à volta da candidatura de Manuel Alegre. Como movimento orgânico, está morto, restando apenas os membros dos seus órgãos sociais. No entanto, talvez o seu espírito não se tivesse dissipado, flutuando ainda na memória dos seus militantes, que, certamente, por verificarem que o PS de A: J. Seguro não incorporava nenhuma alternativa séria à direita, debandaram para outras paragens, nas últimas eleições europeias, talvez, até, engrossando a abstenção. A sua maioria, possivelmente, também já percebeu que, ao nível das opções políticas, a diferença entre Seguro e Costa é a mesma da que existe entre o objeto e a sua imagem ou entre a mão direita a mão esquerda. Ambos os políticos assumem a trajetória que o eixo Bruxelas/Berlim imprimem à política portuguesa. Nenhum deles deu o passo mobilizador, lançando o grito do Ipiranga. São europeístas convictos, por paixão ou por conveniência, não sei bem, e que fingem acreditar (e querem que nós acreditemos) que um pequeno partido de um pequeno país será capaz de ter influência no palco das instituições europeias. Por outro lado, Manuel Alegre reformou-se, deixando a rebeldia de lado e acomodando-se ao ambiente pastoso que irá conduzir o PS à insignificância política, comungando à mesa da direita. Que eu saiba, também não tomou partido por nenhum dos candidatos, o que se estranha.

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