Tardiamente, e depois de ter sujeitado Portugal
e a Grécia, juntamente com as duas outras instituições da troika, a severos
planos de tortura financeira, que semearam a miséria e destruíram a economia
dos dois países, o FMI vem agora dar a mão à palmatória, afirmando que antes de
ser aplicado um qualquer plano de ajustamento, dever-se-ia ter promovido o
reescalonamento das respetivas dívidas soberanas, dando assim a razão a todos
aqueles que, desde o primeiro momento, criticaram com sólidos argumentos da
ciência económica, a aceitação passiva e submissa do Memorando de Entendimento
assinado por José Sócrates (PS), Passos Coelho (PSD), Paulo Portas (CDS) e
Carlos Cota (BdP). Como a culpa não pode morrer solteira, é a estas quatro
individualidades que todos nós temos de pedir responsabilidades, exigindo o seu
julgamento pelo crime de gestão danosa da coisa pública.
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