domingo, 31 de julho de 2011

História Essencial de Portugal - Volume I - Das Origens à Revolução de 1245-1248 - José Hermano Saraiva

História Essencial Portugal Vol.1 (1/6)

História Essencial Portugal Vol.1 (2/6)

  

História Essencial Portugal Vol.1 (3/6)



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História Essencial Portugal Vol.1 (5/6)
  

 História Essencial Portugal Vol.1 (6/6)
 

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Embora não reconhecido pela comunidade académica, que lhe condena a sua visão personalista da História e um velado facciosismo ideológico em relação às personalidades mais progressistas de Portugal, ao mesmo tempo que desvaloriza os movimentos sociais no processo de emancipação das sociedades, privilegiando mais as lideranças iluminadas, José Hermano Saraiva não deixa, contudo, de ser uma figura importante no panorama intelectual do país. Como divulgador, através da RTP, onde projectou uma imagem de marca, difícil de apagar da memória dos portugueses, José Hermano Saraiva deixa também um importante espólio literário no domínio da História e do Direito.
Mas ele irá ser sempre recordado como divulgador da História de Portugal. Eu costumo dizer, em sua defesa, que foi através da sua intervenção mediática que a maioria dos portugueses aprendeu alguma coisa sobre a História de Portugal, proeza que não foi conseguida durante a fase da escolaridade, talvez devido a um erro metodológico, que não separa, individualizado-a, a aprendizagem da História de Portugal da da História Universal, com o válido argumento de valorizar as conexões dos factos históricos nacionais com os mundiais. Mas essa conexão acabaria por ser feita mais tarde, pelos próprios alunos, tal como acontecia nos meus tempos de liceu.
Conheci pessoalmente José Hermano Saraiva no Hospital de Santa Marta, onde ele foi assistido a um grave problema de saúde. As conversas mantidas com ele ultrapassaram o raio de acção daquelas que eram exigidas pelo desempenho da minha actividade profissional, a de assessor de imprensa daquele hospital. Na realidade, José Hermano Saraiva possui uma eloquência notável, e muito bem apoiada numa memória privilegiada. Não fugiu à questão da sua colaboração com o Estado Novo nem em discutir a questão melindrosa da sua acção como Ministro da Educação Nacional de Marcelo Caetano na repressão ao movimento estudantil de 1969. Embora não subscrevendo a sua posição, não deixo de respeitar a sua figurara de intelectual, e, naturalmente, omito os argumentos justificativos que o professor avançou. 

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